Centro Recreativo de Bougado inscreveu uma equipa de infantis nos campeonatos federados esta temporada. Próximo objetivo é colocar piso no pavilhão para aumentar quantidade de atletas e escalões.

No domingo, antes das 11 da manhã, no pavilhão desportivo de S. Romão do Coronado, os jogadores do Centro Recreativo de Bougado (CRB) preparavam-se psicologicamente no balneário para mais um jogo na série 2 da 2ª Divisão de infantis da Associação de Futebol do Porto. Sem um dos pilares do plantel – o capitão Serra estava a contas com uma lesão – os atletas previam um jogo difícil diante do CRD Santa Cruz, 3º classificado.

As suspeitas confirmaram-se e o CRB acabou por averbar uma derrota por 0-3 que, no entanto, não influenciou na classificação. A formação bougadense ocupa o 15º lugar, com sete pontos, mais dois que o último, onde já esteve.

O projeto de ter equipas de formação nos campeonatos federados é um sonho antigo dos responsáveis da associação que só esta temporada tiveram coragem para avançar. “Para tudo tem que haver um princípio, por isso decidimos avançar. Tínhamos um grupo de miúdos que achávamos razoáveis e construímos a equipa. A ideia é continuar com o projeto e, se possível, aumentá-lo com outros escalões”, referiu o presidente Luís Neves, em declarações ao NT.

Com “o apoio da autarquia nas inscrições”, a coletividade tem-se “aguentado” na gestão da temporada, até porque “os jogadores portam-se bem e em questões de multas não há nada”.

Luís Neves faz um balanço “positivo” da campanha da equipa no campeonato, até porque “a ideia não é que seja campeã”. “Para nós, o importante era participar, fazendo o melhor possível. Claro que depois há um erro que se comete, um golo que se falha, uma substituição mal feita, mas temos trabalhado para evoluir”, explicou.

Até para os jogadores esta é uma “realidade nova” e, por isso, o nervosismo ainda toma conta de alguns no momento de entrar dentro de campo.

Joel Cruz jogava no FC Guidões na época passada, nos campeonatos concelhios, e face à incerteza de haver competição este ano, acabou por abraçar o desafio do CRB. “É fixe jogar aqui”, desabafou, sem esconder que “é um bocado” difícil competir num campeonato federado. “Os adversários são muito difíceis, trocam bem a bola”, referiu. Estar em último lugar “foi mau”, sublinhou, e a culpa dessa situação não a imputa a treinadores e árbitros, mas sim “à equipa”. “Nós portamo-nos bem, só que não tivemos oportunidades de marcar golos e de jogar bem”, acrescentou. Não tem um ídolo no futsal, mas no futebol acompanha com entusiasmo a carreira de Messi, porque Cristiano Ronaldo, na sua ótica, “arma-se um bocado”.

Agora com o projeto de ter uma equipa nos campeonatos federados concretizado, os responsáveis da associação já têm um novo objetivo. “Estamos a envidar todos os esforços para colocar o novo piso no nosso pavilhão, porque assim podemos melhorar as condições, jogar no nosso recinto e aumentar a quantidade de atletas e de escalões. É uma ideia um pouco peregrina e arriscada, porque envolve muito dinheiro, mas se não arriscarmos, não saímos da cepa torta”, adiantou Luís Neves.

Na próxima jornada, a equipa defronta, fora de portas, a Casa do FC Porto de Rio Tinto, que está um lugar acima da tabela classificativa, com mais um ponto.

Na foto, os jogadores alinham-se da seguinte forma: em cima, a partir da esquerda: José Marques, Marcelo Maia, Hugo Marão, José Simões e Luís Sampaio. Em baixo, a partir da esquerda: Joel Cruz, Rui Ferreira, Bruno Quintas, Paulo Peixoto e Luís Moreira.

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