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Edição 426

Designer trofense desenvolve projeto pioneiro nos Estados Unidos

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Cláudio Castro, natural de S. Martinho, participa num “projeto pioneiro” nos Estados Unidos, através do desenvolvimento de design e consultoria técnica para a produção de uma caixa automática para bitcoins.

 É natural de S. Martinho de Bougado e está a participar num “projeto pioneiro” nos Estados Unidos da América, através do desenvolvimento do design de uma caixa de multibanco para bitcoins (moedas virtuais).

Cláudio Castro recebeu o convite para participar neste projeto “há cerca de três meses”, quando foi contactado pela empresa “Lamassu bitcoin, através de um dos seus associados”, a solicitar os seus serviços “para o desenvolvimento de design e consultoria técnica para a produção do equipamento”. A ideia era desenvolver uma caixa que fosse relativamente “pequena, portátil e que pudesse ser vendida para estabelecimentos comerciais, cafés, bares, restaurantes, entre outros”. Está previsto que no arranque sejam produzidas “cerca de cem unidades”.

Apesar de “quase todos os seus trabalhos” serem feitos para “o estrangeiro”, o trofense ficou “satisfeito” e “contente” por ter sido escolhido entre as “dezenas de pessoas”, que “de certeza foram pesquisadas online”. “Este interesse foi motivado pelo meu perfil, pela experiência, criatividade, conhecimento que adquiri durante o meu trajeto profissional e algum reconhecimento internacional”, denotou.

Mesmo existindo “projetos em simultâneo e similares”, a caixa automática é “pioneira”, pela “simplicidade do sistema, portabilidade e reduzida dimensão”. A bitcoin é uma “moeda virtual” que permite “uma maior globalização do mercado financeiro, simplificando as transações comerciais”. O objetivo deste equipamento é “transformar o dinheiro (neste caso dólares) em créditos virtuais conhecidos como bitcoin”. “Há várias formas de transformar dinheiro em bitcoins e esta é uma das que se pretende fazer no futuro, por uma questão de segurança, é mesmo através destes equipamentos físicos, em que as pessoas colocam o dinheiro como se fosse uma caixa de multibanco e ela vai transformar nuns bitcoins”, contou.

O utilizador deste equipamento interage com o software através do sistema de toque no ecrã e a leitura de um “código QRCode” associado à sua conta virtual de bitcoin, que é “apresentado pelo smartphone ou até mesmo uma impressão em papel desse mesmo código”. Assim, basta introduzir as notas no equipamento a transação fica finalizada.

O “primeiro protótipo funcional” deste projeto foi apresentado no Bitcoin 2013, em San Jose na California, que é o “maior evento do género”. O protótipo, desenvolvido em Portugal, tem “algumas lacunas”, que estão a ser melhoradas. Já a versão final, que será apresentada “nos próximos meses”, contará com “melhoramentos substanciais quer em termos estéticos, quer em termos funcionais e técnicos”. “A caixa já está completamente desenvolvida por mim, tanto a parte exterior como a definição dos materiais, como a parte do desenvolvimento técnico. A segunda versão vai ser muito mais arrojada e elegante, mas faz parte de todo o processo de design em que as coisas acabam por evoluir”, relatou, aludindo que o cliente ficou “muito satisfeito” pelo protótipo.

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Para desenvolver este equipamento, Cláudio Castro fez uma pesquisa para “verificar o que existia no mercado e quais as lacunas, defeitos e mais-valias dos outros produtos”. Como não conhece “nenhuma ATM ou caixa de multibanco portátil”, o processo foi “mais difícil”, tendo que seguir “algumas referências de suporte e máquinas de venda automática” e “algum background” que tinha de “equipamentos interativos e multi-toque” que tem desenvolvido há alguns anos. Depois, teve que “perceber como funcionam todos os equipamentos utilizados”, “como é que ia ser feita a interação entre o utilizador e a máquina, a que alturas pode estar ou não”, pois, como tem a “possibilidade de ser colocado num balcão ou parede” há que perceber “as dimensões e inclinações”. Segue-se a “fase do desenho”, onde tem que se “conciliar o desenho com a produção: como é que vai ser produzido, que materiais vão ser utilizados, qual é o reflexo da luz na superfície e todos esses pormenores que um designer precisa mesmo de saber”.

