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Edição 639

“A freguesia precisa de novas soluções e de dinamismo para ser mais valorizada”

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Entrevista a Natália Soares, candidata do PS à freguesia de Bougado

 

Caso seja eleita, Natália Soares dará prioridade à reativação da Comissão Social de Freguesias, à construção da capela mortuária de Santiago de Bougado e à expansão de passeios.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que a leva a candidatar-se à freguesia de Bougado?
Natália Soares (NS): Candidato-me à União de Freguesias de Bougado (Santiago e S. Martinho), pois acredito que a nossa freguesia merece e, acima de tudo, precisa de novas soluções e dinamismo para ser mais valorizada. E esta convicção é partilhada por mim, pela minha equipa e por tantos e tantos cidadãos, que me incentivaram a avançar para este desafio. A União de Freguesias de Bougado apresenta-se como uma Freguesia que concilia o meio rural com o meio urbano, uma freguesia jovem e que tem novas ideias sempre a nascer, uma freguesia que é o centro do concelho, mas quer ser ainda mais e melhor. Uma Freguesia onde todos acreditam que a ação social e o trabalho de proximidade são uma das nossas matrizes.
No entanto, a freguesia precisa de mais e é por isso que me candidato. Quero aliar a experiência do passado, enquanto membro do executivo, à visão de futuro da equipa que me acompanha.
Só assim será possível colocar a freguesia no patamar que merece, um patamar de excelência onde as propostas do Partido Socialista sejam a resposta aos anseios de todos de forma a ser possível construir uma Freguesia de Bougado de todos.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
NS: A candidatura do Partido Socialista para a União de Freguesias de Bougado (Santiago e S. Martinho) apresenta um programa estratégico que vai de encontro às necessidades de todos. Este programa partiu de uma construção conjunta com os cidadãos da nossa terra, através da sua auscultação, mas também através da recolha das melhores práticas em freguesias de todo o país. O compromisso do Partido Socialista para a freguesia é o de fazer política com proximidade e transparência, assim como solucionar problemas ignorados pelo atual executivo, nomeadamente algumas obras que estão abandonadas. Queremos reativar a Comissão Social de Freguesia, iremos proceder à construção da capela mortuária de Santiago de Bougado, enquanto é feita uma revisão aos regulamentos dos cemitérios e diminuído drasticamente os custos das sepulturas – é um abuso o valor pedido atualmente.
Queremos cuidar da nossa freguesia e, por isso, temos um projeto de limpeza e embelezamento dos espaços verdes, para que, tanto crianças como adultos, os possam aproveitar. Iremos implementar uma agenda cultural trimestral, criaremos o Gabinete do Agricultor, renovaremos o acesso e custo das taxas da Feira semanal. É preciso mais conforto e dinamismo para a nossa feira!

NT: Qual o projeto/área priori-tário(a) caso seja eleito?
NS: Após a equipa do Partido Socialista ser eleita para desempenhar funções de executivo, irá dar como prioritária a reativação da Comissão Social de Freguesia, a revisão do regulamento do cemitério para redução drástica do preço das sepulturas e, em parceria com outras entidades públicas, desenharemos desde o início do mandato um plano para expansão da rede de passeios para peões e para construção da casamortuária de Santiago de Bougado. Não queremos deixar as obras para o final do mandato. A nossa ambição é trabalhar desde o primeiro dia nestas prioridades e dar conhecimento disso mesmo aos cidadãos.
A comissão social de freguesia é um instrumento fulcral para agregar as associações e instituições da nossa freguesia e os apoios públicos para suprir as dificuldades de cidadãos trofenses que têm carências alimentares ou de medicamentos.
Temos de ser rápidos, equilibrados e justos a dar resposta a essas situações. O processo da casa mortuária de Santiago de Bougado é outro exemplo de “abandono”. Nada aconteceu nos últimos quatro anos, quando já existiam mecanismos e meios para promover avanços nessa matéria.

