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Eleições não se realizaram no Muro (C/Video)

Eleições não se realizaram no Muro (C/Video)

As mesas de voto na freguesia do Muro não abriram às 8 horas deste domingo, dia de eleições europeias. Nenhuma das dez pessoas escalonadas para preencher as duas mesas de voto na Junta de Freguesia apareceu.

“Isto é a demonstração da fúria e revolta dos murenses relativamente à causa do metro”, relevou o presidente da Junta, Carlos Martins. Segundo o autarca, a população “está disposto a todo o tipo de iniciativa que seja em causa da reivindicação” desta obra.

“Três horas depois” do início marcado para a abertura das urnas, a Câmara Municipal teve de “fazer uma comunicação à DGAI (Direção Geral da Administração Interna) da ausência de elementos para constituir mesa”, explicou o presidente, Sérgio Humberto.

O autarca afirmou que o ato eleitoral pode não ser repetido no Muro, se “no apuramento dos resultados os 21 deputados portugueses forem eleitos” para o Parlamento Europeu.
Houve quem aparecesse para votar, mas compreendesse a motivação do protesto, como Amélia Cabral. Se, por um lado, defende que “os portugueses que não estão contentes com as posições destes governos deveriam votar, porque existem um montão de partidos”, por outro sente-se “solidária” com “a luta de freguesia”. “Não faz sentido haver uma freguesia do distrito do Porto completamente isolada. Não há transporte e as alternativas são escassas”, afiançou.

Envergando uma camisola do movimento “Metro para a Trofa Já”, iniciado nas eleições presidenciais de 2011, em que também houve boicote no Muro, Margarida Pinto afirmou que os murenses “estão fartos de esperar” por uma promessa que foi feita “há doze anos” com a desativação da linha de comboio. “Temos alguns problemas em termos de transporte, uma vez que os transportes alternativos que a Metro do Porto nos ofereceu (autocarros) não são suficientes”, sublinhou.

António Moreira era presidente da Junta de Freguesia do Muro quando a linha de comboio foi desativada e na manhã deste domingo abanava a bandeira do protesto. “Não é admissível um governo ou alguém que estava à frente da direção da Metro do Porto, em 2002, retirarem-nos o comboio”, afirmou, explicando que a Junta de Freguesia “teve conhecimento” da desativação da linha e que lhe foi prometida que “no prazo de dois anos ficaria a funcionar o metro”. “São uma cambada de aldrabões”, atirou.

As pessoas que estavam escalonadas para as mesas de voto e não apareceram podem incorrer numa multa até 50 euros.

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