Depois dos alunos do 12º ano, foi a vez dos mais pequenos serem protagonistas de uma festa de finalistas no Colégio da Trofa.

As correrias desenfreadas identificavam o foco da festa. Junto de um salão da Quinta d’Alegria, em Ribeirão, os finalistas mais pequenos do Colégio da Trofa já faziam a festa antes do jantar. Sexta-feira (3 de junho), o dia foi dedicado aos alunos que terminam o pré-escolar e os que transitam para o 5º ano, que sabendo serem protagonistas não faziam birra na hora de posar para as fotografias. Enquanto os meninas se divertiam a tirar o nariz ao palhaço, os rapazes faziam de balões espadas e da quinta um verdadeiro cenário de batalha da Idade Média.

Sempre sob o olhar atento de pais e professoras, os meninos mereceram uma ovação quando entraram no salão envergando as tradicionais colheres de pau, símbolo do estudante.

E como legítimos finalistas que eram, lá ocuparam as duas mesas que ocupavam o centro do salão e em cima de cada prato reluzia um pequeno presente.

A noite ficou dividida por vários momentos solenes, primeiro protagonizados pelas crianças que, em discursos poéticos, não se esqueceram de mencionar a paciência das professoras e o apoio dos pais.

Mas o momento mais emocionante ficou reservado para a entrega de diplomas, na qual as mensagens de despedida das docentes emocionaram os alunos, cujas lágrimas contagiaram todos os que estavam no salão.

Cláudia Matos, professora da turma do 4º ano, apelidou de “emotiva” a noite vivida com as crianças: “Foi um momento muito bonito e que nos tocou de forma especial. Foram anos em que os momentos ficam gravados no nosso coração”.

A docente “não estava à espera” que os alunos chorassem, apesar de ter “uma ligação muito forte” com eles. “Ao longo da vida deles vamos estar sempre presentes, até porque a maior parte vai continuar no Colégio, mas falta aquele dia a dia dentro da sala de aula”, afiançou.

Para Sílvia Lima, professora do pré-escolar, este é o “reconhecimento do trabalho” e o facto de estar com os mais pequenos “dá mais vontade de fazer tudo por eles e continuar a tentar desempenhar melhor a profissão”. “É muito gratificante estar aqui com eles e ver que eles estão tão felizes”, sublinhou.

Também o diretor pedagógico da escola, Manuel Pinheiro, sentiu de perto a emoção das professoras e alunos na hora da despedida: “Foi um momento vivido de forma muito intensa, que para mim vai ficar gravado na memória e para eles também vai ser significativo por muitos anos”.

Para além da nostalgia já sentida pelos mais pequenos, as professoras mereceram lembranças e os largos elogios dos encarregados de educação. Para o diretor, estes também têm um papel importante no bom funcionamento da escola: “É justo salientar a muita adesão dos pais, que é fundamental para um processo educativo tão delicado como é o de ajudar a crescer estas crianças. É bom que os pais também partilhem e se corresponsabilizem pelo ambiente escolar e pelo trabalho que a escola desenvolve”.

Já as professoras não poupam elogios ao funcionamento do estabelecimento. Enquanto Cláudia Matos salienta a equipa “numerosa, na qual existe muita dedicação e união”, Sílvia Lima considera que “há que continuar a cultivar esta forma de estar”.

E como a festa é dos mais pequenos também eles têm o direito de se manifestar. Mariana Campos sentia-se “muito bem” na festa e garantiu que “é ótimo estudar no Colégio”. “Conheci novos amigos e agora não consigo sair”, frisou.

Já Marta Costa confirmou a “emoção” que se viveu na entrega dos diplomas. “A professora Cláudia vai-nos fazer muita falta”, contou.
E para terminar em beleza, na festa não podiam faltar o bolo, o fogo de artifício e a música, como a “Waka Waka” de Shakira, cuja coreografia contagiou alunos, pais e responsáveis da escola.

{fcomment}