Logo que os vi com a pistola, só pedia para que não me fizessem mal e que levassem o dinheiro todo", disse ao CM, Maria La Salete, de 52 anos, proprietária de uma mercearia no Muro, Trofa, que esta quinta feira,  às 17h00, foi assaltada por dois homens armados com uma pistola. Os ladrões levaram mil euros da caixa registadora.

Maria La Salete chorou durante o assalto, enquanto pedia aos ladrões que não lhe fizessem mal"Estavam vestidos de preto, usavam boné e óculos escuros. Vi-os passar uma vez aqui à frente e reparei que olharam para dentro da loja. Comecei a desconfiar. Passado pouco tempo, entraram-me pela porta dentro", contou ao CM a proprietária.

Os dois assaltantes, que apa- rentavam cerca de 30 anos, en- traram de rompante no minimercado e ameaçando La Salete com uma arma exigiram o dinheiro da caixa.

"Foi tudo muito rápido e quando pedia para não me fazerem mal, eles respondiam que se lhes desse o dinheiro nada de mal me aconteceria. Estava tão assustada que só conseguia chorar", conta La Salete.

Depois de terem guardado o dinheiro dentro de um saco, os assaltantes fugiram. No momento do assalto, a merceeira estava sozinha na loja porque o marido se ausentara momentaneamente.

"Quando cheguei e vi toda aquela confusão, só me preocupei em saber se a minha mulher estava bem. Sempre foram mil euros que levaram, mas isso não é o mais importante", disse o marido de La Salete, José Ramos.

TESTEMUNHAS VIRAM OS LADRÕES

Dois automobilistas que passavam junto à mercearia na altura do assalto viram os ladrões a sair da mesma já sem chapéu e óculos de sol. "Quando aqui chegou a polícia, dois senhores disseram que os viram sair e que os reconheceriam se os vissem outra vez ", disse La Salete. As testemunhas assistiram à fuga dos ladrões num Fiat Punto cinzento. O minimercado situado na Rua José Moura Coutinho, em Muro, Trofa, nunca tinha sido alvo de assaltos com arma de fogo. "Já tivemos alguns pequenos furtos, mas especialmente de ciganos", conta José Ramos. A esposa, La Salete, assegurou que doravante vai evitar ficar sozinha na mercearia, porque está muito "traumatizada".

João Carlos Malta / Correio da Manha