Nem só de animais se faz a Feira Anual da Trofa. O sector agro-pecúario também é composto por empresas que vêem o evento como uma excelente oportunidade para promoverem os seus produtos.

 Este ano foram cerca de 180 os expositores que quiseram dar mais um pontapé na crise ao juntarem novos contactos e fortalecerem o negócio.

Para a Cevargado, a Feira Anual vem mesmo a calhar, porque “coincide com a apresentação dos novos produtos da empresa”. Este ano, o destaque da empresa vai para a “Golden Horse” que, de acordo com Paulo Calheiros, representante da empresa, “é um alimento completo”, composto por “cereais tratados, com óleos”que “foi pensado e desenhado exclusivamente para cavalos”.

A engenheira zootécnica da Cevargado, Angelina Moutinho, apresentou ainda os outros produtos da empresa: “Temos todas as gamas para aves, suínos, vacas de leite e vitelos”.

Já as máquinas agrícolas preenchem grande parte do espaço exterior da Feira Anual, comprovando a sua importância no crescimento do certame. A empresa Campos e Dias é uma das mais representativas e apresentou equipamentos para todas as áreas, desde a pecuária à vinicultura, “para que os visitantes sintam que valeu a pena vir à Feira, porque encontram novidades e equipamentos que se enquadram na sua área de actividade, explicou Manuel Campos. O responsável pela empresa considera que o evento “é interessante para a divulgação de produtos” e “é o melhor que a Trofa tem”.

“Com muito esforço, tudo fizemos ao longo do tempo para trazermos o melhor que podíamos e tínhamos e daí obrigámos os nossos colegas da concorrência a trazer o melhor que eles tinham”, explicou.

Manuel Campos deseja que a qualidade da Feira Anual se mantenha, mas não concorda com a localização do evento. “Não podemos continuar aqui, porque corremos o risco de, no futuro, a Feira começar a entrar em decadência. Considero que seria um crime isso acontecer, se as entidades competentes não tomarem medidas para contornar esta situação”, sustentou. E usou o exemplo das superfícies comerciais, que “fazem estudos de mercado” para defender que “nenhum os encaminhou para esta zona”. Para Manuel Campos é importante encontrar uma alternativa para “melhorar as acessibilidades aos visitantes”, defendendo que “há excelentes espaços dentro da cidade para aproveitar”. “Senão daqui a três ou quatro anos estaremos a lamentar o que foi e o que é”, concluiu.

Quem visitou a Feira Anual da Trofa também pôde encontrar todo o tipo de equipamentos para jardim. Na MJ Araújo foi apresentada uma promoção em “quatro motosserras, um tractor e uma máquina de relva”, explicou Manuela Carvalho, representante da empresa.

Já na Cafo, o negócio teve “sucesso”, ressalvou o responsável Carlos Oliveira. O balanço da participação foi positivo, tendo em conta o número de vendas e novos contactos que a empresa conseguiu.

Pneus e automóveis também estiveram em exposição

A empresa Pneus D. Pedro V, que brevemente inaugura novas instalações junto da Rotunda do Bombeiro, em S. Martinho de Bougado, marcou mais uma vez presença na Feira Anual para mostrar os melhores produtos. O responsável pela empresa, Domingos Tinoco, ficou satisfeito com a participação no evento, pois “deu para juntar novos contactos, promover os produtos e anunciar as novas instalações”, que espera que estejam prontas “ainda este mês”.

“Prestar novos serviços e dar mais e melhor ao cliente” é o objectivo de Domingos Tinoco com as novas instalações da empresa.

E os amantes das quatro rodas puderam ver as últimas novidades da marca Ford através da empresa Daro. Segundo o comercial Manuel Costa, surgiram “muitas pessoas interessadas e com curiosidade para ver os modelos recentes”. Apesar de não haver um volume elevado de vendas, esta é uma maneira de a Daro “promover as suas viaturas”.

A opinião de que a Feira Anual da Trofa é um evento importante para os negócios ligados ao sector agro-pecuário parece ser partilhada um pouco por todos os expositores. Ao longo de três dias, as empresas ganharam novo fôlego para enfrentar tempos de contenção financeira.