"A protecção civil é de todos e para todos". No Dia da Protecção Civil António Pontes, vereador do pelouro do Ambiente e da Protecção Civil, esteve no Monte de Paradela e apelou para a mudança de mentalidades.

   O dia 4 de Março, marcado pelo Dia da Protecção Civil, foi assinalado pela autarquia, através do pelouro do Ambiente e Protecção Civil que para além de criar cinco clubes, promoveu uma peça de teatro, organizada pelo Clube de Protecção Civil da APPACDM da Trofa, uma das actividades que preencheram a manhã no Salão Polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa. No espaço estiveram também presentes o Clube de Protecção Civil da EB2/3 Napoleão Sousa Marques, o Clube de Protecção Civil da EB2/3 de Alvarelhos, o Clube da Protecção Civil da Escola Secundária da Trofa, o Clube de Protecção Civil do Externato Nossa Senhora das Dores.

O espectáculo teve como tema principal o flagelo dos incêndios florestais e foi seguido de um programa de actividades ao ar livre, no Monte de Paradela, entre os quais um simulacro de incêndio combatido pelos Bombeiros Voluntários da Trofa e pela Brigada Municipal de Intervenção Florestal.

As crianças tiveram oportunidade, através da Associação de Silvicultores do Vale do Ave e do sector do ambiente da autarquia, ficar a saber um pouco mais sobre a floresta, aprendendo a reconhecer espécies de árvores, assim como pragas e doenças que as afectam.

António Pontes, vereador do pelouro do Ambiente e da Protecção Civil, explicou ao NT os objectivos desta iniciativa: "o nosso propósito foi tentar envolver a população escolar nas várias preocupações que têm a ver com a protecção civil. De manhã tivemos oportunidade de ver os grupos a apresentar um conjunto de trabalhos que andaram a preparar sobretudo ao longo dos últimos meses, um sinal muito positivo, porque sabemos que nas escolas existem pessoas preocupadas em abordar estas temáticas. Agora da parte da tarde quisemos que eles tomassem conhecimento da realidade que é esta a do Monte de Paradela".

Para além dos bombeiros, das entidades relacionadas com as escolas, da Brigada Municipal de Intervenção Florestal e do exército, esteve também um representante do Comando Distrital de Operações e Socorro também aderiu às actividades organizadas pela autarquia.

José António Leite, Comandante Distrital de Operações de Socorro do Porto, considerou esta actividade "deveras importante, porque como se costuma dizer 'com um tiro matam-se dois coelhos'. Criamos uma cultura de segurança, sensibilizando os mais novos e por outro lado sensibilizamos ainda a população adulta, através destes jovens que chamarão à atenção dos pais para estes assuntos", explicou.

À margem das comemorações do Dia Internacional da Protecção Civil, no Monte de Paradela, o comandante congratulou-se com a diminuição do número de incêndios nos últimos dois anos, "o que significa que as pessoas têm de facto mais cuidado e a limpeza das matas também contribui para tudo isto".

Contudo, António Pontes lembrou: "em matéria do ambiente é tudo uma questão de mudança de mentalidades", pois "muitas vezes o que fazem é ligar para a rádio ou para o jornal e não ligam para a câmara ou para os bombeiros, dando um pouco a ideia de que deve ser o jornalista a ir lá resolver o assunto", ironizou o vereador, referindo-se aos alertas tardios de incêndios ou quedas de árvores.

 

Monte de Paradela requalificado

O Monte de Paradela foi trabalhos de requalificação para tornar o local mais agradável e apelativo. Agora, em vez de mato e pedras, o monte vou alvo de reflorestação, por parte do município trofense e da Associação de Moradores de Paradela. Também no local foi criado uma presa de água, a que a associação chamou de Presa de Valedomeio.

"O trabalho de intervenção foi bastante forte e pode-se constatar que criamos condições para a protecção da área relativamente aos incêndios, reflorestação e a realização de uma presa de água, que pode ser utilizada de forma lúdica, mas também como ponto de abastecimento para os bombeiros".

Com um investimento na ordem dos 110 aos 120 mil euros, a autarquia contou com a ajuda, em cerca de 30 por cento, do Programa AGRIS – Medida Agricultura e Desenvolvimento Rural dos Programas Operacionais Regionais e da Associação de Moradores de Paradela "que tem ajudado com o próprio trabalho e recursos". Esta "é já uma intervenção com um certo peso e com uma atitude que eu considero de alto valor cívico, por parte dos moradores", sublinhou António Pontes.