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Ano 2011

Dia 12 de Março a “Geração à rasca” vai protestar. Porque será?

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A situação actual em que o país está mergulhado, não augura nada de promissor para a nossa juventude, que se vê confrontada com uma crise, talvez a maior de sempre, em diversas áreas da educação ao emprego, que empurrou os nossos jovens, para um protesto sem precedentes. É já no próximo dia 12 de Março, que a “Geração à rasca”, vai protestar em diversas cidades espalhadas por todo o país.

A situação de profunda incerteza, com que a juventude do nosso país se vê confrontada há tempo demais para ficar “queda e muda”, fez surgir de forma espontânea, nas redes sociais e mais concretamente no Facebook, um movimento de reflexão e de alerta sobre a deterioração das condições de trabalho e da educação em Portugal. Os jovens sentiram que era o momento de protestar e de bradar bem alto a sua insatisfação.

Esse protesto, que a organização diz ser apartidário, laico e pacífico, tem tido uma adesão de milhares de pessoas que já confirmaram a sua participação. Os organizadores advogam a ideia de que este acto cívico pretende reforçar a democracia participativa no país, que é mais que uma necessidade; é uma exigência da cidadania. A cidadania é isto mesmo: direitos e deveres. Os jovens têm o direito, e também o dever de protestarem perante a actual situação a que o país chegou.

Para “desencadear a mudança”, a organização, que reafirma a total independência do protesto face a qualquer estrutura ou movimento de cariz partidário, político ou ideológico, apela aos participantes da concentração do dia 12 de Março que levem uma folha A4 com o motivo da sua presença e uma solução, para depois ser entregue na Assembleia da República. A iniciativa foi inicialmente marcada para a Praça da Batalha, no Porto, e a Avenida da Liberdade, em Lisboa, mas a organização já alastrou este protesto a outras zonas do país.

O carácter inédito deste protesto, para além de ser: apartidário, aberto a todos os partidos e a quem não tem preferência partidária; laico, aberto a todas as religiões e a quem não tem religião; e pacífico, possui o facto inovador de não protestar pela demissão de nenhum político ou governo, querendo até reforçar a democracia participativa e nunca o contrário!

É na educação e no emprego que se centra este protesto. A realidade do desemprego na juventude é muito elevada. Como afirma a organização: “A este número podemos juntar os milhares em situação de precariedade: “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, estagiários, bolseiros e trabalhadores-estudantes. É muito “negro” o amanhã de quem tem a responsabilidade de ser o futuro deste país.

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É bom apontar como exemplo de responsabilidade destes jovens, que no final do seu manifesto dizem textualmente: “Não negligenciamos os problemas estruturais, domésticos e internacionais, que afectam a vida de muita gente na procura e obtenção de emprego. Queremos alertar para a urgência de repensar estratégias nacionais e não nos resignamos com os argumentos de inevitabilidade desta situação. É com sentido de responsabilidade que afirmamos que, sendo nós a geração mais qualificada de sempre, queremos ser parte da solução”. Que bom que é quererem ser parte da solução e não parte do problema.

E não é esta geração a culpada do estado a que o país chegou mas sim a que deixou hipotecar o futuro dos seus filhos. Os jovens têm um “presente envenenado” e um “futuro hipotecado”. E jovens somos todos, só que uns são jovens há mais tempo. Espera-se, e deseja-se um não aproveitamento oportunístico por parte dos partidos políticos deste protesto genuíno e apartidário.

José Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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