Foliões cumpriram a tradição e participaram no concurso de mascarados promovido pela Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.

Com mais ou menos imaginação, em grupo ou sozinhos, os mascarados invadiram os cafés e as ruas de S. Martinho de Bougado, na noite de segunda-feira. O Carnaval é sinónimo de folia, e  música e animação não faltou durante as várias horas que os participantes do concurso demoraram a percorrer os vários cafés, onde estavam os membros do júri.

Da religião à natureza tudo podia ser tema para os disfarces e, se os mais novos adoraram a festa, os crescidos não ficaram atrás. Uma sátira religiosa foi protagonizada pelo Papa Misto, que arrancava gargalhadas por onde passava. O “religioso” não esquecia “o roubo” no jogo entre Braga e Benfica (do fim-de-semana) e o cachecol encarnado denunciava a “paixão” pelo emblema das águias.

Noutro ponto da cidade, um funeral passava entre as mesas de café e chamava a atenção de quem estava na rua. A música de violino anunciava o cortejo e os “terroristas” protegiam a urna. Atrás do “morto” seguiam a mulher, a amante e a filha.

O rebanho da Ovelha Choné também não faltou à festa e trouxe o pastor e o seu cão para garantir a segurança.

Como em qualquer bom Carnaval, os palhaços não podiam faltar à festa, vindos do Motoclube de Ribeirão.

O tema da vinda do metro para a Trofa não foi esquecido e a carruagem com destino a Gondomar fez um desvio até ao Carnaval de S. de Martinho. No momento da entrega dos prémios, este grupo de mascarados foi um dos vencedores, mas até para receber o troféu chegou tarde. O primeiro lugar dos disfarces em grupo foi dividido entre o cortejo fúnebre e o rebanho da Ovelha Choné. Os palhaços, o Papa, o BPN e um estudante foram outros dos vencedores da noite.

José Sá esteve na festa e confirmou o sucesso da iniciativa organizada pela Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado: “Todos tiveram uma boa apresentação e estão de parabéns”.

Os prémios monetários foram a novidade deste ano. O edil considera-os “um incentivo” e uma forma de reconhecer “o trabalho dos participantes”.

Carnavade S. Martinho: Cafés encheram-se de foliões