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NT: Quais as principais carências da freguesia?
NS: A União de Freguesias de Bougado apresenta carências em várias áreas que influenciam o dia a dia dos nossos conterrâneos. E é por isso que no nosso projeto tentamos dar resposta às principais dificuldades dos cidadãos da freguesia. Defendemos uma agenda cultural, para dar mais vida a Bougado, aproveitando talentos locais, fazendo-os evoluir ao mesmo tempo que dão alegria à nossa terra. Queremos gerir melhor os recursos da junta de freguesia para melhorar significativamente a limpeza das ruas que, tantas vezes, se encontram com lixo nas suas bermas. Queremos que a resposta social seja mais coordenada entre todos os excelentes parceiros sociais que existem na Trofa. Queremos revitalizar o comércio local e as nossas feiras que precisam de um apoio extra e de um ambiente mais favorável a negociantes e a consumidores. Queremos, por fim, desburocratizar e tornar mais fácil a vida dos nossos agricultores que, num trabalho tão exigente, não podem ainda ser carregados de burocracia e trabalho administrativo.
Diariamente, temos conhecimento das carências e necessidades da nossa união de freguesias, por isso criamos um programa de excelência onde contemplamos dez medidas que queremos levar adiante na nossa freguesia. As carências da freguesia não podem ser um entrave para o executivo trabalhar, mas pelo contrário devem ser um motivo de trabalho e capacidade de encontrar soluções.

NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
NS: Os órgãos do poder local devem trabalhar em conjunto e, acima de tudo, com o compromisso de melhorar as condições aos munícipes. Admito que a presença do Amadeu Dias, enquanto presidente da Câmara Municipal da Trofa, será um ponto determinante para o nosso concelho. No entanto, é muito importante que a Câmara trate todas as freguesias da mesma forma, independentemente do partido que esteja no poder. Quando se governa é para todos e não apenas para os que votaram em nós. O caso destes últimos quatro anos, entre este executivo municipal e o executivo da Junta da Vila do Coronado, é um exemplo a não seguir. Este executivo colocou de lado a Vila do Coronado por questões meramente partidárias, esquecendo-se da população e da obrigação de responder aos seus anseios e vontades. Da nossa parte, fica o compromisso de terminar com qualquer tipo de perseguição política com base em questões partidárias. Respeitaremos o veredito popular, pois isso é corresponder a um valor fundamental da nossa sociedade: a democracia.
É por isso que acredito no projeto do Amadeu Dias, porque é uma pessoa que tem uma grande preocupação com todas as freguesias e trata toda gente da mesma forma. Quer implementar uma coesão territorial que é muito importante no desenvolvimento do concelho da Trofa.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
NS: Ainda mais importante do que uma obra física, o que a Trofa mais precisa é de uma visão a médio/longo prazo.
Essa visão tem de passar por dar mais qualidade de vida às pessoas, fazer com que elas queiram vir viver para a Trofa e ficarem cá. Temos de ser um concelho mais atrativo e com mais dinâmica. Isso passa por baixar os impostos e dar uma oferta cultural maior, mais periódica e diversificada. Criar condições para atrair mais empresas com uma área empresarial e melhores acessibilidades, para criar mais emprego.
Obras como o alargamento da rede de passeios, a criação de uma rede de transportes urbanos e construção de mais parques infantis para que as famílias se sintam mais acolhidas e mais felizes na sua comunidade.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
NS: Recordo-me muito bem do processo de luta e querer de todos os Trofenses em “ir buscar o concelho a Lisboa”. O bairrismo, a vontade de sermos independentes e de conseguirmos gerir o futuro do nosso concelho fez com que todos nós lutássemos verdadeiramente por Uma Trofa de Todos.
Dezoito anos depois, o Município da Trofa ainda muito tem para crescer e dar de si, mas acredito que foi positiva para cada freguesia a criação do concelho. Contudo, acredito que muito mais já podia e deveria ter sido feito por Bougado. A qualidade de vida dos nossos cidadãos fica abaixo do desejável com falta de infraestruturas de mobilidade. Nos últimos quatro anos, a qualidade de vida foi prejudicada pela falta de dinâmica, com a falta de uma agenda cultural e desportiva. A nível de infraestruturas e prestação de serviços temos uma freguesia relativamente bem-dotada, mas devemos melhorar esses serviços e prestar os mesmos com celeridade e eficácia.
Somos um concelho com a água mais cara do país e com a taxa máxima de Imposto Municipal sobre Imóveis. Temos a obrigação de prestar contas a todos os Bougadenses e proporcionar-lhes o melhor possível. Neste momento, com a vontade de renovar e proporcionar uma freguesia de Bougado (Santiago e S. Martinho) de todos, a equipa que o Partido Socialista apresenta para Executivo da Junta de Freguesia é uma equipa dinâmica, forte e que acredita que os exemplos destes dezoito anos do concelho da Trofa são uma forma de preparar o futuro e de aprender a resolver problemas e necessidades de todos.
Apresentamos uma equipa que dará de si o seu melhor, uma equipa que tem ambição, uma estratégia, mas acima de tudo tem uma visão concreta do que quer para a União de Freguesias de Bougado (Santiago e S. Martinho).

