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Edição 602

Crónica verde – Coronado, a terra do Pai Natal

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O Natal já vem a caminho. Com livros. Em papel. Adeus, “e-book”! E esta crónica é verde, pelo que a pasta de papel é oriunda de florestas sustentáveis.
Nestes últimos tempos, alguns acontecimentos literários têm contribuído para a história e identidade do concelho da Trofa. O arranque do Pólo Cultural Professor Moutinho Duarte, na Junta de Junta de Freguesia do Muro, com um assinalável espólio bibliográfico. José Maria Moreira da Silva, sempre com um admirável sentido de solidariedade, acaba de lançar “A História da criação do Concelho da Trofa – Contributos”, numa salutar parceria com o blogue E A Trofa É Minha. Também de destacar os autores Luís Moura Serra, no âmbito cultural e da genealogia, e José Manuel Cunha, com importantes registos sobre o património e a memória que urge reavivar. Assim, de repente, enumeram-se alguns autores que, nesta terra, fervilham. Fazem-nos os dias felizes! A estes e a tantos outros, junto António Maia, do Coronado, que tem estudado as raízes, as memórias, o património da zona mais a sul do concelho e, ao qual, agradeço as “aulas” que me tem proporcionado – quanto a isso, pode ser que, em 2017, esta coluna da Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC) traga boas novidades…
Fresquinho, fresquinho, o recente lançamento do livro “A Vila de Coronado – São Mamede e São Romão de Coronado – elementos da sua história antiga e moderna”, da autoria de Adalberto Costa, caro associado e antigo presidente da assembleia-geral da APVC, que já assinou mais de vinte publicações nas áreas do direito de trabalho, industrial, entre outros. O prefácio é do escultor Alberto Carneiro e a chancela é da editora SCRIBE. Este livro é uma importante achega para conhecer o processo histórico da região, a evolução política, de tempos há muito idos até à passagem pelas Terras da Maia e Santo Tirso.
E tal como diz o autor, “As voltas sem revoltas alimentam assim a história do povo de Coronado, agora mais unido no que começaram por chamar Vila (Villa) e depois, de União – quão prenúncio de uma União Federativa da Europa. É deste percurso do tempo, que queremos deixar elementos singelos da história da Vila de Coronado – S. Mamede e S. Romão para que no futuro alguém possa fazer uma verdadeira monografia de Coronado enquanto povoação humana que no séc. XXI está a ser dormitório da grande metrópole que a cada dia expulsa os homens para o seu Termo”.
Natal, época de festa(s). E até de alguns exageros – muitos! Tome lá um regaço de dicas com a sustentabilidade ao alto. Seja original, criativo e lembre-se que a simplicidade é a maior sofisticação humana. Repense a sua pegada ecológica.
Árvores de Natal, preferencialmente, artificiais. Iluminação, com lâmpadas LED. Sabia que o comércio tradicional é já ali? Evite a febre das grandes superfícies. Seja original também nos embrulhos. Reduzir, Reutilizar, Reciclar, a elementar máxima dos 3-R’s, mas junte-lhe um quarto R, o de Retorno: tudo o que semear, vai colher!
Seja solidário e pró-activo. Se ainda não faz voluntariado, aqui está uma boa altura para se juntar à causa ou, desde já, meta na cabecinha que, com 2017 à janela, é desta que vai deixar de ser um mero treteiro – e amorfo ‘tuga –, na mesa do café e no sofá facebookiano. Localmente, intervenha. Por exemplo, seja voluntário na AUAUA – Associação Um Animal Um Amigo, em prol dos animais do concelho da Trofa. Visite as seis-sete-quiçá-oito dezenas de amigos de quatro patas do Canil Municipal da Trofa, todos com muita Raça, à procura de Adopção Responsável.
Também poderá contribuir para uma sociedade ecologicamente mais sustentável: junte-se à APVC, a resiliente associação ambientalista do Coronado. A um familiar ou amigo, ofereça uma anuidade de associado. Uma prenda assim a modos para lhe custar cinco euritos, cruzes credo! A Natureza também agradece. Contacte-nos.
Já agora, a APVC deseja-lhe Boas Festas – pelo corpo todo, especialmente, ali pelas zonas da glândula da atitude, do hemisfério da tolerância e do músculo da solidariedade!
Vítor Assunção e Sá | APVC
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valedocoronado@gmail.com