A “fase inicial da criatividade” passa “obrigatoriamente por pequenas maquetes, protótipos manuais, e depois o chamado desenvolvimento técnico, que é passar para computador as ideias e desenhos, definindo as dimensões, detalhes, encaixes, etc”. “O meu trabalho passa então por desenhar o exterior da caixa e todos os componentes internos, que vão segurar ou fixar os seus componentes. Depois de tudo isto é apresentar ao cliente e esperar que ele goste. Felizmente gostou e as coisas estão a correr bem”, mencionou.

 

Trofense anseia desafios maiores

 

Depois de “mais de dez anos” a trabalhar na indústria local, Cláudio Castro decidiu “há dois anos” criar a sua própria empresa e desenvolver “projetos mais arrojados e direcionados para aquilo que gosta de fazer”.

Neste momento, o designer trofense tem “alguns projetos mais pequenos (em termos temporais) um pouco na Suécia” e também “algumas possibilidades de fazer um trabalho na França”, desde “sistemas interativos, mesas multi-toque e mupis digitais”. Por iniciativa própria, tem feito “alguns produtos para promover o que sabe fazer e que têm conseguido alguma visibilidade lá fora, para, a partir daí, conseguir angariar pequenos projetos”.

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A nível nacional, CFD trader Güvenilir Migliori contou que tem feito “algumas coisas, mas muito pouco”, pois, além do design “não ser bem valorizado”, em termos de valor da proposta há “uma concorrência desleal perante muitas pessoas, profissionais da área, que conseguem valores que provavelmente nem se quer dá para fazer um bom trabalho e, por isso, é preferível trabalhar com clientes estrangeiros”. O designer tem “todo o gosto em promover o design nacional” e, por essa razão, prefere “fazer o seu trabalho cá, sem sair do País”.

No futuro, Cláudio Castro pretende desenvolver “projetos com desafios ainda maiores”, com o intuito de “promover o valor do design nacional”, e, quem sabe, também criar “uma equipa multidisciplinar para o desenvolvimento e investigação na área do design industrial”, de maneira a “impulsionar a indústria nacional para outros níveis”. “Qualidade e capacidade já temos, falta a visibilidade. Acredito que o design é a ferramenta ideal”, afirmou.

Ao longo da sua vida, o trofense já recebeu três prémios de mérito académico de melhor aluno da Universidade Lusíada (em Vila Nova de Famalicão), um de mérito de Arquitetura e design, em Espanha, e dois internacionais: Favourite design e Design and Design Awards. No entanto, frisa que não quer ser reconhecido por estes, mas sim pelo trabalho que tem desenvolvido.

Caso tenha ficado com curiosidade sobre o trabalho de Cláudio Castro, pode visitar o seu sítio na internet, através do endereço www.claudiocastro.com.

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Edição 426

Urbanismo : A Qualidade de Vida Como Um Direito.

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Por

Gualter-Costa

No BLOCO DE ESQUERDA sempre consideramos que a qualidade de vida deve ser entendida como um direito implícito de todos os cidadãos e não como um privilégio. 

A vontade de mudança do velho paradigma “do betão e do asfalto” para um novo paradigma assente na promoção do ambiente, na requalificação e reabilitação urbana, na sustentabilidade energética está presente já hoje na Trofa. Esta, implica um novo modelo de gestão autárquica mais exigente e atento à satisfação das necessidades da população. O papel de uma autarquia, será cada vez mais o de assegurar a qualidade de vida às suas populações, desenvolvendo políticas económicas e sociais sustentáveis e ambientalmente amigáveis.

