Sistema inovador já está implementado no Hospital de Santo Tirso

Identificação de rostos e detecção de pele humana são algumas das características inovadores do Hybrid Video Recorder (HVR), lançado pela empresa EXVA, no Avepark, em Guimarães.

Numa época em que a segurança das pessoas, bens e equipamentos se torna cada vez mais indispensável, surge no mercado português um novo sistema de videovigilância inteligente, que assenta em tecnologia de quarta geração inteiramente portuguesa. O chamado Hybrid Video Recorder (HVR) foi apresentado em Março pela empresa criadora, a EXVA, uma “spin-off” da Universidade do Minho, localizada no Avepark, em Guimarães. A ideia do sistema remonta ao doutoramento de Duarte Duque, engenheiro e chefe do projecto que, com a colaboração dos seus orientadores, fez nascer um sistema inovador de análise e processamento de imagem, que entre outras características, analisa e escolhe quais as imagens que quer gravar, através da identificação de rostos ou até da detecção de pele humana.

“O controlo do vigilante fundamental para grandes estruturas, a detecção de movimento da cor de pele, a simplicidade com que é possível lidar com o sistema e a gestão dos edifícios única” são algumas das vantagens do HVR, de acordo com Frederico Ferreira, Chefe Executivo da EXVA. Através da utilização de um sistema híbrido que inclui uma área da demótica, o HVR permite a conexão de câmaras analógicas com câmaras digitais e a gravação simultânea até 16 câmaras, 24 horas por dia. Por sua vez, a tecnologia Pentaplex permite a visualização local e remota, gravações e consultas em tempo real, por computador ou PDA em qualquer ponto com acesso à Internet, bem como operações de backup (cópias de segurança) em simultâneo.

 

Podendo o preço para o consumidor final variar entre os 800 e os 2500 euros, Frederico Ferreira garante que “o custo comparativamente com outros equipamentos semelhantes é três a quatro vezes menor”. O HVR possui ainda a vantagem de ser utilizado com outros equipamentos e adequação de soluções à medida. “Estamos a falar de todo o apoio técnico existente que podemos moldar à medida do cliente, de projectos de alguma envergadura que exige uma disponibilidade financeira da entidade traçada, mas como somos nós a criar a tecnologia, temos essa facilidade que outros fabricantes não se disponibilizariam para fazer”, explicou o responsável.

O sistema HVR tem aplicação imediata em hospitais, tribunais, rodovias, empresas, bancos, entre outras estruturas com necessidades especiais de segurança. Já operacionais no mercado são cerca de 15 os sistemas HVR, entre eles um implementado com sucesso na unidade de Santo Tirso do Centro Hospitalar do Médio Ave.

Sistema já suscitou interesses estrangeiros

No futuro a meta traçada pela empresa passa por consolidar a posição do sistema no mercado e ser líder na área da videovigilância inteligente. “Este ano esperamos chegar, em Portugal, aos 200 a 250 sistemas implementados”, adiantou Frederico Ferreira. De acordo com o gestor, a expansão até ao mercado internacional é também uma ambição com alguns passos já concretizados. “Temos uma empresa brasileira que mostrou interesse em distribuir o HVR e já temos algumas empresas a levar o nosso equipamento para Angola a título experimental”, revelou o gestor. “Não queremos ficar por Portugal, este é um produto global e queremos distribuí-lo numa fase inicial pela Europa e pelo Brasil e Angola”, acrescentou.