Alunas da Escola Camilo Castelo Branco de Famalicão dizem-se “fortes” candidatas a vencer o concurso “Na senda de Darwin”, que termina sábado na Figueira da Foz. Os grandes rivais são os três rapazes que concorrem pelo Colégio Militar.

“O concurso foi e é um desafio muito grande que vamos recordar sempre, mesmo que não sejamos as vencedoras”, referiu Joana Ramalho, esta manhã, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.

Joana, Clara e Ana Filipa são alunas do 12º ano e finalistas do concurso “Na senda de Darwin”, organizado pelo jornal Ciência Hoje e apoiado pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

Sábado, na Figueira da Foz, o ministro Mariano Gago vai entregar os prémios às melhores equipas que, desde há seis meses, estudam Charles Darwin, quando passam 200 do nascimento do naturalista e 150 anos da publicação da sua teoria da “Origem das Espécies”.

Das dez equipas finalistas, a “luta” pelo primeiro lugar e a correspondente viagem às Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, é entre a equipa de três raparigas de Famalicão e a de três rapazes do Colégio Militar, em Lisboa, porque são os dois grupos que têm mais pontos até agora.

As “DarWiners”, o nome da equipa de Famalicão, estão optimistas mas nervosas.

“Temos o trabalho preparado para apresentar ao júri e para responder às questões que nos possam colocar mas há sempre aquele nervoso miudinho”, disse Joana Ramalho.

“Todos os trabalhos foram feitos nas horas livres das alunas. Foram seis meses muito intensivos”, referiu Maria Fernanda Azevedo, a professora que acompanha as estudantes.

Com notas “entre os 18 e os 19 valores”, as jovens querem dedicar-se à biologia e à investigação clínica.

Ao estudo e aos trabalhos extra-curriculares, juntam ainda a prática de ballet, de desporto e as aulas de música. “São miúdas formidáveis”, diz a docente.

Organizado para comemorar os 200 anos de nascimento de Charles Darwin e os 150 da publicação do livro “A origem das espécies”, o concurso mobilizou milhares de estudantes.

Composto por seis provas, que foram deixando de fora muitas das 266 equipas que se apresentaram, a que mais agradou às alunas de Famalicão foi o quinto exercício proposto.

A prova chamava-se “Explica-me a Origem das Espécies como se eu fosse muito burro”. Foi aqui que as ‘DarWiners’ tiveram a melhor e a pior pontuação do júri.

As alunas criaram como cenário para a explicação o Estádio do Dragão e “contaram a história de dois miúdos que, enquanto viam o Futebol Clube do Porto a jogar, iam falando sobre a origem e a evolução das espécies”, explicou Maria Fernanda Azevedo.

No enquadramento da origem e evolução, “o Estádio das Antas passou a Estádio do Dragom”, um texto com humor e com múltiplas referências à cultura nortenha.

Amanhã, na última e decisiva prova, as três estudantes vão falar sobre Darwin no século XXI.

“Se agora voltasse a viver, Darwin ficaria fascinado com a evolução do mundo”, finalizou Joana Ramalho.