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Ano 2008

CNADCA visitou Centro Hospitalar do Médio Ave

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O líder do CNACDA, Fernando Araújo inteirou-se da situação dos recursos e de formação da cirurgia de ambulatório junto do presidente do Conselho de Administração do centro hospitalar, José Dias, e fez uma apreciação "positiva" dos resultados conseguidos no último ano e meio.

Avaliar localmente as realidades e os constrangimentos ao desenvolvimento da Cirurgia do Ambulatório foi o objectivo principal do agendamento de visitas da CNACDA – Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia do Ambulatório, a vários hospitais do país, entre os quais o Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), em Santo Tirso.

 O líder da Comissão, Fernando Araújo inteirou-se da situação dos recursos e de formação da cirurgia de ambulatório junto do presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, José Dias, e fez uma apreciação "positiva" dos resultados conseguidos no último ano e meio. "As conclusões que tiramos são muito boas, já que neste ano e meio o CHMA registou uma diminuição do tempo de espera em 70 por cento, o quer dizer que um doente, que há um ano e meio esperava 8 meses por uma cirurgia, neste momento espera cerca de 3 meses, o que é muito bom", referiu o líder da CNACDA.

Fernando Araújo sublinhou ainda a importância do início de funcionamento da nova unidade de cirurgia de ambulatório na unidade hospitalar, cujo Conselho de Administração lamentou "a falta de espaço físico". No entanto o alargamento para duas salas para cirurgia de ambulatório, que a administração prevê concretizar ainda em 2008, "poderá criar condições físicas propícias a este aumento".

De acordo com a informação do hospital, o CHMA, em 2007, interveio junto de 8.301 doentes, dos quais 6.321 (76%) em cirurgia programada, sendo 33% desses casos realizados através da utilização de ambulatório.

Segundo Fernando Araújo os números deste centro hospitalar "são bons", mas continuam a existir "questões" que os responsáveis colocam e que a CNACDA tem "obrigação de ouvir para depois propor à Ministra da Saúde as medidas que sejam as mais adequadas".

"A questão dos doentes poderem ir embora no mesmo dia é uma das grandes vantagens deste sistema de ambulatório. Consequentemente os doentes, fundamentalmente idosos e crianças, não ficam tão susceptíveis ao stress característico do internamento. Há também uma notória redução das complicações pós operatórias, devido à diminuição do risco de infecções", referiu o líder da CNADCA.

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A redução das listas de espera foi outro dos aspectos ressalvados por Fernando Araújo, que referiu que "com tantas vantagens há que continuar a apostar neste sistema para atingir os níveis de crescimento dos outros países".

Sobre as intervenções a que o CHMA foi sujeito, o presidente do conselho de administração da unidade hospitalar, José Dias, referiu que nesta altura há já uma sala do novo edifício a funcionar para a cirurgia de ambulatório e que brevemente entrará também em funcionamento uma terceira sala do antigo bloco central. O que falta fazer é "uma pequena obra que facilite a passagem dos doentes que são operados na terceira sala do antigo bloco para o recobro das actuais instalações da cirurgia de ambulatório".

Urgências de Santo Tirso dependem "das condições da unidade de Famalicão"

Questionado sobre se as urgências de Santo Tirso vão fechar, José Dias preferiu o discurso contido, referindo que "é conhecido o protocolo elaborado entre a autarquia e o Ministério da Saúde, pelo que não há muito mais a acrescentar". Esse protocolo faz depender o fecho da integração no centro hospitalar e do reforço do transporte pré-hospitalar e dos cuidados primários.

"A sua continuação será resultado daquilo que tivermos de conversar na altura em que tivermos as condições todas na unidade de Famalicão", concluiu.

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(EM CAIXA)

Números

2.181,695 euros foi o valor total da obra para a construção da nova unidade de cirurgia de ambulatório, em Santo Tirso. A sala, com uma área de cerca de 500 metros quadrados poderá efectuar cerca de 2.600 cirurgias por ano.

8.301 doentes foram sujeitos a uma cirurgia no Centro Hospitalar do Médio Ave, dos quais 6.321 em cirurgia programada. A utilização do ambulatório ocorreu em 33 por cento dos casos programados.

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12.770 cirurgias foi quanto o CHMA contratualizou para o ano de 2008, sendo que 80 por cento, ou seja, 10.202 serão programadas. Destas, 4.067 serão efectuadas em regime de ambulatório.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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