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Frigorífico solidário já funciona no Muro (c/ vídeo)

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Uma resposta social acessível a todos, a qualquer hora do dia. O frigorífico solidário é o mais recente projeto da delegação da Trofa da Cruz Vermelha e funciona, desde a manhã de sábado, 17 de dezembro, junto ao edifício da Junta de Freguesia do Muro.

A partir dele, a instituição espera que a solidariedade chegue a quem mais precisa. “Na Cruz Vermelha, sentimos que era muito necessário chegar àqueles que não nos procuram. À questão de como poderíamos chegar a mais pessoas 24 horas por dia, 365 dias por ano, surgiu esta ideia do frigorífico, que pode estar disponível a toda a comunidade e não tem fronteiras”, explicou Daniela Esteves, presidente da delegação, após a cerimónia de apresentação desta resposta social.
Todos são convidados a colaborar na colocação de alimentos que, por exemplo, estejam em excesso em casa, como iogurtes a chegar ao limite do prazo, fruta e legumes em bom estado, queijo e fiambre devidamente embalados ou leite. As refeições que sobrem não são uma opção válida, uma vez que “não se sabe quando serão retirados do frigorífico e podem estragar-se”, explicou Daniela Esteves.
A associação Montanha de Afectos também vai colaborar com o projeto. O presidente, Nuno de Almeida Nunes, explicou que ao abrigo do protocolo assinado durante a apresentação do projeto, a Montanha de Afectos apoiará “no abastecimento alimentar” e “contactará as empresas locais e superfícies comerciais para também elas serem solidárias”.

Objetivo é chegar a todas as freguesias
A “disponibilidade imediata” demonstrada pela Junta de Freguesia do Muro ajudou à escolha do local para o primeiro frigorífico. Daniela Esteves explicou que a “dimensão da freguesia” e “a certeza de que a comunidade ia acolher bem esta iniciativa e contribuir” pesaram na implementação deste “projeto-piloto”.
Mas a ideia já foi apresentada a todos os presidentes de junta que, segundo a presidente da delegação, “se mostraram interessados e disponíveis para acolher esta iniciativa”.
Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, considera o frigorífico solidário “um projeto interessante” e com condições para vingar. “Penso que vai funcionar bem”, acrescentou.
E quem for buscar alimentos sem precisar?
Se uns aplaudem a iniciativa, outros há que levantam algumas dúvidas sobre o possível aproveitamento daqueles que, mesmo não precisando, podem levantar os alimentos.
Daniela Esteves confirma que a delegação pensou em todas as hipóteses. “Noutros países também existem iniciativas como esta e, por isso, durante muito tempo estudamos as grandes dificuldades desta matéria, mas percebemos que ela era muito simples. Se é uma resposta que não tem fronteiras nem limites, se é para dar a quem mais precisa o que, para alguns é supérfluo, então por que não colocá-la à disposição da comunidade? Esperamos que as pessoas tenham essa consciência e estes valores enraizados. Se de facto vandalizarem o frigorífico, estamos preparados para ser persistentes, mas também para mostrar a nossa humildade para assumir se a iniciativa não funcionar”, respondeu.
O frigorífico será visto todos os dias pelos responsáveis das juntas que aderirem ao projeto, bem como duas a três vezes por semana pela Cruz Vermelha.

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Secretário de Estado veio a Santiago lançar primeira pedra do novo Centro de Saúde

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Um dos projetos mais ambicionados pelo concelho da Trofa parece, finalmente, ter visto a luz do dia. Com honras de presença do secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, foi lançada a primeira pedra para o novo Centro de Saúde de Santiago de Bougado, na manhã de segunda-feira, 19 de dezembro.