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Crónica: “O atentado terrorista e o padre que foi preso”

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Normalmente quando acontecem revoluções políticas, existem sempre bolsas de resistência de movimentos oposicionistas ao novo governo/regime. A Revolução de 5 de Outubro de 1910 exemplo desse mesmo comportamento com várias bolsas de resistência ao novo regime aconteciam sobretudo no norte do país.
Um dos momentos de destabilização monárquica, ocorreu a 11 de julho de 1912, com um ou vários membros da causa monárquica, apoiantes de Paiva Couceiro a colocarem uma bomba na ponte de caminho de ferro que liga Lousado à Trofa.
O atentado ocorreu após o término da vigilância das infraestruturas, os mais fanáticos da causa república faziam vigilância apertada de várias infraestruturas importantes para a sociedade. Uma bomba foi colocada e um enorme estrondo se fez ouvir na madrugada na cidade da Trofa, causando muitos estragos na ponte.
Rapidamente a polícia república a Carbonária entrou em campo, recordando ou informando os estimados leitores que um dos fundadores da carbonária era um trofense, Heliodoro Trofense, a organização em que os mais devotos republicanos se agruparam antes da instauração da República e que se ia tornar a polícia política do regime republicano.
No passado e nas páginas deste periódico em crónica anterior, foi descrito que uma bomba tinha sido abandonada em Covelas, apeadeiro de Portela e rapidamente a Carbonária surgiu e nas diligências para perceber quem eram os autores daquele esquecimento, chegou inclusivamente a incomodar o Padre de Covelas.
Relativamente ao atentado na ponte, passados poucos dias as diligências da Carbonária teriam uma grande surpresa, ocorreram as primeiras detenções relacionadas com o atentado e um dos detidos foi o Padre António Moreira Dias da Costa que era Abade na freguesia do Muro.
As autoridades administrativas passaram revista à casa do Padre Dias da Costa e nada encontraram, após “rigorosa busca”. Acabou por ser detido e enviado para o Porto após ter sido capturado pelas 8h da manhã e seguindo apenas viagem depois de estar incontactável até as 14h30.
A imprensa apontava que o Padre tinha sido detido porque havia a suspeita que tivesse ligações com o atentado e tinha sido a terceira detenção, após dois indivíduos de Famalicão, foram detidos também a pedido da polícia do Porto.
Atitudes como estas foram assinando a sentença de morte da República…

 

por José Pedro Maia Reis

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“Quero concluir os projetos que iniciamos”

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Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à freguesia do Coronado

 

Caso seja reeleito, José Ferreira pretende dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido, como a construção de passeios e de pavimentações de ruas, construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão e um circuito de manutenção.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia do Coronado?
José Ferreira (JF): Porque ainda há muito por fazer na Vila do Coronado e quero concluir os projetos que iniciamos. Mas, principalmente, pelo compromisso que assumi com a população da Vila do Coronado e pela confiança que em mim depositaram na condução dos destinos da nossa Freguesia.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JF: Dar continuidade à construção de passeios para peões nas principais artérias da Vila do Coronado. Colocar abrigos de passageiros, em falta, nas paragens de autocarros. Dar continuidade à pavimentação das ruas em terra batida existentes na Vila do Coronado. Melhorar a sinalização da rede viária e postura de trânsito. Construir percursos pedonais. Continuar a requalificação dos Cemitérios da Vila do Coronado. Continuar a requalificação dos lavadouros públicos. Continuar a sensibilizar a Câmara Municipal para a conclusão de rede de saneamento básico e ligação à rede pública, em toda a Vila do Coronado. Incentivar a Câmara Municipal a recuperar os espaços desportivos degradados. Construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão. Construir um circuito de manutenção. Tornar o site da Junta de Freguesia mais interativo disponibilizando ferramentas para contato interativo com a Junta, nomeadamente, pela criação de um atendimento online.

