Para assinalar a Semana da Água e da Floresta, assim como o Dia da Proteção Civil, a Câmara Municipal da Trofa dinamizou os concursos “Proteger a Floresta dos Incêndios” e “Reciclar é Ganhar”, nos dias 24 e 25 de março, respetivamente.

“As árvores de uma floresta podem levar mais de cem anos a crescer, mas basta um dia para as destruir. Com a madeira de uma floresta podemos produzir mais de um milhão de fósforos, mas basta um para a destruir. Uma floresta é o habitat de centenas de plantas e animais selvagens, mas basta um descuido humano para a destruir”. Estas frases faziam parte do projeto “Floresta de Papel”, que o Colégio da Trofa apresentou para o concurso “Proteger a Floresta dos Incêndios”, em exposição na Academia Municipal Aquaplace. No trabalho, em tons brancos, os alunos do pré-escolar e 1º ciclo reutilizaram “sacos de talheres na construção das árvores, feitas de papel”, que é “um material muito inflamável” e que “representa, afinal, a fragilidade a que a floresta está sujeita”.

Apesar de a Câmara Municipal da Trofa ter dado a “oportunidade de todas as escolas participarem”, só o Colégio da Trofa, a creche e Jardim de Infância da Santa Casa Misericórdia da Trofa e os jardins de infância de Feira Nova, de Giesta e o do Lar Padre Joaquim Ribeiro – envolvendo “43 representantes” – apresentaram projetos para o concurso, feitos com materiais reutilizáveis. Na segunda-feira, além de a exposição dos trabalhos ter sido inaugurada, foi entregue um prémio de participação aos alunos: um certificado e um livro para colocar na biblioteca.

Foi assim que a autarquia assinalou a Semana da Água e da Floresta que, segundo o vereador do pelouro do Ambiente, Renato Pinto Ribeiro, tinha como objetivo “sensibilizar toda a comunidade” para “o flagelo dos incêndios”, através das crianças que são um “veículo de informação excelente para chegar aos pais”, ao mesmo tempo que “ganham conhecimento e interesse em proteger a floresta”.

Para Renato Pinto Ribeiro, os trabalhos apresentavam “um grau de qualidade já bastante elevado” e as crianças demonstraram que “adquiriram conhecimento e preocupação pela proteção da floresta”.

Reciclar é Ganhar” recolheu “9151 quilos de papel e cartão”

Já na terça-feira, no mesmo local, decorreu a cerimónia de entrega dos prémios aos participantes do concurso “Reciclar é Ganhar 9”, que envolveu “61 representantes”, que recolheram “9151 quilos de papel e cartão”. Das “11 escolas” participantes, a que fez “a melhor recolha” foi o Infantário das Irmãs Reparadoras do Coração de Jesus, de S. Mamede do Coronado, que recolheu “um total de 558 quilos”, o que representa “23,25 quilos por aluno”, que é o resultado que conta para a classificação. De “salientar” a Escola Básica e Jardim de Infância do Paranho, de S. Martinho de Bougado, que recolheu “um total de 4826 quilos”, o que atribui “uma quantidade por aluno de 19,7 quilos”.

Renato Pinto Ribeiro fez “um balanço extremamente positivo” deste concurso, que, “o ano passado contou com uma recolha total de oito toneladas e, este ano, ultrapassou as nove toneladas”, atingindo “valor quilo por aluno bastante considerável”. Com esta iniciativa, a autarquia pretende “sensibilizar toda a comunidade para a recolha dos resíduos sólidos, neste caso de papel e cartão” e que, ao longo dos anos, “a quantidade vá crescendo”. “Através da participação das escolas, esta é uma forma de chegarmos aos pais, porque as crianças também desenvolvem um papel fundamental. Elas levam estas questões muito a sério e nesse sentido estão muito atentos e nota-se cada vez mais uma maior preocupação na separação dos resíduos”, denotou.

Todas as escolas receberam como “prémio de participação, um kit de reciclagem”, sendo que a escola vencedora ganhou “uma visita de estudo ao Zoo Santo Inácio”, em Vila Nova de Gaia.