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Edição 665

Crónica – A Máquina de propaganda – Parte V – Coincidências

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Ao contrário daquilo que aconteceu em 2017, quando o centro de operações da coligação Unidos pela Trofa foi instalado na sede do PSD Trofa, beneficiando do bonito enquadramento e acessibilidade da mais recente obra pública local, uma obra fantástica, ainda que calendarizada ao melhor estilo eleitoralista, a máquina de campanha que elegeu Sérgio Humberto tinha a sua morada temporária no nº 352 da Rua Camilo Castelo Branco, junto à rotunda do Catulo. Ora, tentem lá adivinhar quem é que também instalou a sua sede na exacta mesma morada, poucas semanas após a vitória eleitoral da coligação. Se a resposta é Correio da Trofa, parabéns, acertaram em cheio!
Quando penso neste “detalhe”, a primeira coisa que me vem à cabeça é uma dúvida natural, uma dúvida que certamente não passaria despercebida ao saudoso Toninho, personagem de ficção sobre a qual aqui falei na minha última crónica. Pensem comigo: o Correio da Trofa foi criado pelas mesmas pessoas que fizeram a campanha da coligação, coligação essa que tinha sede no nº 352 da Rua Camilo Castelo Branco, endereço para o qual se mudou o Correio da Trofa, poucas semanas após o acto eleitoral. Será que alguma vez chegou a sair dali?
Não digo que não tenha sido parcialmente escrito ou pensado noutras localizações geográficas, até porque vivemos numa era tecnológica que nos permite trabalhar online, estejamos onde estivermos. Porém, dadas as circunstâncias, é legítimo questionar esta estranha coincidência. Porque não falamos de um jornal qualquer. Falamos de um jornal nascido no seio de uma campanha eleitoral, que fez marcação cerrada ao executivo de então, sempre no timing perfeito, com uma linha editorial absolutamente alinhada com o discurso oficial da campanha da coligação, estratégica e semanticamente, e que, ó coincidência das coincidências, se mudou de armas e bagagens para a exacta mesma morada onde até dias antes existia o mesmo centro de operações eleitorais que, entre outras coisas, deu à luz esse mesmo jornal. Serei eu o único a achar que já são coincidências a mais?
Coincidências à parte, olhemos a factos: a coligação Unidos pela Trofa contratou a empresa Comunicatessem para fazer a assessoria de comunicação da campanha de 2013, o que hoje em dia equivale mais ou menos a dizer que montou toda a estratégia de comunicação e propaganda eleitoral. No âmbito dessa estratégia, foi criado o Correio da Trofa, que até ser vendido tinha como proprietária a referida empresa de assessoria, o que significa que a equipa de assessoria e os jornalistas e editores do Correio da Trofa eram basicamente as mesmas pessoas. Consumada a vitória eleitoral, o jornal muda-se para o edifício no qual a empresa que o criou e a equipa de Sérgio Humberto delinearam a estratégia eleitoral. Meses depois, dezenas de milhares de euros dos cofres públicos da autarquia foram usados em ajustes directos que tiveram como prestadores de serviços alguns dos elementos que fizeram, em simultâneo, a campanha da coligação e os conteúdos do Correio da Trofa.
Contudo, nunca um representante da coligação assumiu pública e abertamente que o Correio da Trofa era parte integrante da sua estratégia eleitoral, estando, por conseguinte, ao seu serviço. O motivo, claro está, é óbvio demais: era preciso levar os trofenses a acreditar que se tratava de um jornal independente, e que, apenas e só por coincidência, surgia no mesmo momento em que a campanha arrancava. Resta a pergunta: porque é que Sérgio Humberto e restante liderança da campanha de 2013 optaram por iludir os trofenses e não assumiram a paternidade deste projecto editorial? Afinal de contas, quem não deve, não teme, não é mesmo?

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Crónica – O país a cair aos pedaços

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A governação atual, que tem desinvestido fortemente na manutenção de pontes, viadutos, estradas, via férrea, no combate aos incêndios, na saúde, na educação e na cultura permite que a EDP faça entrar quase 20 milhões de euros nos cofres do consórcio luso-brasileiro formado pelas construtoras Lena e Odebrecht. Esta quantia (a carecer de justificação) foi acordada já depois de a Barragem do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes ter sido inaugurada, e no contexto de uma negociação confinada ao círculo restrito da EDP e das duas empresas construtoras, grandes sustentáculos do regime «socrático» de má memória e envolvidas nos escândalos “Lava-Jato e “Operação Marquês”.

