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Ano 2011

“Dar sangue é um dos atos humanos mais solidários”

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Dar sangue é um gesto simples, mas tem uma importância colossal: pode salvar vidas. Na Trofa, uma associação luta há mais de 25 anos para que os hospitais portugueses não vejam as reservas esgotadas.

“Se a mim me sobra e se não me faz falta, tenho de o dar para ajudar outras pessoas que precisam”. Este era o sentimento de Maria Moreira quando doava sangue em mais uma colheita promovida pelo Lions Clube da Trofa, em Alvarelhos, a 20 de novembro de 2010. Sentir-se útil no mundo é apenas um dos dividendos que retira de um gesto “tão simples e que não custa nada”.

A opinião de Maria é, certamente, consonante com as dos muitos outros dadores de sangue que o Lions Clube da Trofa conquistou ao longo de mais de um quarto de século a trabalhar, voluntariamente, para “salvar vidas”.

Setembro marca o início do ano lionístico e para o dia 10 está já marcada a primeira colheita, no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa, entre as 9 e as 12.30 horas. As dádivas recolhidas vão reverter a favor dos doentes do Hospital de S. João, no Porto.

José Carneiro é o diretor do pelouro do sangue da associação e, apesar de a idade já não constar nos requisitos de admissão para a doação de sangue, os sentimentos de “dever cívico” e de ajudar a salvar vidas fazem com que abrace esta missão com toda a garra.

E face às necessidades cada vez maiores dos hospitais, o trabalho desenvolvido pelo Lions Clube da Trofa é um exemplo a seguir. “Atuamos no sentido de ajudar a minimizar a falta de sangue nos hospitais. Para ter uma ideia, em média, uma unidade de saúde precisa de mais de 1100 sacos de 400 mililitros de sangue por dia. Quanto mais avançada está a medicina, mais necessário é o sangue para as intervenções cirúrgicas que ocorrem”, explicou José Carneiro.

Não só a prosperidade exige mais, como também “a duração limitada” deste tecido conjuntivo líquido aumenta a necessidade dos hospitais. Perante este cenário, é imperativo a colaboração de todos. Os homens “podem participar nas dádivas quatro vezes por ano, as mulheres três”. Todo o cidadão saudável, com mais de 18 anos e menos de 65, com mais de 50 quilogramas, pode dar sangue. No concelho da Trofa, anualmente, “aparecem dadores novos, não obstante a ter havido uma pequena quebra”, frisou. Para inverter a tendência, o Lions Clube da Trofa tem encetado “todos os esforços” para conseguir “a melhor divulgação possível”. Além da comunicação social, os intervenientes das paróquias também assumem um papel importante neste setor: “Temos padres que não aderem muito, mas há paróquias em que substituem uma homilia por uma revelação de colheita de sangue”.

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Medula óssea: um dador para o Mundo

Mais do que participar nas colheitas, também é importante que um dador se inscreva num dos três centros de histocompatibilidade do País (há do Norte, do Centro e do Sul). A média per capita de um dador compatível é de cem mil para um, pelo que “é muito difícil encontrar um dador para uma criança ou adulto que precisa de sangue”. Para suprir essa dificuldade, é premente que haja “dadores em todo o Mundo”. Como aconteceu com uma mulher de Santiago de Bougado que encontrou um dador compatível no Iraque, em 2002. “A senhora viajou da Trofa para Lisboa para receber a medula, mas veio sem ela e acabou por falecer. A medula chegou atrasada 15 dias, pois foi na altura em que os Estados Unidos declararam guerra conta o Iraque”, contou José Carneiro.

“Cada novo dador que apareça justifica-se”, pois “pode salvar uma vida” e ainda traz dividendos: “Fica a saber o seu tipo de sangue e pode detetar, precocemente, uma doença”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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