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Ano 2011

Dia Mundial do Teatro – “A Floresta” apresentada em junho

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O Dia Mundial do Teatro foi assinalado no final de março. Na Trofa, esta arte começa a ganhar destaque graças à Companhia de Teatro da Trofa, que está a preparar a peça “A Floresta”.

“Teatro: Do grego théatron, “lugar donde se vê um espetáculo”, pelo latim teatru-, ‘teatro’; 1. Lugar ou casa onde se representam comédias, tragédias, farsas, revistas; 2. Arte de representar; 3. Profissão de ator ou atriz; 4. Coleção das obras dramáticas de um autor ou de uma nação; 5. Conjunto da literatura dramática” (definição in infopedia.pt)


A definição da palavra é pequena para abarcar tudo o que o teatro transmite. Para assinalar o Dia Mundial do Teatro, o NT foi espreitar os ensaios da Companhia de Teatro da Trofa, que está agora a dar os primeiros passos.

Os cerca de 20 alunos selecionados nas audições que decorreram em fevereiro estão a aprender técnicas e truques que vão usar em cima do palco. Nesta altura, o grupo está a começar a preparar a peça “A Floresta”, uma adaptação da obra homónima de Sophia de Mello Breyner Andresen, que vai ser apresentada ao público em junho. “Acho que está correr bem, eles têm vindo aos ensaios, têm-se esforçado e mostrado disponibilidade para fazer os exercícios”, garantiu a encenadora, Helena Marinho.

Helena não quer “adiantar muito” sobre a peça, até porque quer “ver que contributo é que eles podem dar”. “Quero saber o que eles imaginaram quando leram o livro e como é que idealizaram as personagens”, avançou, enquanto os atores e atrizes trofenses preparavam mais um exercício de representação. A encenadora falou aos alunos do Dia Mundial do Teatro: “Principalmente os mais novos gostam muito de teatro”.

De facto, a encenadora garante que o segredo desta arte é, precisamente, possibilitar ao público a criação de um mundo imaginário: “Para mim, no teatro tudo é possível, pois embora a realidade não esteja lá o público consegue atribuir significado daquilo que está a ver”. Entre o cinema e o teatro Helena não tem dúvidas sobre o seu preferido: “Não é que o teatro seja melhor, mas é o que eu mais gosto” “No cinema as coisas estão lá. As pessoas não têm que recorrer à imaginação”, concluiu.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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