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Ano 2008

E VIVA O TROFENSE

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O nosso momento de glória

Confesso que, no início da época, ficaria muito satisfeito que o Trofense conseguisse a manutenção na 2.ª Liga.

  Entendi que, um clube que andou alguns anos entre a 3.ª divisão Nacional e a 2.º Divisão Nacional, ou 2.º Divisão B, a continuação na 2.ª Liga, ou Liga Vitalis, seria muito bom para a nossa dimensão.

O desenrolar do campeonato veio dar razão àqueles, poucos, que, em voz baixa, iam insinuando que o Trofense podia aspirar a voos mais altos.

À medida que o campeonato ia avançando, e o Trofense, teimosamente, se ia mantendo nos lugares cimeiros, foi aumentando a quantidade de pessoas que iam acreditando. E os que não acreditavam ainda, iam ficando orgulhosos com a carreira da equipa.

Já havia quem, conhecendo por dentro o clube, afirmasse que o Presidente da Direcção era ambicioso e detentor de enorme capacidade de organização e planeamento, como já o demonstrava na sua vida empresarial.

Se a essas qualidades adicionarmos uma grande capacidade de se rodear de pessoas com grande capacidade de fazer equipa de trabalho e uma dose de bairrismo já demonstrada ao longo dos tempos, teremos encontrado uma fórmula que levou a Trofa a ser falada em todo o país, por ter conseguido juntar-se aos grandes do futebol nacional.

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Apesar disso, foram muitos os que, receosos, entendiam que a tarefa era dificílima, como era, e ficariam satisfeitos com uma boa carreira na Liga Vitalis, porque se trata dum campeonato com equipas de grande valor e era frequente que equipas que se preparavam para subir de escalão, viam-se a lutar para não descer.

É justo, por estas e outras razões, que se reconheça ao Dr. Rui Silva, e a todos quantos consigo fizeram a equipa dirigente, os méritos, que não são poucos, de tão grande proeza.

E não se trata aqui de cristãos novos. A Ricon é, desde há muitos anos, um dos principais patrocinadores do Trofense, chegando a ser quase único em épocas de menor entusiasmo dos associados e patrocinadores.

Manda a verdade que se diga que, ao longo deste tempo, nunca se viu uma ponta de arrogância. Pelo contrário, procuraram sempre mobilizar os adeptos e associados para o apoio ao clube e o entusiasmo foi crescendo à volta do Clube.

Muitas pessoas despertaram ao longo destas duas épocas porque viram trabalho, objectivos e, finalmente, resultados.

Muitas pessoas questionam-se sobre o que acontecerá quando os actuais dirigentes cessarem os seus cargos. Muitos afirmam que estão tranquilos enquanto os actuais dirigentes estiverem a gerir os destinos do clube.

As preocupações são, naturalmente, legítimas. Mas vamos acreditar no futuro. Afinal, o Trofense foi encontrando sempre pessoas que o trouxeram desde a 3.ª divisão Distrital até ao ponto em que se encontra agora.

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Por ora, parece razoável que todos os trofenses saboreiem este momento. É bom que vivam esta euforia contida durante esta semana.

Depois, há que confiar que os dirigentes irão fazer o seu trabalho o melhor que sabem e podem e não deixarão de procurar soluções que nos permitam aguentar o impacto da primeira época na 1.ª Liga.

A História que está neste momento a escrever-se, constituirá, talvez, o período mais brilhante da vida do Clube Desportivo Trofense.

Ainda que o futuro nos possa trazer mais páginas brilhantes, e esperemos que sim, este ano é o ano da primeira ida à 1.ª Liga.

Depois da brilhante prova prestada pelo Clube Académico da Trofa, que voltou a sagrar-se campeão nacional de voleibol feminino, e a merecer o nosso contentamento e reconhecimento, o Trofense fecha a época com chave de ouro.

Este ano é o ano da Trofa.

A Trofa é, hoje, muito falada a nível nacional pelas melhores razões.

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É bom assim. Faz bem ao nosso ego.

 

Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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