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Edição 430

Departamento de formação termina temporada com churrasco

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Centenas de jovens, treinadores e dirigentes juntaram-se num churrasco para assinalar o fim de mais uma temporada.

José Vaz conheceu o Clube Desportivo Trofense com sete anos. Agora na maioridade, o atleta despede-se do emblema que carregou na camisola por mais de uma década, percorrendo os vários escalões jovens. O “orgulho” de representar o Trofense justifica-se na convicção de que o clube “está entre os melhores a nível nacional”, no que respeita ao departamento de formação. Na hora de despedida, que aconteceu num churrasco que serviu de festa de final de temporada, no estádio, ao fim da tarde de sexta-feira, José Vaz deixou uma mensagem aos que ficam: “Dediquem-se e desfrutem a jogar futebol”.

Este e alguns jogadores que atingem o limite da idade no escalão de juniores começam agora uma nova fase das suas vidas, que pode passar por continuar a jogar futebol. José Vaz já começou a procurar clube, mas há outros que vão encostar as botas e seguir outros trilhos.

A festa foi promovida pelo departamento de formação do Trofense, que não queria deixar de assinalar o fim de mais uma temporada de trabalho e empenho junto dos jovens. Desta vez, e ao contrário do que já aconteceu, a iniciativa foi contida e “ao encontro à realidade” que Portugal vive. E mesmo mais ocupada, a festa só foi possível realizar-se com “a colaboração” de várias entidades e empresas, admitiu Manuel Wilson, responsável do departamento.

Assim como aconteceu para esta atividade, as camadas jovens necessitavam de ajuda para melhorar as condições do complexo desportivo, em Paradela. Manuel Wilson alertou para o facto de os campos sintéticos estarem “há três anos sem manutenção”, um “risco” que, segundo o responsável, pode obrigar a substituir os pisos “dentro de um ano”. “Já pedimos um par de orçamentos que rondam entre os 15 e os 20 mil euros. Neste momento, não temos condições para custear essa manutenção, pelo que a ajuda de todos os trofenses era muito importante”, sublinhou.

Para além dessa “pedra no sapato”, o departamento sonha ainda com a colocação de uma bancada no complexo desportivo: “Se fosse coberta, sabemos que iríamos ter muito mais gente a acompanhar as nossas equipas. A ausência de bancada é o principal fator para que as pessoas não se desloquem ao complexo”.

Apesar das dificuldades financeiras, as camadas jovens conseguiram concluir os respetivos campeonatos, muitas delas em competições de topo, ao nível nacional, como os juniores, juvenis e iniciados.

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Na festa, os responsáveis do clube aproveitaram para distinguir 62 jogadores de todos os escalões, assim como os treinadores e diretores e homenagear “todas as esposas e mães” dos elementos do departamento, que “as deixam e tiram tempo ao convívio familiar para ir para o complexo”, sublinhou Manuel Wilson.

O responsável do departamento de formação quis ainda “agradecer” ao coordenador Jorge Maia pela “dedicação” e “competência”. “Sem ele, o departamento de formação não funcionaria tão bem como funciona”, rematou.

 

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Edição 430

«…E até mortos vão a nosso lado.» Do poema «Jornada» de José Gomes Ferreira

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atanagildolobo

O ministro caiu. Demitiu-se. Já há oito meses atrás tinha chegado à conclusão de que não tinha credibilidade, que falhara nos objetivos, nas previsões, na sua política. Já pedira a demissão por duas vezes. Alguém o andou a aguentar e à sua política no governo durante este tempo. Quem? Porquê? No passado dia 27 de junho realizou-se uma grande greve geral, sobretudo no sector público. De alguma forma, entre outros resultados da greve, como por exemplo saber-se que há gente, que apesar de perder um dia de salário, se indigna, protesta, luta por este país, acredita em Portugal e nos portugueses, aconteceu outro: Gaspar demitiu-se, o ministro caiu.

Também no passado dia 27 de junho ter-se-á realizado, provavelmente, a última assembleia de freguesia, antes da inevitável retoma da independência e da autonomia que um dia acontecerá, quiçá brevemente, na minha freguesia: Guidões.

