O Cenfim comemora 25 anos de actividade em todo o país. Para assinalar a data, foi promovido um jantar debate com empresários da região, que vêem nesta escola uma “formação válida”.

“É uma escola estratégica e muito importante para o município e para a nossa região”. Esta é a opinião de José Manuel Fernandes, fundador da empresa Frezite, que na noite de quinta-feira foi orador do jantar/debate para assinalar os 25 anos de formação e desenvolvimento da Escola Profissional Cenfim, na Quinta da Azenha, em Guidões.

E porque a opinião dos empresários que recebem os formandos do Cenfim também conta, José Tomé Carvalho, da empresa Falual, frisou: “Acho que a Trofa só beneficia em ter um núcleo do Cenfim, pois saem de lá grandes profissionais”. Já Fernando Santos, da FDS Portugal, considera que o país não precisa de “formação que seja falsa, mas sim de formação que seja válida, que é aquilo que o Cenfim sabe fazer”.

Já no debate, onde José Manuel Fernandes se debruçou sobre o tema “Economia sustentável e recursos humanos”, o empresário classificou a metalomecânica como “o sector dos sectores”. Por isso, acredita que “a Trofa tem potencial”, embora “infelizmente algumas empresas sediadas no concelho, e com reconhecimento mundial, estejam a passar por fases difíceis”. “Estou em crer que vai haver recuperação. Para esses empresários, não deixo de lhes manifestar uma coisa: as empresas de hoje não são viáveis através de conceitos de gerações sucessivas na base da família. O futuro deve ser na base das competências das pessoas. Se nós entre os accionistas não temos os melhores ou os mais capazes para levar as nossas empresas para a frente, temos a obrigação moral de encontrar os melhores gestores. Muitas vezes a opção da família é tomada, esquecendo a opção da competência”, esclareceu.

Como responsável pela única escola profissional da Trofa, Branco Rodrigues, director do Cenfim da Trofa, explicou a importância deste tipo de ensino: “O desenvolvimento económico tem de passar pela formação, com uma maior aposta no capital humano, de forma a conseguir vencer os desafios que estão aí e que já não são de agora e que vão ser cada vez mais pertinentes porque o nível de formação ainda é muito baixo”. “O Cenfim da Trofa tenta, desde o início, contrariar esta tendência com um nível de qualificação muito acima da média”, afiançou.

A autarquia também se associou ao aniversário do Cenfim, com a edil trofense, Joana Lima, a reconhecer a importância da escola tanto para o sector da metalomecânica como para o concelho da Trofa: “O Cenfim garante uma formação qualificada, com cem por cento de empregabilidade, o que é um contributo para a inovação e desenvolvimento do nosso concelho”.

Branco Rodrigues aproveitou a presença de Joana Lima para lembrar “as necessidades” do Cenfim, nomeadamente, o espaço físico da escola, que é “insuficiente” para atender a todos os pedidos dos jovens que lá querem ter formação. A presidente da autarquia garantiu que dentro das possibilidades da Câmara Municipal vai continuar a dar apoio.

O aniversário do Cenfim foi assinalado através da realização de debates nas localidades que albergam um núcleo da escola. O director nacional, Manuel Grilo, esteve na Trofa e fez um balanço da actividade: “Temos um pouco da responsabilidade do que tem sido a evolução das empresas no domínio tecnológico”. “Um quarto de século é muito tempo, mas na formação do país é um pequeno passo, porque a evolução é constante e quem não aprender nos dias de hoje não evolui, não tem hipótese de adquirir competências e de arranjar emprego e essa é a nossa principal preocupação”, frisou.

O Cenfim conta já com 13 núcleos espalhados de norte a sul do país. Ao longo de 25 anos, mais de 150 mil formandos aprenderam uma profissão, com a garantia de um lugar no mercado de trabalho, numa das seis mil empresas com as quais o Cenfim tem colaborado.