O debate sobre o papel do associativismo numa comunidade, promovido pela Comissão Social de Freguesia de Guidões, não atraiu as associações do concelho. 

Apesar das dificuldades que as associações atravessam hoje em dia com a crise, poucas foram aquelas que quiseram ter a oportunidade de debater o papel do associativismo na comunidade e articular soluções para resistir em tempos de austeridade. As que não faltaram à chamada da Comissão Social de Freguesia (CSF) de Guidões ouviram oradores a contar experiências pessoais, a desvalorizar a crise e a sublinhar a pertinência de criar projetos, sem contar com os apoios do passado. “Isso já lá vai”, garantia António Baptista, considerando que “crise são pessoas sem projeto” e que “gerar riqueza não é só comprar e vender ações”. “Então quem trata de uma criança e a ensina não está a gerar riqueza?”, questionou, justificando que a solução passa pelas pessoas “se juntarem, analisarem o território e construírem um projeto para ele”.

E foi isso mesmo que propôs ao auditório, criando grupos entre o público presente para dialogarem e criarem um projeto para Guidões. O debate seguiu-se com propostas como a do Grupo de Jovens de Guidões, que sugeriu a dinamização das microempresas. Mas antes da componente prática, o público ouviu a história de vida de Elisa Ferraz, autarca de Vila do Conde, que foi uma  das fundadoras da associação MADI (Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual), que ajuda pessoas com deficiência mental desde 1976. Elisa Ferraz, que tem um filho deficiente mental, deixou uma mensagem otimista, garantindo que “todos nós podemos fazer alguma coisa”, mesmo sem apoios estatais.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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