Daniel Ramos passou de ter a renovação apalavrada com o presidente Rui Silva à saída imprevista do Trofense que dirigiu durante dois anos. "Divergências de objectivos, estratégias, intenções, em suma, matéria político-desportiva", foi como o técnico resumiu, sem especificar, o divórcio com o clube da Trofa.

 "Saio a bem. Estava previsto continuar mas perdeu-se a relação de empatia necessária a que a relação perdurasse. Discordamos de algumas matérias e se consenso houve foi na razão de não valer a pena prosseguir juntos", disse ontem após ter manifestado na véspera essa intenção com o presidente.

"Fica o trabalho feito em dois anos, que me orgulha e ajudou o clube a manter-se no escalão profissional em ano de estreia depois de uma subida à Liga de Honra que não estava prevista no nosso primeiro ano de trabalho. Fica uma boa relação, quiçá para reatar noutra altura, mas esta não é a fase ideal para prosseguir", determinou.

"Não previa o desenlace e há trabalho em curso com vista ao planeamento da próxima época. Temos jogadores valorizados, alguns com clubes da Liga no seu encalço e pegámos numa equipa de 2.ª Divisão. E estivemos no mínimo 5 pontos acima da linha de água, apesar de muitas lesões e sete operações. O clube tem margem para progredir", projectou.

JOSÉ LUÍS PEREIRA E JOÃO BAPTISTA SEIXAS / record