Intérprete do cravo há cerca de 18 anos, Isabel Calado decidiu dedicar o seu primeiro CD ao compositor, organista e cravista barroco francês François Couperin. “Para o cravo, o François Couperin é uma marca, é um compositor que dedicou praticamente a totalidade da sua obra a este instrumento. É perfeitamente natural que qualquer pessoa que estude este instrumento sinta muita afinidade pelas obras do compositor”, contou Isabel Calado, em entrevista ao NT.
Durante a cerimónia de apresentação do trabalho, ao lado de Sílvia Lopes e Márcio da Rosa, a intérprete apresentou vários excertos ao extenso público que fez questão de marcar presença.
Se “tudo correr bem”, Isabel Calado tenciona “em breve” lançar outros CD “até de autores portugueses” num trabalho conjunto com o cantor Márcio da Rosa. “Estamos a tentar arranjar apoios para um segundo CD para interpretarmos estes fados e as modinhas que fizemos aqui também”, realçou.
Para já, a artista vai marcar presença no festival de primavera de Nagoya, no Japão, num concerto que vai decorrer no dia 5 de abril. Antes, no dia 28 e 30 de março, a cravista vai participar numa masterclasse para os artistas japoneses verem de perto o “trabalho” que faz com as crianças, com “métodos”, “peças” e “escolha do reportório”. O convite surgiu através de um cravista japonês que esteve “em setembro” em Portugal e pediu ajuda a Isabel Calado. “Ficou muito admirado, porque nós em Portugal temos no conservatório alunos do cravo desde os seis anos até ao 12.º ano e eles no Japão, habitualmente, têm alunos que começam por estudar piano e depois optam por continuar os seus estudos musicais no cravo e não estão habituados a este percurso musical”, explicou.
No Japão, a trofense irá tocar “Carlos Seixas, compositor portu