Ambiente

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– Aumentar o número de ecopontos.
– Promover, junto dos proprietários, medidas de proteção das zonas florestais, através da implementação de programas de prevenção de incêndios e estabelecer protocolos de emergência no combate a fogos, junto das autoridades Municipais e Bombeiros.

Social

– Requalificar e ampliar as hortas comunitárias.
– Dar continuidade às políticas de envelhecimento ativo, como é o caso da Universidade Sénior do Coronado.
– Dar continuidade às atividades lúdico-desportivas, como é o caso do Coronado Ativo e Coronado em Férias.
– Criar uma rede de apoio domiciliário aos idosos e aos mais carenciados.
– Intensificar as relações com as Associações da Vila do Coronado e apoiá-las em tudo o que for possível.
– Implementar um modelo de orçamento participativo, disponibilizando uma percentagem das verbas anuais da Vila do Coronado para esse efeito. A Assembleia de Freguesia deverá decidir a atribuição dessa verba, após apresentação das propostas, as quais poderão integrar também projetos apresentados por cidadãos, coletividades, associações ou outras instituições da Vila do Coronado.

Turismo

– Promover a Vila do Coronado no âmbito turístico-desportivo através da apresentação de candidaturas para a receção de provas desportivas nacionais.
– Criar um guia turístico da Vila do Coronado com informações de restaurantes, alojamento, gastronomia e sua história.
– Promover o turismo rural, arqueológico e histórico da Vila do Coronado.
– Divulgar o potencial turístico da Vila do Coronado com utilização de todos os meios disponíveis, designadamente através da internet e eventos promocionais.
– Estabelecer protocolos com outras freguesias e municípios para promover o intercâmbio cultural.

NT: Qual o projeto/área prio-ritário(a) caso seja eleito?
JF: Sobretudo a área social, pois é onde se sente mais dificuldade em haver respostas efetivas às necessidades e solicitações que chegam à Junta de Freguesia. O estabelecimento de uma relação de proximidade com as pessoas para que a Junta de Freguesia seja encarada como uma solução e não como um problema.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
JF: A falta de equipamentos e estruturas que se coadunem com o estatuto de Vila. Não adianta apregoarmos que somos e vivemos numa Vila se ainda temos as condições de uma aldeia. Faltam-nos ainda os equipamentos mais básicos como Parque Infantis, isto diz muito sobre a nossa qualidade de vida. A Câmara Municipal, ao fim de um ano, requalificou e ampliou o Parque Infantil instalado no Parque de Nossa Senhora das Dores. Aqui nem um ainda foi construído. Considero isto uma discriminação, pois as crianças são iguais em todo o concelho. A falta de um projeto de desenvolvimento sustentado e adequado às reais necessidades de cada uma das Freguesias do nosso concelho é o nosso principal problema.

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NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JF: Não considero que seja importante. Desde que os responsáveis autárquicos saibam desempenhar com imparcialidade e sentido cívico o cargo que desempenham. Infelizmente isto não se tem verificado desde que somos concelho. As cores partidárias têm sido usadas como armas de batalha, alimentando guerras entre Executivos Camarários e de Freguesias, prejudicando seriamente as populações e a falta de investimento.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
JF: A conclusão da cobertura em toda a Vila do Coronado da rede de saneamento básico e da rede de água. Considero esta a mais fundamental e básica de todas as obras.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JF: Muito aquém daquilo que era espectável. Criaram-se muitas esperanças nas pessoas com a criação do concelho da Trofa, esperava-se mais desenvolvimento e, consequentemente, mais qualidade de vida. Nada disso aconteceu. Foram sendo feitas algumas obras avulsas ao sabor dos calendários eleitorais e assim continua. Não há um projeto de desenvolvimento sustentado e adaptado à realidade de cada Freguesia. Nunca desta forma se poderá falar em coesão municipal. A Vila do Coronado foi evoluindo muito à custa da resiliência dos sucessivos executivos das Juntas de Freguesia, das Coletividades, da Comunidade Religiosa e de alguns particulares. Todos têm em comum o gosto pela sua terra e isso tem marcado o pouco, mas muito bom desenvolvimento da Vila do Coronado.

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