Rodeado de familiares, amigos e personalidades do concelho da Trofa, Eduardo Reis festejou o seu 78º aniversário e inaugurou a réplica da Igreja de Guidões, que adquiriu para juntar ao seu espólio.

Na Villa Soledade, propriedade de Eduardo Reis, em Bairros, Santiago de Bougado, encontra-se um mundo de objectos, fruto de pensamentos filosóficos de um autor que há mais de uma dezena de anos perdeu um dos seus quatro filhos. Esta casa, que para muitos parece ser excêntrica, para Eduardo Reis é o seu mundo – A Reislândia.

Para comemorar os seus “50 + 28” anos e a compra de mais um artefacto para juntar ao seu espólio – a réplica da Igreja de Guidões -, o trofense convidou familiares, amigos e personalidades do concelho, abrindo as portas da Villa Soledade.

Num discurso emotivo, o trofense falou da morte do filho e explicou o porquê da compra desta réplica da Igreja de Guidões que agora reside sob uma crença Humanista. “A Igreja está relacionada com o meu estado depressivo, da tragédia do meu filho e da doença da mãe dos meus filhos e à raiz disso eu perdi a fé nos deuses e nas suas religiões e por isso esta Igreja que baptizei de Humanista”, explicou. E o que é ser humanista? “É ser humano, dedicado ao próximo, não prejudicar ninguém e ser amigo de todos, como os mosqueteiros ‘Um por todos e todos por um’”, adiantou Eduardo Reis.

“Um autodidacta que tem um pensamento, uma filosofia e um humanismo extraordinários”. Foi desta forma que Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, apelidou Eduardo Reis. Também presente nesta data importante, a edil reconheceu as capacidades deste trofense “com um sentimento grandioso e com muito para dar à população trofense”. “Sinto-me satisfeita por poder partilhar com ele momentos de felicidade, que tanto precisa”, acrescentou.

Gabriel Dias Moreira é o companheiro de Eduardo Reis em muitos momentos e por isso foi uma das presenças indispensáveis nesta comemoração. Pela amizade que nutre por Eduardo Reis mandou celebrar “uma missa de Acção de Graças pelo seu aniversário” e ao NT/TrofaTv garantiu “ajudá-lo em tudo”. “É um homem que merece tudo o que há de bom”, confirmou.

Rodeado de amigos, a Eduardo Reis também não faltou a companhia da família. A irmã Alice Reis que reconheceu a importância da decoração da Villa Soledade: “É para se distrair do desgosto que teve com a morte do filho”.

Apesar de estar de regresso à América para visitar os filhos, Eduardo Reis planeia para o seu regresso o lançamento de um novo livro com 540 páginas. “O livro vai ser polémico, controverso, porque são dois livros que uni num só: a “Mulher Fatal” e “Paradoxais religiosas contradições” não é muito apropriado para os fanáticos crentes, mas é realista, são extractos da vida real, mas não ofende ninguém e depois é um incentivo para meditar”, frisou.