No domínio do urbanismo, a Trofa precisa de subordinar o mercado imobiliário e a construção civil às regras de um novo ordenamento de território, definido pelo interesse coletivo e combatendo a especulação.

Infelizmente, ainda não existe um plano estratégico urbanístico a longo prazo para o Concelho.

Não é possível perspetivar o desenvolvimento, sem identificar claramente as centralidades, as periferias, os limiares urbanos, os movimentos pendulares, os perfis, os cenários, os ritmos urbanos e rurais, os estrangulamentos, as ameaças, as oportunidades, as potencialidades.

Esta situação tem sido responsável por dinâmicas de crescimento erradas e geradoras de uma contínua descaracterização da imagem e da matriz identitária do Concelho da Trofa. Têm sido incentivadoras de áreas de crescimento periféricas mal consolidadas, resultantes da disseminação de inúmeros loteamentos. Sem espaços públicos de qualidade, nem infraestruturas viárias e de apoio básicas. Sem infraestruturas de saneamento e de recolha de resíduos adequadas. São habitualmente resultantes da destruição descontrolada de importantes solos agrícolas e florestais.

Potencializou-se a crise identitária do mundo rural. Anarquizou-se e despromoveu-se o espaço físico urbano.

Verifica-se também a existência de um índice elevadíssimo de edifícios degradados, em particular no centro e nas áreas mais nobres da Cidade da Trofa. À reabilitação de fogos e edifícios devolutos, tem-se preferido apenas a irracionalidade de construir sempre novo, alargando-se de forma descontrolada o perímetro urbano. Não há espaços públicos disponíveis para os cidadãos. Não há espaços públicos dedicados às pessoas. Não há espaços públicos vocacionados para promoção da socialização e da cultura. Não há espaços públicos pensados para uma correta valorização, promoção e dinamização do comércio local e tradicional.

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Estas situações somadas, são as principais responsáveis pela desertificação e completo abandono do centro da cidade, quer pelos cidadãos, quer pelas empresas, quer pelo comércio.

O centro da Trofa, vê dia para dia, a sua população a envelhecer e degradar-se. Os jovens por ausência de alternativas e de trabalho, são expulsos para as periferias, e infelizmente, cada vez mais para o estrangeiro. O centro deixou de ser cidade e as periferias não o conseguem ser.

É urgente reabilitar e rejuvenescer a cidade e o concelho da Trofa!

O BLOCO DE ESQUERDA DA TROFA considera pois, imperiosa uma alteração às políticas de urbanismo no Concelho da Trofa.

Defendemos a necessidade de travar a especulação fundiária e imobiliária, definindo como alternativa às “políticas do betão armado”, políticas de requalificação e valorização urbana.

É imperativo fomentar a transparência e a divulgação dos processos de licenciamento, assim como, a elaboração de um plano urbanístico municipal baseado em critérios de solidariedade social e territorial.

Urge implementar políticas públicas de apoio no acesso a uma habitação digna das populações mais carenciadas, mas também a promoção e reabilitação dos espaços envolventes às áreas de habitação social. Criar programas de incentivo à reabilitação de fogos de senhorios e inquilinos pobres. Desenvolver a indústria de restauro e da reconstrução no concelho. Incentivar parcerias com senhorios e outros agentes, para dinamizar o mercado de arrendamento jovem e o mercado de arrendamento a preços controlados, em especial dos edifícios reabilitados.

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Mas é igualmente importante para a melhoria da qualidade de vida no nosso concelho, a salvaguarda e a proteção do nosso património cultural, arquitetónico e ambiental, promovendo-se a sua defesa e classificação. O aumento e a exigência de novos espaços verdes e de equipamentos coletivos, nos planos de ordenamento do território e nas operações de loteamento, são também imperativos.

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Edição 426

«Quem não evita as faltas pequenas, pouco a pouco, cai nas grandes»

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Por

atanagildolobo

Dou comigo a ler no café uma entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos a um novo jornal da Trofa, distribuído graciosamente, inusitada graça, mas mais comum em ano de eleições autárquicas. E, de facto, há os meios de comunicação social que, sem serem completamente imparciais, são menos parciais, e há os outros, mostrando serem totalmente independentes, são tendenciosos até ao tutano.

