Os elementos da Juventude Socialista distribuíram cravos pela Rua Conde S. Bento e contaram com a ajuda dos alunos de Artes da Secundária da Trofa para enfeitar montras das lojas.

“Hoje, os jovens precisam de condições para poderem viver no sítio onde estão, em Portugal, para conviverem com os conterrâneos. Cada vez mais, vemos que têm que emigrar o que não é muito bom. Todos gostamos de estar perto da nossa família, da nossa cultura, da nossa comida, de tudo o que é nosso. Eu acho que a luta por ficar cá é o nosso 25 de Abril”. A opinião de João Costa é dada de forma descontraída, enquanto segura no grande molho de cravos que estavam a ser distribuídos pela população na Rua Conde S. Bento.

Enquanto oferecia a flor da Revolução aos mais retraídos, o elemento da Juventude Socialista ia dizendo: “Pegue o símbolo da liberdade”.

A iniciativa da estrutura partidária serviu para assinalar os 40 anos da Revolução de 25 de Abril e o arranque de um conjunto de atividades da JS para “marcar datas importantes”. Simultaneamente, cumpriu o desígnio de “dinamizar o comércio” local, explicou Vasco Sampaio, elemento do secretariado da juventude partidária. A atividade também contou com a participação dos alunos do Curso de Artes da Escola Secundária da Trofa, que fizeram quadros alusivos à Revolução. Estes foram colocados nas montras de “13 lojas”.

“O 25 de Abril assinala a liberdade e a democracia, por isso estamos a usar um dos símbolos, o cravo, distribuindo-o na rua e a exaltar a educação e a cultura, valores que a JS defende”, frisou.

Assim como o colega, Vasco Sampaio considera que, 40 anos depois, a luta dos jovens é outra e passa pela conquista de “oportunidades”. “Antigamente, a luta era pela liberdade, agora que estamos livres, precisamos de trabalho, de oportunidades de vida”, afiançou.