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As associações do Muro – Associação Recreativa Juventude do Muro, Grupo de Jovens e a Muro de Abrigo – são as responsáveis pela animação do dia da freguesia na ExpoTrofa. O domingo, dia 5 de Julho, conta ainda com a actuação do grupo Sons e Cantares do Ave.

O Muro é a segunda freguesia que tem a responsabilidade de animar o recinto da ExpoTrofa deste ano. Na tarde de domingo, 5 de Julho, pelas 18 horas, a associação Muro de Abrigo é protagonista numa actuação, seguindo-se a outra colectividade da freguesia, a Associação Recreativa Juventude do Muro.

A música ficará a cargo do grupo Sons e Cantares do Ave, num dia em que o certame abre mais cedo e por isso conta com um programa mais recheado.

Em entrevista ao NT/TrofaTv, o presidente da Junta de Freguesia do Muro, Carlos Martins sublinhou a importância deste certame em termos financeiros e sociais, afirmando que o “retorno é muito maior que o investimento”.

“Na parte económica dinamiza o concelho, dá a conhecer a nossa economia, o que nós temos para oferecer, a nossa gastronomia e as nossas actividades culturais. Depois na parte social, como é altura do Verão as pessoas vão para lá, para apreciarem e verem os stands e as actividades preparadas em cada dia das juntas, para além de gozarem do convívio de saírem de casa. Por isto penso que é bastante positivo”, afirmou.

Com cerca de 2600 habitantes, o Muro é uma freguesia que conta com um movimento associativo desenvolvido pela Muro de Abrigo, pela Associação Recreativa Juventude do Muro e pelo Grupo de Jovens.

A liderar uma freguesia que no futuro vai beneficiar com a linha de metro e com a nova variante rodoviária, Carlos Martins voltou a repetir as palavras de uma das últimas assembleias e afirmar que “o Muro é uma das melhores freguesias do distrito do Porto para se poder viver”.

“Penso que o Muro a nível de infra-estruturas de água, saneamento e ferro-rodoviárias está muito bem servido, assim como a nível escolar, com a ampliação da EB 1 da Estação, que custará cerca de 800 mil euros”, explicou.

A distribuição de riqueza pelas freguesias não é equitativa”

Apesar de fazer um balanço “positivo” do seu mandato “em termos de grandes obras” e de reconhecer “não houve tanto investimento no Muro como houve nestes quatro anos”, Carlos Martins queixa-se que “a distribuição de riqueza da Câmara Municipal não é equitativa com todas as freguesias”. O autarca admitiu que “é evidente que a freguesia de S. Martinho tem que ter outras verbas, porque é mais populosa”, mas lamentou o “atraso de seis meses” do pagamento do protocolo por parte da autarquia. “Como a Junta de Freguesia não quer ficar a dever nada, com certeza que não pode fazer as obras necessárias e aquilo que vejo são as grandes transferências de verbas para outras freguesias e para o Muro nada”, contestou, afirmando que “queria no mínimo 10 por cento do que dão a outras freguesias”.

Afirmando que a Junta de Freguesia “não conseguiu realizar uma única obra nestes quatro anos com investimentos da Câmara”, Carlos Martins não deixou de referir que este cenário “é desesperante para a população que diz que a freguesia do Muro está a ser desprezada pelos nossos governantes”.

O autarca sublinhou que não se pode queixar da relação com o executivo da Câmara, mas afirma que “não houve política de investimentos” no Muro. “A freguesia não tem peso, porque o presidente da Junta do Muro foi incapaz de recolher qualquer tipo de receita ou por ingenuidade ou por falta de experiência política ou por não ter filhos com idade a precisarem de emprego”, asseverou.

Carlos Martins assegurou que “não está a fazer política” até porque não pensa em recandidatar-se”a menos que alguma coisa se altere”, mas afirmou a reivindicação ao poder só poderá ser feita “pela força do voto” ou pela “alternativa” de “juntar outro tipo de poderes de outras forças políticas”. “E há vontade de algumas forças politicas locais para se fazer isso e quando Maomé não vai à montanha vai a montanha a Maomé”, afirmou.

O presidente da Junta do Muro voltou a defender a descentralização, afirmando que “o concelho está a desenvolver-se em sítios completamente atrofiados” e sobre a compra do edifício da Ráfia classificou-a de “um balúrdio”. “Para quem vendeu não houve crise nenhuma, porque ele foi pago ao valor de há dois ou três anos. É um erro crasso da Câmara”.

Carlos Martins lamentou ainda o facto de alguns pedidos não terem sido acedidos pela autarquia como “uns semáforos de abrandamento de tráfego para os peões e o meu espanto no sítio em que há todos os dias acidentes na travessa da igreja” e “sinais para inibir pesados de passarem na estrada que vem de S. Mamede para o Muro, porque tem havido muitos acidentes”.

Sem esquecer os quatro anos de governação que brevemente terminam, Carlos Martins agradeceu “à população pela dedicação à freguesia e pelas reivindicações que fez” e assegurou que toda a gente “foi tratada de forma igual, independentemente da cor política”.