Chegamos ao mês de novembro e celebramos o Dia Mundial da Criança.
Caro leitor, não pense que nos enganamos, porque apesar de em Portugal se celebrar o Dia da Criança no dia 1 de junho, o dia oficial é o dia 20 de novembro. Esta é a data que a ONU reconhece como sendo o Dia Universal das Crianças, pois celebra a data que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989. Contudo, cada país estabelece a data efetiva da comemoração.
Consideramos que a data é importante, porque permite celebrar um dia de fraternidade mundial, compreensão e promoção do bem-estar das crianças. Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, o direito a:
· Afeto, amor e compreensão;
· Alimentação adequada;
· Cuidados médicos;
· Educação gratuita;
· Proteção contra todas as formas de exploração;
· Crescer num clima de paz e fraternidade universais.
O Dia Mundial da Criança é muito importante para os direitos das crianças e para que estas tenham uma vida digna e feliz, no entanto, estes princípios devem estar presentes todos os dias, o que nem sempre se verifica.
No âmbito do 25.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, a UNICEF questiona: O mundo é hoje um lugar melhor para as crianças? A UNICEF responde: “sim! Uma criança nascida em 2014 tem hoje muito mais probabilidades de viver para além do seu quinto aniversário”. As crianças têm hoje muito mais hipóteses de frequentar o ensino primário do que em 1989 e o número de crianças entre os 5 e os 17 anos envolvidas em trabalho infantil baixou cerca de 1/3 desde 2000 (dados apresentados pela UNICEF).
Mas a análise também mostra que os progressos passaram ao lado de milhões de crianças, particularmente as mais pobres, de minorias étnicas e das que vivem em zonas rurais. Milhões de crianças continuam a ser privadas de serviços essenciais que poderiam reduzir a sua vulnerabilidade a doenças e à subnutrição, proporcionar-lhes acesso a instalações de água e saneamento e dar-lhes oportunidade de obter uma educação de qualidade.
Portugal atravessa momentos difíceis, onde a disparidade entre os agregados familiares de rendimento mais elevado e os de mais baixo rendimento tem vindo a aumentar, verificando-se que as crianças das famílias mais pobres têm taxas consideravelmente mais altas de mortalidade infantil e de atraso de crescimento, do que os seus pares mais ricos.
Ao celebrarmos esta data devemos inspirar-nos a ambicionar e a contribuir para a construção de um mundo mais justo e feliz para todas as crianças, dando-lhes a esperança de um futuro melhor e mais risonho…
Enfermeira Sandra Costa e Elsa Silva
ACeS Grande Porto I – Santo Tirso/Trof