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Ano 2011

Encerramento da Escola de Cidai surpreendeu autarcas

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A Escola Básica de Cidai foi um dos estabelecimentos de ensino encerrados pelo Ministério da Educação. Alunos serão deslocados para Bairros e Lagoa.

A notícia foi recebida com um misto de surpresa e estupefação. A Escola Básica de Cidai foi uma das 297 escolas encerradas pelo Ministério da Educação e que já não abrem portas em setembro. Esta medida vem no seguimento do encerramento de estabelecimentos com menos de 21 alunos, e sem inscrições suficientes para abrir uma turma de primeiro ano, realidade que se verificava em Cidai.

Em declarações ao NT, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa assegurou que “o executivo recebeu a notícia através dos meios de comunicação social”, lamentando o facto de a autarquia “não ter sido notificada oficialmente desse encerramento. A autarca acatou esta decisão “com tristeza” por “se tratar de um estabelecimento de ensino que tem uma história de trabalho de qualidade feito em prol a comunidade e dos seus alunos”.

As crianças que estavam inscritas na EB1 de Cidai serão distribuídas para as escolas da Lagoa e de Bairros. “Desde que tomou conhecimento do encerramento da EB 1 de Cidai, o pelouro da Educação diligenciou junto do Agrupamento de Escolas da Trofa no sentido de garantir uma solução satisfatória e equilibrada para os alunos”, referiu Joana Lima, que assegurou ainda que o processo “terá sido realizado de acordo com a vontade dos encarregados de educação”.

 

Presidente da Junta descontente com encerramento

Quem não escondia o descontentamento por ver as portas do estabelecimento fecharem era António Azevedo, presidente da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado. Em declarações ao NT, o autarca lamentou o facto de o representante do Conselho Municipal da Educação, o presidente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado, “não ter informado nem formal nem informalmente” sobre o encerramento da escola. “No anterior mandato, eu fazia parte do Conselho Municipal da Educação e informava os outros presidentes de Junta do que se passava. Infelizmente, também a Câmara Municipal não dialogou com a Junta”, frisou.

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O autarca salientou ainda que “o ano passado” travou “uma luta tremenda na Câmara Municipal, porque achava que a escola não devia fechar”. “Os alunos de Cidai não vão para condições melhores. Vão é prejudicar as fracas condições que existem nos outros estabelecimentos. A Escola de Bairros tem, aproximadamente, 150 alunos e a da Lagoa não tem sequer espaço de logradouro para brincar”, asseverou.

O presidente da Junta foi mais longe nas críticas: “Se começarmos a retirar os equipamentos essenciais desses lugares, estamos a destruir esse lugar porque as pessoas começam a construir cada vez menos e procuram outros locais. E se é interesse deste município levar estas crianças de Santiago de Bougado para outras freguesias, para que nesta freguesia não seja construída uma Escola Básica Integrada como estava na Carta Educativa, estamos mal”.

Contactado, José Ferreira garantiu que “desconhecia” sobre a decisão do Governo.

 

Autarquia garante que “condições estão reunidas”

A autarquia refuta as acusações do presidente da Junta de Freguesia, sustentando que, primeiro, “a decisão de encerrar escolas não partiu da Câmara Municipal da Trofa, mas do Governo, em especial do Ministério da Educação, pelo que, é de todo impróprio tentar assacar responsabilidades à Câmara Municipal por este encerramento”. Depois, sustenta a mesma fonte, “deve ficar bem claro que a Câmara também nunca recebeu qualquer comunicação oficial do Ministério a este propósito e que a única informação recebida foi através dos meios de comunicação social, aliás como a generalidade das pessoas”.

Relativamente às condições que os alunos terão nas escolas para onde serão deslocados, o executivo camarário acredita que as mesmas “estão reunidas para que os alunos realizem aprendizagens de qualidade pois as escolas estão bem equipadas, possuem equipas pedagógicas com dimensão e competências adequadas ao desenvolvimento de um ensino de qualidade”.

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“O número de alunos existentes nessas escolas é suficientemente numeroso para propiciar um adequado processo de socialização. E depois a Câmara propicia um conjunto de condições importantes para o desenvolvimento integral das crianças desde as Atividades de Enriquecimento Curricular ao serviço de refeições, em colaboração com as Associações de Pais. Saliente-se que, apesar de não ser uma obrigação legal da Câmara Municipal, esta garantirá o transporte às crianças agora deslocadas a partir de Cidai”.

A Câmara Municipal não deixou de salientar que, no reverso da moeda, “existem regras legislativas que devem ser cumpridas por todos” e que “a autarquia está empenhada no arranque do próximo ano letivo, que tudo leva a crer que venha a decorrer com normalidade para a generalidade dos alunos do concelho da Trofa”.

Quanto ao futuro do edifício, que até agora acolheu os alunos daquele lugar e cuja proprietária é a Câmara Municipal, “será utilizado para servir os trofenses em geral, os bougadenses e os habitantes de Cidai”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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