dEUS, uma vez mais de visita a Portugal desta feita para a apresentação do seu mais recente álbum de originais “Keep you close”. O palco de eleição para esta noite foi o Teatro Sá da Bandeira, que rapidamente se tornou pequenino para o tão aguardado concerto, há semanas esgotadíssimo.

A banda que assegurou a primeira parte foram os Hong Kong Dong, composta pelos irmãos Sarah Yu e Boris Zeebroek. Grupo rock and roll vs hearbeat com um cunho muito pessoal flamengo-chinés. A mescla de sonoridades chinesas em fusão com a cultura pop moderna europeia resultou em canções como “Running”, ou “Lesbian are a boys´s best friend” e o jovial tema que nos levou ao imaginário asiático, “In a sunny day”.

Pouco passava das 22 horas, e o frio que fazia no exterior já era mera recordação, pois o publico não parou de aclamar e saltar à entrada dos dEUS. Os acordes do violino de Klaas Janzoons ecoaram pela sala, a abrir com “The final blast” e os fãs começaram a dançar e a vibrar. Apesar de terem começado na década de 90 como banda de covers, o grupo de Antuérpia logo criou uma identidade muito própria e uma legião de fãs espalhados por toda a Europa. Apesar de apenas restarem dois elementos do grupo original, o vocalista Tom Barman agradeceu ao público nortenho, por mais uma enchente desta vez no belíssimo Teatro Sá da Bandeira e com muito prazer regressavam à Invicta depois do concerto na Casa da Musica.

Todo o concerto foi da mais pura descontracção entre banda e público, trocando piropos intercalados com vinho tinto. Temas do novo álbum como “ The end of romance” foram bem acolhidos pelas críticas, e os êxitos de “The Architect “, “Nothing really ends ou Keep you cloose”, foram escolhidos entre os vinte temas apresentados pelo colectivo. Quem não passou despercebido foi o guitarrista Mauro Pawloski e os seus sonoros gritos em “Sun Ra” que logo foram amplamente acompanhados por fãs em delírio.

Por duas vezes foram chamados ao palco, por duas vezes corresponderam ao apelo, para os repetentes “soube a pouco”, para principiantes “ foi um dos melhores concertos até a data”, quem sabe se não repetem em breve…

Texto: Adelaide Oliveira

Fotos: Miguel Pereira

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