O presidente da junta, Bernardino Maia, de forma emotiva e genuína, elogiou as atuações políticas de três pessoas já falecidas que, cada uma á sua maneira e em diferentes tempos, contribuíram positivamente para o debate democrático, para a resolução dos problemas concretos, para uma maior vivacidade na democracia em Guidões. Segundo afirmou, as suas influências marcaram a freguesia desde o tempo que integrava o concelho de Santo Tirso até hoje, fazendo de Guidões a «freguesia mais politizada». Obviamente que fiquei surpreendentemente encantado pela declaração, embora comovido, sendo duas dessas figuras os meus camaradas Arnaldo Ferreira e Augusto Lobo. Mas digo também ter-se tratado de um manifesto absolutamente justo. Provavelmente a história democrática de Guidões e mesmo a história de duas dezenas de anos antes de instalada a democracia, teria sido diferente se esses dois homens não tivessem existido. Eu acrescentaria, e estamos a falar apenas de pessoas que já desapareceram, o nome de Agostinho Ferreira Lopes, outra figura incontornável da história democrática de Guidões dos últimos sessenta anos. A história faz-se sempre mais tarde. E um dia essa história far-se-á.

Resta-me uma palavra para o Sr. Presidente. Contou a maioria PS com a oposição da CDU de 1993 a 1997 e de 2005 até agora, na assembleia de freguesia. Uma oposição lisa, sem borbulhas, contundente quando necessária, combatente sempre, proponente às vezes, coerente e consequente, permanentemente. É verdade que ao longo desses anos, foi mais o que nos separou do que o que nos uniu. Mas também é verdade que no grande valor, no mais alto de todos os valores estivemos unidos: o amor à nossa freguesia. Este combate, esta luta pela preservação da freguesia, contra a malfazeja política do PSD e do CDS que agora nos obrigou a agregar com Alvarelhos, extinguindo assim duas freguesias históricas, ao arrepio da vontade do povo, não terminou. A luta prosseguirá comigo, consigo e com todos os outros que se oponham à extinção das freguesias e assim germinará novas vozes, fomentará novos combates, até que a legalidade seja reposta e a freguesia seja devolvida ao seu legitimo proprietário: o povo.

Subsiste ainda uma saudação pela sua postura democrática, pela sua aceitação de críticas políticas, pelo seu poder de análise e também, já agora, uma coisa que até é rara em políticos no poder, pela sua capacidade de autocrítica política. Estou a lembrar-me da questão do grande terreno da urbanização de Vilar ou das taxas do cemitério, em que a história veio a confirmar a análise atempada da CDU.

Por isso, este abraço na despedida do cargo que desempenha, realçando o muito que nos separa, mas enfatizando sobretudo o essencial do que nos une politicamente e que, consequentemente, não será de adeus, mas de reencontro e de reafirmação na luta pela nossa freguesia e

«Aqueles que se percam no caminho

Que importa? Chegarão no nosso brado

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Porque nenhum de nós anda sozinho

E até mortos vão a nosso lado.»

 

Guidões, 2 de julho de 2013.

 

Atanagildo Lobo

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Edição 430

“S. Mamede ganhou um novo rumo, dinâmica e vitalidade”

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Em entrevista ao NT, José Ferreira faz balanço do mandato 

José Ferreira assumiu pela primeira vez a presidência de S. Mamede do Coronado há quatro anos. Em entrevista ao NT, o autarca nomeou a Casa Mortuária como uma das obras mais importantes do mandato e afirmou que a primeira grande dificuldade encontrada foi “uma dívida de 70 mil euros deixada pelo executivo anterior”.

Como avalia o mandato que está prestes a completar, assim como toda a sua governação na Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado?

José Ferreira (JF): O meu mandato à frente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado é francamente positivo. Toda a minha governação se pautou por muito empenho, rigor e perseverança, mas sobretudo, foi o trabalho e o apoio de toda a minha equipa que muito contribuiu para o sucesso da nossa governação.

A freguesia de S. Mamede ganhou connosco um novo rumo, uma nova dinâmica e sobretudo vitalidade. 

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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