A autarquia da Trofa assinalou o Dia da Mulher com uma exposição de quadras populares, com a distribuição de flores e laços brancos e com uma mensagem a condenar a violência doméstica.

A trofense Dulce Ferreira foi uma das vencedoras do concurso nacional de quadras populares lançado pela autarquia da Trofa, alusivo ao tema “A Mulher”. Cumprindo os requisitos de incluir no poema as palavras “mulher” e “Trofa”, a participante escreveu: “A mulher de hoje em dia,// na Trofa ou noutro lugar,// exerce lugares de chefia// sem descuidar o seu lar”. A quadra agradou ao júri e foi uma das três vencedoras (as outras são do trofense Manuel Silva e da maiata Teresa Torres) da iniciativa que visava assinalar o Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

A distribuir sorrisos, beijos e flores por todas as mulheres que se encontravam no interior da Casa da Cultura, onde a exposição dos poemas foi inaugurada, a presidente da Câmara, Joana Lima, mostrou-se “orgulhosa” por ver “os homens participar num concurso de quadras alusivas a este tema”.

Antes, a edil trofense e a vereadora do pelouro do Desporto e Juventude, Teresa Fernandes, tinham estado no Aquaplace a distribuir laços, que representavam a luta pela “igualdade de género”. As autarcas foram as embaixadoras de um conjunto de atividades que a Câmara preparou, incluindo a ação de sensibilização para a luta contra a violência contra as mulheres. Na Casa da Cultura, Joana Lima assumiu um discurso contra a violência doméstica: “No concelho, temos dado passos largos para que se contrarie este flagelo. Há um longo trabalho feito para o bom atendimento e apoio de retaguarda, garantindo também o sigilo absoluto às pessoas que o queiram denunciar”.

A autarca sublinhou que “a mulher não se pode sujeitar ao papel da violência, mas sim ter um papel dignificado, pelo trabalho que desenvolve no dia a dia, do ponto de vista profissional e familiar”.

Ao fim da tarde, Joana Lima deslocou-se à estação ferroviária, onde também ofereceu uma rosa às mulheres que por lá passavam.

A distribuição dos laços brancos foi feita por “todas as juntas de freguesia do concelho, bem como às instituições de solidariedade social”.