O atual governo que se calou com esta jogatana, também ficou quedo e mudo com a situação grave de nas zonas afetadas pelos incêndios do ano passado ainda existirem, vergonhosamente, cerca de 4.600 clientes sem serviço de telecomunicações restabelecido. É o agravamento do sofrimento constante das populações do interior do país, de uma interiorização aterradora que o poder centralista e macrocéfalo lisboeta não quer ver.
O governo aprovou há dias o valor de vinte e três milhões de euros destinados a reparar as graves fissuras (já identificadas em 2016) na Ponte de 25 de Abril, que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada. Esta aprovação só se verificou depois do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil ter alertado para a necessidade urgente de obras de manutenção na referida ponte, que tem sido o ponto habitual de partida da Meia Maratona de Lisboa, só que por questões de segurança devido ao mau tempo (só?) foi alterado para a zona de Sete Rios.
Um relatório técnico interno das infraestruturas de Portugal refere que existem troços de linhas férreas com um nível de degradação muito grave, que fazem com que a passagem de comboio nessas vias coloque em risco a vida de passageiros e maquinistas. Inclusive já provocaram descarrilamentos, embora sem vítimas mortais, mas deseja-se que haja, urgentemente, uma manutenção técnica nesses troços, antes que aconteça uma tragédia nacional.
O país a cair aos pedaços é que se pode constatar com o estado de degradação de importantes infraestruturas, como é o caso da situação a que chegaram as pontes da antiga linha de comboio (Porto – Guimarães), que foi «surripiada» em 2002, com a promessa de ser construído o metro de superfície para ligar o ISMAI à Trofa. Como esse troço foi votado ao abandono, as pontes situadas na Freguesia do Muro (Trofa) estão num estado de risco iminente de ruir, em virtude das fissuras enormes nas junções e infiltrações de águas nos pilares.
Como o dinheiro não é elástico – não chega para satisfazer as reivindicações (dos parceiros que sustentam a “geringonça”), para calar Bruxelas (os números do défice) e para as manutenções (mais que necessárias) -, o governo atual inventou as famosas cativações do Ministério das Finanças. É uma “centelhice” para enganar os papalvos europeus (e os nacionais), que tem merecido alguns aplausos, pois deu resultado na “cosmética” utilizada para que os números da macroeconomia se ajustem às metas impostas pela União Europeia. Mas não pode ser à custa da segurança das pessoas!

José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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FORAVE – Um sistema Integrado de oportunidades de Formação

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INICIAL – RECONVERSÃO – AVANÇADA

Na FORAVE, os adultos e as empresas encontram soluções de formação à medida, uma equipa multidisciplinar motivada e experiente e um modelo de formação sustentado em work based learning.
O FEAT – Formação Empresarial e Apoio Técnico – é o departamento da FORAVE que tem como missão desenvolver soluções formativas e técnicas de forma focada no trabalho e com base na realização de diagnósticos que permitam identificar claramente as reais necessidades das empresas e dos ativos empregados ou futuros colaboradores.
Com o apoio de financiamento privado ou público, fruto de candidaturas aprovadas para a FORAVE ou para entidades parceiras, a FORAVE apresenta múltiplas respostas pensadas em função do público-alvo ou do cliente, integrando formação Certificada de Curta Duração, a medida Vida Ativa, percursos de Educação e Formação de Adultos e formação à medida.
Sempre com o objetivo de oferecer um serviço especializado, a FORAVE é conhecida pela sua experiência em áreas identificadas como prioritárias no setor industrial da região, evidenciando-se, em algumas delas, como oferta única. Não admira que as UFCD de Polímeros, Lean Management, Manutenção Industrial e Pneumática e Hidráulica, entre outras, que estão a ser desenvolvidas na FORAVE, estejam completamente esgotadas pelo excesso de procura.
A atitude da FORAVE relativamente ao meio empresarial e aos players da Rede de Educação e Formação tem sido sempre a de contribuir para criar respostas necessárias e complementares. Foi o caso da Gestão na vertente da Produção, é a resposta aos clusters da Mecânica e Metalomecânica, dos Materiais Poliméricos, das Indústrias Alimentares e, mais recentemente, ainda em fase de candidatura, a Indústria Têxtil, nas vertentes de operador de Fiação e operador de Tecelagem.
A partir de abril, o FEAT irá disponibilizar formação avançada e as vantagens para os parceiros e amigos da FORAVE são consideráveis. Esta iniciativa deve-se ao Protocolo de Cooperação celebrado com o CENERTEC – Centro de Energia e Tecnologia, que irá deslocar para as instalações da FORAVE vários cursos para promover a aproximação às empresas e aos nossos clientes. Ainda no âmbito desta parceria, foi criado o Prémio de Mérito e Distinção CENERTEC, que atribui uma Pós Graduação em Gestão de Operações e Serviços Industriais, no valor de 3.200€, ao melhor aluno da FORAVE.
Brevemente disponibilizaremos Cursos e Vantagens em www.forave.pt.

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Manuela Guimarães
Diretora pedagógica FORAVE

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