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Ano 2008

Desporto fora de portas

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Treinadores trofenses, mais jovens da 2ª Divisão fazem boa época… Fora do Concelho!!

Leandro Loureiro é treinador desde o início desta temporada e referiu ao NT que a oportunidade de se tornar comandante de uma equipa de futebol surgiu depois de tirar a licenciatura em Educação Física e Desporto, no ISMAI e o Curso de treinador – Nível I, enquanto que Paulo Torres, treinador há sete anos, licenciado em Educação Física não hesitou a oportunidade de iniciar uma carreira em conjunto com o seu colega.

      São da Trofa e destacaram-se na 2ª Divisão da Associação de Futebol do Porto por serem os dois treinadores mais jovens do campeonato. Leandro Loureiro e Paulo Torres agarraram a equipa do Atlético de Vilar no dia 18 de Dezembro e atravessar todas as dificuldades para colocá-la no meio da tabela.

"O nosso primeiro treino no dia 18 de Dezembro de 2007. Tínhamos aproximadamente 3 semanas antes do primeiro jogo, aparentemente algum tempo, mas curto para moldar a equipa à nossa imagem e ao nosso modelo de jogo adoptado. Apresentaram-nos uma equipa desmotivada, com falta de confiança e desfalcada de dois ou três dos seus jogadores mais influentes (não tínhamos um único avançado inscrito no plantel). Vinham de uma primeira volta do campeonato fraca onde com apenas 13 pontos ocupavam o penúltimo lugar da tabela", explicaram os treinadores. Mas, depois da primeira vitória (obtida cinco jornadas depois), o Atlético de Vilar passou a encarar-se como uma equipa diferente e dificilmente consentiu a derrota. O "aumento constante dos níveis de confiança" contribuiu a grande escala para que a equipa nunca tivesse somado dois desaires consecutivos até ao final da época, em que se classificou em nono lugar. A segunda volta foi, de facto, uma rampa para que o conjunto subisse do penúltimo lugar ocupado quando Leandro Loureiro e Paulo Torres integraram a equipa técnica.

Antes de chegarem a esta equipa, os dois treinadores tiveram oportunidade de pôr em prática os seus cursos em equipas como CD Trofense (Escalão de Sub-10 em Futebol de 7) e AR Paradela (Futebol de Onze sénior – Treinador adjunto), no caso de Leandro Loureiro, e Folgosa da Maia F. C., Academia de Futebol Domingos & Rui Barros e F. C. Famalicão, no caso de Paulo Torres.

Leandro Loureiro é treinador desde o início desta temporada e referiu ao NT que a oportunidade de se tornar no comandante de uma equipa de futebol surgiu depois de tirar o curso de licenciatura em Educação Física e Desporto pelo ISMAI e o Curso de treinador – Nível I num convite endereçado pela formação do Clube Desportivo Trofense e outro para a equipa sénior do AR Paradela. "A meio da época 2007/2008 deram-me a oportunidade que eu tanto esperava de me tornar treinador principal. Um convite do Atlético de Vilar FC que obviamente não recusei", afirmou. Este técnico tem como referências na profissão António Oliveira, Bobby Robson e José Mourinho.

Por seu lado Paulo Torres, treinador há sete anos, licenciado em Educação Física e adepto de Carlos Queirós, José Maria Pedroto e José Mourinho, não hesitou a oportunidade de iniciar uma carreira em conjunto com o Leandro Loureiro. "Sendo colega de trabalho e amigo de longa data do Leandro, esta era uma situação que falávamos com frequência e que púnhamos como viável, principalmente porque o nosso percurso desportivo até à data era separado".

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Um dos grandes "professores" que teve na sua carreira foi "o professor Miguel Cardoso, da Escola de Futebol Domingos & Rui Barros, que na altura foi o meu coordenador de estágio e também um dos "filhos" desta terra e já com um bom percurso na 1ª Liga, actualmente na equipa técnica com o Domingos, à frente da Académica mas que pelos vistos tem ficado no esquecimento aquando da Gala Anual do Desporto Federado, promovida pela Rádio e Jornal da Trofa", sublinhou Paulo Torres.

Num mundo tão difícil como é o futebol, os treinadores não se inibiram de enunciar as maiores dificuldades pelo que os treinadores têm que enfrentar. Leandro Loureiro referiu que o pior obstáculo é o facto de "não acreditarem no meu valor. Isto deve-se ao facto de olharem para mim como sendo demasiado jovem para a minha função. É verdade que me falta ainda alguma experiência que só a prática me poderá dar, mas estou seguro que tenho conhecimento mais que suficiente para levar projectos ambiciosos avante".

Já Paulo Torres referiu como principal dificuldade "tentar levar sempre em frente a nossa ideia e o nosso objectivo traçado para a época e para a equipa. Se os resultados não aparecem, o nosso trabalho é questionado, mas se dermos continuidade e se acreditamos verdadeiramente naquilo que fazemos, mais cedo ou mais tarde começamos a colher os frutos".

Para o futuro os treinadores não pensam em voos altos, mas não descartam patamares superiores. "Pensamos um dia de cada vez. Neste momento estamos concentrados em nos afirmarmos como treinadores de resultados. Queremos continuar a fazer parte da mesma equipa técnica. A partir daqui tem de ser sempre a subir. Nos próximos tempos queremos chegar ao campeonato Nacional e assinar o nosso 1º contrato profissional", frisaram.

Em jeito de conclusão, os treinadores aproveitaram para "deixar uma palavra de agradecimento a toda a direcção e atletas do Atlético de Vilar F. C. que acreditaram no nosso trabalho até ao fim e que, apesar das enormes dificuldades que o clube encontrou esta época, fizeram o impossível para nos darem as melhores condições de treino. Um agradecimento especial para o Professor José Neto por ter colocado uma pequena parte do seu conhecimento e do seu tempo ao nosso dispor".

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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