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Edição 459

Opinião: A “droga” é uma praga que destrói e mata.

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A “droga” é uma substância natural ou sintética, que introduzida no organismo do indivíduo, altera as suas funções, principalmente o seu estado de consciência, levando-o à dependência química, vulgarmente designada por toxicodependência. O termo “droga”, presta-se a muitas interpretações e naturalmente suscita a ideia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo, que não escolhe vítimas, escraviza ricos e pobres, jovens e adultos.

O “cancro” da nossa sociedade, que é a “droga”, entorpece o indivíduo e fá-lo ignorar os acontecimentos e as pessoas que giram em seu redor, fá-lo perder o emprego que tanto gostava e a família que amava, originando, muitas vezes, a se envolver em crimes violentos e a viver longe das pessoas que ama e lhe querem bem. A “droga” provoca no individuo, modificações no seu comportamento, nas suas funções, mas também nas suas sensações e no seu humor.

A mutação constante na sociedade, que ocorreu nos últimos anos, alterou alguns valores sociais. O núcleo familiar tradicional alterou-se drasticamente, aumentando as famílias monoparentais e diminuindo as famílias alargadas. O próprio mundo laboral alterou-se, pois as exigências de padrões de excelência no desempenho das funções levaram a que os pais delegassem nas escolas, nas organizações de tempos livres, nos infantários e nas creches a educação dos seus filhos.

Desde muito novas, as crianças são, cada vez mais cedo, confrontadas com a gestão do seu dia-a-dia, muitas vezes sem as referências estruturantes dos pais. É preciso ter muita atenção, pois as causas que levam as pessoas a procurar o consumo de “drogas” são muitas, mas é na adolescência que, muitas vezes, se inicia o consumo de substâncias aditivas, embora muitos dependentes iniciaram muitos anos mais tarde.

A toxicodependência é um valor da infelicidade; é um estado crónico de intoxicação, determinado pelo consumo compulsivo e repetido de drogas, que provocam uma dependência de ordem fisiológica e psicológica, com tendência a aumentar. O dependente de drogas, que normalmente procura sensações de absoluto relaxamento ou momentos de prazer, apenas consegue uma situação provisória de acalmia, logo seguido de um irresistível desejo causado pela falta que obriga a continuar a usar a “droga”.

Há vários tipos de consumidores: o ocasional (consome esporadicamente, geralmente em festas); o que abusa de substâncias (usa em quantidades excessivas as substâncias); o dependente (consome para não sentir a privação). É muito usual, o toxicodependente consumir mais do que uma substância, na falta da “droga” que normalmente consome, pois aprendeu a consumir várias drogas que servem de substitutos.

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O fenómeno da “droga” serve para afirmar a eclosão de um problema social, que envolve todas as camadas da população e que está instalada nas cidades e no campo, nas escolas e nas empresas, nos quartéis e nas prisões. É uma praga que destrói e mata o individuo e a família, e desestrutura a sociedade. A procura de drogas torna-se compulsiva, como resultado dos efeitos do uso prolongado no funcionamento cerebral e, em consequência, no comportamento, originando um negócio rentável para muitos; desde a produção e distribuição até ao consumo, mas também na desintoxicação, pois para muitas pessoas, a dependência torna-se crónica, com permanentes recaídas, mesmo após longos períodos de abstinência.

O “mundo” que gira à volta da “droga” envolve muito dinheiro, que faz engordar a economia paralela. Graças ao toxicodependente, que é o produto de uma sociedade onde o valor dos laços e das relações afectivas se tem vindo a perder. O toxicodependente elegeu a “droga” como valor da felicidade, para sua infelicidade!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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