A ideia para a realização desta iniciativa partiu da Associação de Pais do estabelecimento de ensino, no sentido de dar a conhecer aos pais "que a autarquia, a Associação de Pais e a escola já estão a trabalhar em muitos assuntos que para eles eram problemas por resolver e que parecia que ninguém estava a interessar-se", explicou ao NT, a coordenadora da escola,  professora Arlete .

escola-cedoes-(11).jpgO não funcionamento do sistema de aquecimento, a ausência de cacifos e campainha, a desactualização dos computadores, a falta de sinalética na estrada junto da escola e as dimensões da cantina foram alguns dos problemas enunciados por alunos e pais da EB 1 e Jardim de Infância de Cedões, numa sessão de esclarecimento com os órgãos camarários e educativos, realizada na passada sexta-feira.

A ideia para a realização desta iniciativa partiu da Associação de Pais do estabelecimento de ensino, no sentido de dar a conhecer aos pais "que a autarquia, a Associação de Pais e a escola já estão a trabalhar em muitos assuntos que para eles eram problemas por resolver e que parecia que ninguém estava a interessar-se", explicou ao NT, a coordenadora da escola.

As primeiras questões foram colocadas por alunos, que com ajuda dos professores questionaram o presidente da Câmara, Bernardino Vasconcelos, o vereador do Pelouro da Educação, António Pontes, presidente da Junta de Freguesia, António Azevedo, e Presidente do Agrupamento Vertical das Escolas da Trofa, Paulino Macedo, sobre algumas "lacunas" existentes na escola mais recente do concelho.

Um aluno solicitou a explicação ao não funcionamento do sistema de aquecimento, o que "torna a escola tão fria", à qual António Pontes respondeu "depois do atraso para a colocação do aquecimento central, conseguiu-se colocar a caldeira em funcionamento, mas esta sofreu uma avaria. No entanto, o sistema estará a funcionar, quando no próximo ano lectivo chegar o frio".

Sobre a desactualização dos computadores, o vereador assegurou que "agora que a escola está integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Escolares, a biblioteca vai ser preparada para funcionar em pleno e uma das condições é a actualização dos meios informáticos".

Outra das questões colocadas foi uma possível solução para acabar com o eco que se faz na sala polivalente, à qual Pontes referiu que "na Câmara já foram estudadas algumas soluções simples, como a colocação de alguns tecidos, na parte das janelas. Actualmente estamos na fase da aquisição dos materiais para que isso se possa resolver".

As obras no campo de jogos foi outros dos pontos abordados pelos mais pequenos e que, segundo o vereador, já estão em agenda. "A última reunião com as associações de pais resultou com uma lista de prioridades, na qual estão inseridas as obras no campo de jogos que vamos intervir, nas férias grandes, e que vão ser feitas em regime de parceria com a Associação Pais e Junta de Freguesia de Santiago de Bougado".

A questão dos cacifos foi entendida como desnecessária pelo facto de "não ser muito usual na região", assim como a campainha "medida que está a desaparecer aos poucos nas escolas".

O presidente da Câmara interveio para sublinhar que a escola "tem que ser vivida por todos" e explicar que a plantação de árvores, solicitada pelos alunos, não deve ser apenas da responsabilidade da autarquia, mas também dos docentes e alunos. "A forma de nós gostarmos mais da escola é vivermos os problemas dela e tentarmos resolvê-los", referiu o edil.

Sobre as dimensões da cantina, também enunciadas pelos mais pequenos, e que não permite que os alunos almocem simultaneamente, o presidente referiu que "as áreas das salas são estabelecidas pelos arquitecto" e como solução apontou o carácter multi-funcional das instalações, considerando que "é natural que se aproveitem todos espaços, excepto as salas de aula, para outras actividades".

Os encarregados de educação interpelaram os responsáveis também para uma possível acção educativa nas piscinas municipais que abrem brevemente. Bernardino Vasconcelos assegurou, que "assim como no passado, estas piscinas terão uma função social. A relação que existia com as escolas vai voltar a reproduzir-se".

Sobre a sinalética na estrada, António Pontes referiu que a colocação da sinalização de escola "será para breve, pois a obra está numa fase avançada, e simultânea à colocação do semáforo para controlo da passadeira", junto do estabelecimento de ensino.

Apesar de considerar que "há muita coisa para fazer", Bernardino Vasconcelos não deixou de frisar que o parque escolar do concelhos "é dos melhores do distrito" e que a autarquia gasta, anualmente, "um milhão e meio de euros nas escolas EB 1, na parte social".

Em jeito de análise, o presidente da Associação de Pais da Escola Básica e Jardim-de-infância de Cedões, fez um balanço positivo à sessão de esclarecimento: "estou muito satisfeito com esta iniciativa e pela recepção dos órgãos locais, há muito tempo que estamos a lutar por todas estas obras, Esperamos que tudo o que foi dito seja concretizado e que a Câmara se empenhe como o tem feito até agora", referiu.

Cátia Veloso/António Costa