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Ano 2008

Creche e Jardim de Infância em S. Romão já abriu

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Abriu portas, esta quarta-feira, a Creche e Jardim de Infância da Santa Casa da  Misericórdia da Trofa em S. Romão do Coronado. Um equipamento construído em tempo record, com capacidade para 108 crianças e que vai suprir uma lacuna existente nas freguesias de S. Romao e S. Mamede do Coronado em termos de creche.

Os risos e brincadeiras das crianças já chegaram à Creche e Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coronado. No berçário para a creche, nas salas de jardim de infância, na cozinha, no refeitório e nas diversas valências de apoio às crianças o jogo de cores é animado por dezenas de brinquedos e peluches.

A Creche e Jardim de Infância abriu esta quarta-feira e para já conta apenas com cerca de 50 novos inquilinos de palmo e meio, no entanto o edifício tem capacidade para mais de uma centena de crianças não só de S. Romão do Coronado, mas de todo o concelho.

“A Creche e Jardim de Infância não está limitada ao lugar onde está instalada, irá receber, fundamentalmente, as crianças de S. Romão do Coronado, mas os pais que quiserem trazer para cá os seus filhos podem, desde que haja vagas. Neste momento temos mais de 50 crianças inscritas, o que quer dizer que ainda temos vaga nalgumas salas, principalmente no jardim de infância”, afirmou Amadeu Castro Pinheiro, Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Trofa.

Em entrevista exclusiva ao NT e Trofa TV, o provedor adiantou que a obra foi realizada em oito meses, “porque ou nós tínhamos a obra pronta para começar no início do ano lectivo, ou então só daqui a um ano poderíamos abrir e portanto fizemos tudo por tudo para que estivesse pronta no início deste ano lectivo”.

Aproveitando a doação do terreno à Santa Casa da Misericórdia da Trofa, decidiram construir a valência que fazia falta na freguesia de S. Romão do Coronado. Do projecto apresentado ao programa PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, obtiveram apenas apoio para construção da creche. “O projecto foi aprovado sem problemas nenhuns, mas o programa PARES só apoiou a creche, porque o Jardim de Infância esteve a cargo da Misericórdia da Trofa”, acrescentou Castro Pinheiro.

Para além de albergar crianças este equipamento criou vários postos de trabalho para o concelho, porque “quando estiver a trabalhar a 100 por cento, terá cerca de 28 funcionários”.

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A trabalhar em várias frentes a Santa Casa da Misericórdia da Trofa, tenta, segundo o provedor, “ajudar todos aqueles que necessitam de apoio”.

“Temos o lar para 107 utentes, que está praticamente cheio, temos o apoio domiciliário nas oito freguesias do concelho da Trofa e estamos a apoiar bastantes utentes dentro das várias áreas. Depois temos também no RSI (Rendimento Social de Inserção), portanto nós não nos limitamos ao lar, ou só à creche, mas vamos a estender-nos pouco a pouco a outras áreas. Basta dizer que neste momento nós estamos já com 128 funcionários, portanto uma instituição que já tem a seu cargo 128 funcionários já demonstra uma grande capacidade de apoio ao concelho”, frisou.

Para desmistificar a ideia de que a Santa Casa da Misericórdia da Trofa recebe apoios da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Amadeu Castro Pinheiro explicou que “a Misericórdia da Trofa não recebe apoios do Totoloto ou de outros jogos, porque a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não tem nada a ver com a Santa Casa da Misericórdia da Trofa, ou com outras, todas elas são autónomas. Portanto temos de gerir os meios que temos e temos de gerar receitas para poder responder àquilo que no dia-a-dia nos vai surgindo”.

O esforço é diário e os pedidos de apoio são feitos “àqueles que podem dar alguma ajuda e vamos tentando gerar receitas com outros meios que vamos quase inventando”, concluiu.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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