Centenas de jovens, treinadores e dirigentes juntaram-se num churrasco para assinalar o fim de mais uma temporada.

José Vaz conheceu o Clube Desportivo Trofense com sete anos. Agora na maioridade, o atleta despede-se do emblema que carregou na camisola por mais de uma década, percorrendo os vários escalões jovens. O “orgulho” de representar o Trofense justifica-se na convicção de que o clube “está entre os melhores a nível nacional”, no que respeita ao departamento de formação. Na hora de despedida, que aconteceu num churrasco que serviu de festa de final de temporada, no estádio, ao fim da tarde de sexta-feira, José Vaz deixou uma mensagem aos que ficam: “Dediquem-se e desfrutem a jogar futebol”.

Este e alguns jogadores que atingem o limite da idade no escalão de juniores começam agora uma nova fase das suas vidas, que pode passar por continuar a jogar futebol. José Vaz já começou a procurar clube, mas há outros que vão encostar as botas e seguir outros trilhos.

A festa foi promovida pelo departamento de formação do Trofense, que não queria deixar de assinalar o fim de mais uma temporada de trabalho e empenho junto dos jovens. Desta vez, e ao contrário do que já aconteceu, a iniciativa foi contida e “ao encontro à realidade” que Portugal vive. E mesmo mais ocupada, a festa só foi possível realizar-se com “a colaboração” de várias entidades e empresas, admitiu Manuel Wilson, responsável do departamento.

Assim como aconteceu para esta atividade, as camadas jovens necessitavam de ajuda para melhorar as condições do complexo desportivo, em Paradela. Manuel Wilson alertou para o facto de os campos sintéticos estarem “há três anos sem manutenção”, um “risco” que, segundo o responsável, pode obrigar a substituir os pisos “dentro de um ano”. “Já pedimos um par de orçamentos que rondam entre os 15 e os 20 mil euros. Neste momento, não temos condições para custear essa manutenção, pelo que a ajuda de todos os trofenses era muito importante”, sublinhou.

Para além dessa “pedra no sapato”, o departamento sonha ainda com a colocação de uma bancada no complexo desportivo: “Se fosse coberta, sabemos que iríamos ter muito mais gente a acompanhar as nossas equipas. A ausência de bancada é o principal fator para que as pessoas não se desloquem ao complexo”.

Apesar das dificuldades financeiras, as camadas jovens conseguiram concluir os respetivos campeonatos, muitas delas em competições de topo, ao nível nacional, como os juniores, juvenis e iniciados.

Na festa, os responsáveis do clube aproveitaram para distinguir 62 jogadores de todos os escalões, assim como os treinadores e diretores e homenagear “todas as esposas e mães” dos elementos do departamento, que “as deixam e tiram tempo ao convívio familiar para ir para o complexo”, sublinhou Manuel Wilson.

O responsável do departamento de formação quis ainda “agradecer” ao coordenador Jorge Maia pela “dedicação” e “competência”. “Sem ele, o departamento de formação não funcionaria tão bem como funciona”, rematou.