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Ano 2008

E a culpa morre solteira?

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Madeleine MacCan de 3 anos, desapareceu do apartamento onde dormia no complexo turístico Ocean Club, na praia da Luz, no Algarve, em 3 de Maio de 2007.

  A notícia chocou Portugal, a Inglaterra e o mundo.

Os pais e amigos que os acompanhavam deram o alerta e rapidamente dezenas de pessoas, funcionários do complexo turístico e polícia procuravam a menina nas imediações.

Os portugueses envolveram-se profundamente nesta historia e ninguém decerto ficou indiferente ao desaparecimento desta criança tão pequenina, tão loirinha e que todos carinhosamente chamavam "pequena Maddie".

Nesta investigação de 14 meses foram gastos milhares de euros do estado português, estiveram envolvidas 400 pessoas nas buscas e divulgação de cartazes com a fotografia da menina, 300 polícias, foram realizadas 12 000 diligências, foram inquiridas cerca 700 pessoas e constituídos 3 arguidos, Robert Murat e os pais da Maddie, Kate e Gerry MacCan.

O processo foi esta semana arquivado e ao que tudo indica a culpa morreu solteira!

O desaparecimento da Maddie sempre esteve envolvido em muito mistério e em suspeitas nunca esclarecidas, desde a estranheza do rapto que os pais sempre defenderam, à imensa influencia politica que os MacCan despertaram, à frieza aparente de Kate, às analises enviadas para Inglaterra que nunca estavam prontos e que no fim se mostraram inconclusivas, ao suposto uso de calmantes para as crianças dormirem, aos vestígios de sangue e ao odor a cadáver que os cães farejaram no apartamento e no carro dos MacCan, e muitos outros pormenores no mínimo estranhos.

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Foram investigadas as hipóteses de rapto, morte natural e homicídio com ocultação de cadáver, mas não foram encontradas provas de nenhum destes crimes e consequentemente não foram encontrados culpados.

Pode haver de facto muitas dúvidas que ainda pairam nas nossas cabeças, mas há contudo uma certeza que ninguém pode negar.

Os principais culpados do desaparecimento da pequena Maddie são os pais, que deixaram três crianças pequenas a dormir sozinhas num apartamento, num país estrangeiro, e que calmamente foram jantar com os amigos no restaurante.

Independentemente do que aconteceu à menina, estes pais não são responsabilizados?

Não deveriam estes pais ser acusados do crime de exposição ao abandono ou no mínimo de negligência?

Se fosse um casal português que deixasse os filhos em casa a dormir para ir jantar e uma criança desaparecesse as consequências seriam as mesmas? Certamente já estariam com um processo em tribunal e a segurança social já teria actuado no sentido de proteger os outros filhos da irresponsabilidade dos pais.

Estranho poder este do casal MacCan, que saem desta história inocentes, que envolveram meio mundo atrás da filha desaparecida, conseguiram arrecadar milhares de euros e ainda ponderam processar o estado português!

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Na pagina da Internet da Policia Judiciaria, há informações sobre 10 casos de crianças desaparecidas em Portugal e que ainda não foram encontradas, de entre os quais Rui Pedro e Rui Pereira.

Será que tudo foi feito para encontrar estas crianças, tal como para encontrar Madeleine MacCan?

Subsistem as dúvidas e fica a pergunta.

O que aconteceu a Madeleine MacCan?

Resta-nos esperar que algum dia a verdade seja conhecida.

 

 

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Teresa Fernandes

 

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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