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Cultura chinesa mostra-se em Famalicão

Cultura chinesa mostra-se em Famalicão

O Município de Vila Nova de Famalicão vai acolher, entre os dias 9 e 18 de Fevereiro, uma Semana Cultural Chinesa, evento que promete dar a conhecer toda a diversidade e riqueza dos costumes e tradições deste país do sol nascente.

De 9 a 18 de Fevereiro,Semana Cultural Chinesa

 Ao longo de dez dias, que antecipam a chegada do Ano Novo Chinês, o público é convidado a descobrir um dos países mais intrigantes, curiosos e interessantes do planeta, através das mais variadas actividades culturais, como exposições, conferências, cinema, fóruns de discussão e workshops.

Segundo o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa, a Semana Cultural Chinesa “pretende dar a conhecer os costumes, as tradições, a filosofia e a gastronomia deste povo fascinante, mas também impulsionar o intercâmbio cultural entre estas duas civilizações ligadas por laços históricos há mais de cinco séculos e que, apesar das suas diferenças, mantêm interesses comuns”.

Neste âmbito, Armindo Costa lembra não só a população chinesa que habita no concelho, mas também à “ligação ancestral que Famalicão possui com a cultura chinesa”, fortalecida através do missionário jesuíta famalicense Tomáz Pereira, que recebeu o título de Mandarim pelo imperador Kangxi, em 1689, e cuja memória está imortalizada num busto, na freguesia de Vale S. Martinho. O edil recorda, também, o famalicense Manuel Silva Mendes que se distinguiu como estudioso da filosofia taoista e se tornou presidente do Senado de Macau.

“Assim, faz todo o sentido promover a Semana Cultural Chinesa, desvendando esta civilização distante, mítica e misteriosa e dando a conhecer aos famalicenses e àqueles que nos visitam toda a sua beleza e grandiosidade”, acrescenta Armindo Costa.

Contagiado pela organização do evento, o presidente da Câmara não resistiu a um provérbio chinês, afirmando que “a mais alta das torres começa no solo”, isto é, “a autarquia aposta na promoção de uma cultura de qualidade, para todos os famalicenses, enquanto base de uma sociedade mais esclarecida, mais interventiva e mais moderna”, frisou.

CINEMA, FOTOGRAFIA, LITERATURA E GASTRONOMIA

Os sons do mandarim, as ideias taoistas, os sabores e os ritmos orientais serão mesmo uma constante ao longo dos dez dias da Semana Cultural Chinesa, com a promoção das mais diversas actividades.

Do rol de iniciativas destaque para a presença do ex-assessor para a área da cultura, do antigo primeiro-ministro Durão Barroso, André Dourado, na apresentação do livro “O Quotidiano da Praça Tian’Anmen”, da autoria de Francisco Isöo, no dia 17, pelas 16h30, na Casa das Artes.

Destaque também para as exposições de fotografia na Casa das Artes, na Casa-Museu Soledade Malvar e no Museu da Indústria Têxtil. São exposições que demonstram o dia-a-dia de diversas comunidades e minorias étnicas chinesas, dando a conhecer “uma outra China”. Referência ainda para a exposição/venda colectiva de artistas famalicenses e chineses a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, nas instalações da Galeria Municipal da Antiga Casa Malheiro.

A sétima arte é também uma presença quase diária, na iniciativa, com a exibição de alguns clássicos do cinema chinês, no pequeno auditório da Casa das Artes.

Para além desta iniciativas haverá ainda oportunidade para provar algumas das especialidades orientais e aprender um pouco mais sobre a filosofia chinesa, através da organização de fóruns e workshops.

A organização da Semana Cultural Chinesa conta com apoio da Liga de Chineses em Portugal e do Instituto Confúcio da Universidade do Minho.

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