Tenho muita consideração pela freguesia de Alvarelhos e pelos Alvarelhenses, repito. Alvarelhos é uma terra antiquíssima, com centenas de anos, que quando foi fundada, muitos dos países que compõem a Troika nem sequer existiam, senhora de uma prodigiosa narrativa por decifrar, mas também de uma história respeitável a defender, que exige homenagem, dignidade e admiração. Mas há uma coisa que o poder autárquico em Alvarelhos e o Presidente da Junta continuam por explicar: Que vantagens advêm para os Alvarelhenses a sua fusão com Guidões? Isso melhorará a qualidade de vida dos Alvarelhenses? Conseguirão os habitantes da «União de Freguesias» manter o indicador de desenvolvimento que tiveram até aqui? São interrogações que ficam e às quais a entrevista do Presidente da Junta de Alvarelhos não responde. Mas no que diz respeito à nova freguesia o Presidente da Junta faltou à verdade e mostrou um profundo desprezo pela vontade das pessoas, um sério desnorte quanto às regras e decisões democráticas dos órgãos representativos do Povo. Ao contrário do que afirma o Presidente da Junta de Alvarelhos o Povo de Guidões, e não apenas «algumas pessoas», assinou um abaixo-assinado com cerca de mil assinaturas que o Presidente da Junta de Alvarelhos poderá constatar junto dos grupos parlamentares do PSD da Assembleia Municipal da Trofa ou da Assembleia da República, para onde foi enviado. Cerca de meio milhar de pessoas de Guidões saiu às ruas na noite gélida de 9 de fevereiro de 2013 na «queima do entrudo chamado Relvas», em defesa da autonomia política e administrativa da sua terra, a Freguesia de Guidões. E fique a saber o Presidente da Junta de Alvarelhos que os representantes do PSD na Assembleia de Freguesia de Guidões votaram positivamente as moções contra a fusão e extinção da Freguesia de Guidões. E saiba ainda o Presidente da Junta de Alvarelhos que muitos dos que já foram simpatizantes e votantes do PSD têm a bandeirinha de Guidões na janela e um conhecido militante do PSD foi um dos obreiros principais e um grande ativista na «Comissão de luta contra a extinção da Freguesia de Guidões». Assim, um pouco mais de respeito pela vontade, pelo querer e pensar do Povo de Guidões, assentaria sempre bem melhor ao Presidente da Junta de Alvarelhos.

A outra inverdade prende-se com a tentativa de fazer crer que era possível as freguesias de Guidões, Alvarelhos e Muro ficarem como estão no quadro da proposta de lei do PSD e do CDS. Ora isso só não era possível atentos os seus pressupostos, como foi o próprio PSD na assembleia municipal que apresentou e votou favoravelmente uma proposta de fusão entre Guidões e Alvarelhos. Sem sofismas, os responsáveis pela extinção das freguesias são PSD e CDS, pela genial doutrina do ex-ministro Miguel Relvas. Felizmente ficaram pelo caminho os novos «jobs for the boys» das CIM ( comunidades intermunicipais ) graças ao Tribunal Constitucional. Mas já agora e só em jeito de desabafo. Muito estranhei o facto de, em tão extensa entrevista, não haver uma palavra sobre políticas de emprego, pois o desemprego já atinge, e muito, a população de Alvarelhos, graças à política do PSD e CDS; nem uma palavra sobre o Metro que deveria vir até à Trofa, servindo a população de Alvarelhos e não veio. Furtaram o comboio e não construíram o metro, numa política em que o PSD e CDS têm muita responsabilidade; Nem uma palavra sobre as potencialidades do Castro de Alvarelhos, como projeto científico, histórico e turístico. Muito estranho…mas é bem verdade que «quem não evita as faltas pequenas, pouco a pouco, cai nas grandes».

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