O Secretariado da Comissão Política Concelhia da Trofa, liderado pela deputada Joana Lima, promoveu uma sessão aberta ao público,para a qual convidou José Junqueiro, deputado Socialista, ex-Secretário do Estado das Obras Públicas e vice-presidente da Direcção da Bancada Parlamentar do Partido Socialista, para abordar alguns assuntos relativos aos investimentos nas Obras Públicas como a Variante Ferroviária à Linha do Minho, as Variantes Rodoviárias às EN 14 e 104, Plataforma Logística e Linha do Metro, que o Governo quer realizar na Trofa.

  Na sessão estiveram presentes, não só militantes do Partido Socialista, mas também trofenses em geral, que quiseram ouvir as principais medidas que o governo liderado por José Sócrates pretende implementar no concelho.

 Sobre a questão da Plataforma Logística, o deputado afirmou que "o governo lançou e aprovou o Plano Nacional de Plataformas Logísticas e uma dessas ficará no concelho e será um elemento estratégico para o desenvolvimento de toda esta região". Este investimento está avaliado em 230 milhões de euros dos quais oito milhões dizem respeito a novos investimentos em acessibilidades e envolverá uma área de 163 hectares. José Junqueiro afirmou ser premente deixar claro "que a obra não é da Câmara Municipal, para evitar que algum autarca o afirme", acrescentando que "o Governo foi sensível à argumentação da deputada Joana Lima, e, portanto, temos um investimento que não vai complicar a vida das pessoas nem estragar a Reserva Agrícola".

No que concerne ao assunto da variante da linha do Minho, o deputado voltou a sublinhar que este "não é um investimento autárquico, mas sim um investimento do Governo central". A construção da variante com cerca de 3500 metros que vai contornar toda a zona central da cidade da Trofa entre o apeadeiro da Nossa Senhora das Dores e a entrada da ponte actual sobre o rio Ave e a nova estação da Trofa, "terá um túnel de 1400 metros, um viaduto com 327 metros. Será construída uma área comercial de interface com o metro do Porto, autocarros e táxis, e um parque de estacionamento e será servida por cerca de 4500 metros de novos arruamentos", adiantou. Este é um investimento previsto de 53 milhões de euros e está previsto iniciar-se "em Setembro de 2007 e, se todo correr bem, terminar em Dezembro de 2009".

José Junqueiro falou ainda sobre a questão da intervenção do Metro do Porto na linha da Trofa: "aquilo que podemos dizer é que em termos de calendarização o acordo estabelece que há um lançamento de um Concurso Público Internacional para a atribuição em regime de concessão da construção da segunda fase do sistema Metro Ligeiro do Porto e da exploração e manutenção da totalidade da rede até Janeiro de 2008. Se em Janeiro de 2008 se verificar a impossibilidade de lançamento do concurso ou se houver qualquer atraso, desde que estejam reunidas todas as condições há um lançamento da linha ISMAI/Trofa e da linha da Boavista" asseverou.

Depois de terem chegado à conclusão, no primeiro estudo de impacte ambiental, que a localização das novas variantes rodoviárias às EN 14 e 104 não era viável, os responsável do governo vão reconduzir para uma nova avaliação de impacto ambiental que ocorrerá nos próximos meses e "depois de obtida uma declaração favorável é promovido o projecto e execução, cujo lançamento também está previsto para o ano de 2008. Este empreendimento de uma extensão de 38 quilómetros, que permite melhorar a A41 e a C24 da Maia, paralelamente à EN 14 e integra duas variantes à Trofa, evitando o que se passa hoje em dia que é o tráfego a longo curso ter de atravessar a cidade em vias que têm características de arruamento.

Junqueiro questiona novo edifício da Câmara Municipal

Na sessão, o deputado aproveitou ainda para questionar a existência do novo edifício da Câmara Municipal da Trofa e das verbas que foram atribuídas para que este fosse construído. "Entrei na Trofa e fui à procura da Câmara Municipal, porque já me tinham dito que era um edifício novo, moderno, fantástico e que tinha sido feito recentemente, porque tinha sido celebrado um protocolo em 2001 entre o Governo e a Camara Municipal. Afinal não existe nenhum edifício novo e é bom que os vereadores que estão na câmara municipal possam perguntar onde é que está o protocolo e o que é que foi feito a essa verba", asseverando que "a verba já foi atribuída à autarquia".

O NT ouviu Bernardino Vasconcelos que explicou que "parte das verbas destinavam-se à instalações dos serviços da Câmara pelo que foram gastas aquando da instalação dos serviços em áreas como a informática", frisando que o restante dinheiro será sem duvida aplicado na construção dos Paços do Concelho", rejeitando "as insinuações de José Junqueiro".