Situado na Travessa dos Carvalhinhos, na Lagoa, este equipamento, que vai custar ao Governo 2,4 milhões de euros, contempla um edifício com área bruta de 2800 metros quadrados, com dois pisos e uma cave, que vai acolher duas Unidades de Saúde Familiar e duas unidades de cuidados primários. Fernando Araújo, que se recusou prestar declarações ao NT, referiu durante a cerimónia que o edifício estará equipado com “15 gabinetes médicos, cinco de enfermagem, salas de tratamento, gabinetes de saúde infantil, de enfermagem, de saúde materna e todas as áreas de apoio necessárias ao funcionamento desta unidade, com qualidade e também criando condições para o ensino e para a formação”.
O governante sabe que estas “são instalações muito ansiadas pelas populações e pelos profissionais”, advogando que, no plano nacional, “vêm consolidar o princípio da defesa na resposta à melhoria contínua no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, adequando os recursos disponíveis a necessidades crescentes das populações”. “As futuras instalações desta unidade de saúde aqui na Trofa vêm substituir as atuais que além de exíguas há muito manifestavam um estado de degradação e deficiências ao nível do circuito do utente e da própria acessibilidade para pessoas de mobilidade condicionada”, acrescentou.
O novo Centro de Saúde está incluído num pacote de investimento do Governo na área da saúde, no valor de “15 milhões de euros” e que prevê a construção e regulação de 30 unidades em todo o País. No distrito do Porto, junta-se a Vilar do Andorinho (Vila Nova de Gaia), Baguim do Monte (Gondomar) e Campo (Valongo).

“É muito necessário para dar dignidade aos utentes e aos profissionais”
Se havia pessoa que na manhã de segunda-feira irradiava felicidade era Ana Maria Tato. A diretora executiva do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACeS) de Santo Tirso e Trofa sente todos os dias os efeitos da carência de equipamentos de saúde no concelho. “(O novo Centro de Saúde) é necessário para o tamanho da população, para darmos, com toda a dignidade, os cuidados de saúde e condições de trabalho aos profissionais”, assinalou Ana Maria Tato, em declarações ao NT.
Este equipamento vai permitir, segundo a diretora executiva do ACeS, “ter outra unidade de saúde familiar, algo que era impossível nas atuais instalações” e permitir que “a outra Unidade de Saúde Familiar (USF) passe para a acreditação, uma vez que neste momento está quartada de concluir o processo por não ter as condições físicas mínimas necessárias, e dar o acesso a todos os utentes com mobilidade condicionada”. “Há ainda a possibilidade de a outra unidade, que está na cave do edifício, poder constituir-se em USF”, explicou.

Unidades de Saúde podem instalar-se no novo edifício
Segundo Ana Maria Tato, há o “interesse” de instalar, no edifício antigo, a Unidade de Cuidados Continuados e as consultas do IDT, que neste momento funcionam em instalações cedidas pela Câmara Municipal da Trofa.
Por outro lado, o “ideal” seria deslocalizar “as duas unidades de saúde” que funcionam atualmente no edifício antigo para o novo. Mas tal cenário não é certo e poderá sofrer alterações aquando da conclusão da construção do novo Centro de Saúde.

Processo marcado por episódio caricato
Este processo ficará, inevitavelmente, marcado pelo episódio caricato relacionado com o terreno para a construção do Centro de Saúde. O dado foi conhecido durante o mandato de Joana Lima na Câmara Municipal da Trofa, que anunciou que o projeto tinha sido projetado para um terreno na Travessa dos Carvalhinhos, cuja área era inferior ao necessário para instalar o edifício. A solução para este imbróglio foi encontrada graças ao apoio dos Escuteiros de Santiago de Bougado, que tinham um terreno contíguo e cederam-no à autarquia, por troca por outro.

 

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