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Ano 2008

Devoção a S. Roque atrai romeiros

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A inauguração das iluminações, esta quarta-feira, marcou o início das festividade s em honra de S. Roque, na freguesia de Alvarelhos, na Trofa. Mas é sobretudo no sábado, 30 de Agosto, com a actuação de vários grupos de dança e musicais da freguesia e domingo,dia da procissão, que a Comissão de festas, encabeçada pelo pároco José Ramos, espera uma maior afluência de visitantes.

Começaram esta semana as festas em honra de S. Roque em Alvarelhos. As luzes já acenderam e os romeiros com devoção ao Santo começam a chegar à freguesia trofense.

Mas é sobretudo no sábado, 30 de Agosto e domingo, 31, que há uma maior afluência às festividades. “No sábado à noite com a noitada, onde há uma grande afluência de pessoas e depois no domingo ao longo de todo o dia, mas sobretudo na hora da procissão onde se junta muita gente”, explicou José Ramos, pároco da freguesia e membro da Comissão de festas.

Este ano a Comissão de festas optou por convidar grupos da freguesia para animar a romaria, em especial na noite de sábado: como o grupo de Hip Hop Alvadance, o Grupo Coral Juvenil de Alvarelhos, o Grupo Coral Nossa Senhora da Assunção de Alvarelhos e o Grupo Musical Colheita Nova.

Segundo o pároco “esses grupos aqui da freguesia proporcionarão uma óptima noite de espectáculo inesquecível. Muitas vezes vamos buscar grupos sonantes e gastamos muito dinheiro e no fim ficamos frustrados com o espectáculo”, afirmou recordando “que há uns anos atrás fez-se a festa e trouxeram os D’arrasar que fizeram um espectáculo de uma hora e meia e ainda por cima cantaram em playback, que é o mais grave e levaram 1200 contos, e pouca gente tinha a assistir”.

Este ano a Comissão deparou-se com duas dificuldades na organização da festa, essencialmente de ordem económica: “Em Alvarelhos a primeira dificuldade foi a crise, mas depois tivemos outra, não por haver muitas festas, é porque este ano tivemos os cortejos para as obras da igreja, o povo deu bastante dinheiro, rendeu-nos 80 mil euros. A igreja estava num péssimo estado, o telhado estava a desabar, o povo deu nos cortejos bastante dinheiro e por isso é natural que as pessoas tenham dado menos dinheiro para as festas de S. Roque”, explicou José Ramos.

O dia litúrgico em que se festeja o S. Roque é dia 16 de Agosto, contudo as festas começaram esta quarta-feira, com a inauguração das iluminações e só terminam dia 1 de Setembro, ao final do dia, com uma salva de morteiros.

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“As festas virão dos primórdios porque havendo capela logo a seguir faz-se a festividade, mas a devoção mantém-se até aos nossos dias”, acrescentou o padre Ramos. Por isso, são esperadas centenas de pessoas “que vêm habitualmente e são muitas. Segundo a memória paroquial, já em 1758 acorria o povo para a festividade de S. Roque”.

Esta é a única festividade em honra de S. Roque no concelho da Trofa e visto que o Santo é patrono das pestes, o pároco conta que “há uma longa tradição de o povo se virar para S. Roque sobretudo em épocas de calamidade e de peste. Aliás a capelinha deve ter nascido como um voto que o povo de Alvarelhos fez ao santo”.

De acordo com os inscritos deixados pelos devotos mais antigos, Ramos acredita que a capela onde se encontra a imagem de S. Roque seja quinhentista. “O cruzeiro tem uma inscrição que diz: Mandou fazer padre Melo em época de peste – por isso sabe-se que o cruzeiro foi mandado fazer quando havia peste, mas a capela é anterior ao cruzeiro”, documentou, argumentando ainda “a capelinha é quinhentista, é anterior a 1601, porque na padieira da porta para a sacristia tem a inscrição: Esta porta mandou fazer alguém, sendo mordomo em 1603 – então se em 1603 há já uma mordomia, uma comissão organizada, então a capela tem de ser anterior, logo tem de ser quinhentista”.

S. Roque, era filho de uma família rica, tendo estudado medicina, por isso dedicava-se a cuidar das pessoas com peste, acabando mais tarde por contrair a doença. “Nessa altura bateu à porta de um senhor rico a pedir ajuda, a que ele respondeu que não, e reza a história que havia um cão da casa desse senhor rico que levava um pão da mesa do dono e dava ao santo, todos os dias”, conta o pároco. Graças ao cão Roque não terá morrido, contudo depois de se ter curado foi preso por ser considerado um espião, acabando por morrer abandonado.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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