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Trofa comemorou Dia da Mulher com muitas mulheres e poucos homens a assistir a uma palestra sobre a igualdade de género no palco da vida. Da palestra saíram as conclusões de que além da violência doméstica, a discriminação em termos salariais e na gestão das carreiras profissionais ainda existe.

Um rapaz que quer ser bailarino, uma mulher que quer quebrar o conceito de que numa publicidade a um carro executivo deve estar um homem ao volante, ou simplesmente uma mulher que sofre de assédio sexual no local de trabalho. Estas foram as histórias relatadas no Dia da Mulher, assinalado pela Câmara Municipal da Trofa, em parceria com a Soroptimist Clube Porto Invicta.

“Partilhar com os técnicos que trabalham no terreno algumas questões que têm a ver com as desigualdades de género que ainda existem em Portugal, em várias áreas”, era o objectivo da Soroptimist, que através de Teresa Rosmaninho, presidente do Clube apresentou no Auditório da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado os problemas mais comuns na discriminação de género nos dias de hoje. “Beatriz – promoção dos valores da igualdade de género no palco da vida” é o nome do projecto que tem como objectivo divulgar algumas das temáticas presentes no “III Plano Nacional para a Igualdade – Cidadania e Género”.

Atentos a estes problemas os vereadores da Câmara Municipal da Trofa José Magalhães Moreira e Teresa Fernandes fizeram questão de estar presentes na acção de sensibilização e conhecer de perto estes problemas que afectam a sociedade. E porque era Dia da Mulher a palavra foi dada a Teresa Fernandes que explicou ao NT/TrofaTv o trabalho desenvolvido pelo pelouro da Acção Social para ajudar as mulheres. “Temos o gabinete para a igualdade que pretende dar o apoio àquelas mulheres que precisam de qualquer coisa para conciliar a vida familiar com o trabalho, apoio jurídico, ou outro tipo de ajudas”, afirmou.

No entanto a procura é feita por mulheres vítimas de violência doméstica, mas a autarquia já tem um “trabalho mais fundamentado no apoio às mulheres” que sofrem este tipo de problemas.

Apesar de todos os que assistiram à palestra concordarem que “já vivemos numa sociedade de igualdade”, as mulheres continuam a sofrer de discriminação

“Acho que já temos muitas leis que protegem as mulheres, concretamente, e isso é muito bom. Agora na vida e na prática, infelizmente, ainda temos uma sociedade muito masculinizada e em muitos sítios as mulheres ainda não têm os seus direitos garantidos”, frisou Teresa Rosmaninho.

Violência doméstica, discriminação em termos salariais e na gestão das carreiras profissionais, são algumas das dificuldades com que muitas mulheres se deparam diariamente. Isto porque Portugal é um dos países da União Europeia onde mais mulheres trabalham, no entanto, ganham menos e são as principais vítimas de desemprego.