O Dia Mundial do Teatro foi assinalado no final de março. Na Trofa, esta arte começa a ganhar destaque graças à Companhia de Teatro da Trofa, que está a preparar a peça “A Floresta”.

“Teatro: Do grego théatron, “lugar donde se vê um espetáculo”, pelo latim teatru-, ‘teatro’; 1. Lugar ou casa onde se representam comédias, tragédias, farsas, revistas; 2. Arte de representar; 3. Profissão de ator ou atriz; 4. Coleção das obras dramáticas de um autor ou de uma nação; 5. Conjunto da literatura dramática” (definição in infopedia.pt)


A definição da palavra é pequena para abarcar tudo o que o teatro transmite. Para assinalar o Dia Mundial do Teatro, o NT foi espreitar os ensaios da Companhia de Teatro da Trofa, que está agora a dar os primeiros passos.

Os cerca de 20 alunos selecionados nas audições que decorreram em fevereiro estão a aprender técnicas e truques que vão usar em cima do palco. Nesta altura, o grupo está a começar a preparar a peça “A Floresta”, uma adaptação da obra homónima de Sophia de Mello Breyner Andresen, que vai ser apresentada ao público em junho. “Acho que está correr bem, eles têm vindo aos ensaios, têm-se esforçado e mostrado disponibilidade para fazer os exercícios”, garantiu a encenadora, Helena Marinho.

Helena não quer “adiantar muito” sobre a peça, até porque quer “ver que contributo é que eles podem dar”. “Quero saber o que eles imaginaram quando leram o livro e como é que idealizaram as personagens”, avançou, enquanto os atores e atrizes trofenses preparavam mais um exercício de representação. A encenadora falou aos alunos do Dia Mundial do Teatro: “Principalmente os mais novos gostam muito de teatro”.

De facto, a encenadora garante que o segredo desta arte é, precisamente, possibilitar ao público a criação de um mundo imaginário: “Para mim, no teatro tudo é possível, pois embora a realidade não esteja lá o público consegue atribuir significado daquilo que está a ver”. Entre o cinema e o teatro Helena não tem dúvidas sobre o seu preferido: “Não é que o teatro seja melhor, mas é o que eu mais gosto” “No cinema as coisas estão lá. As pessoas não têm que recorrer à imaginação”, concluiu.