Foram reduzidos em 10 minutos os comboios das 07:44 e 17:13, no sentido Braga/Porto e, no sentido inverso, menos 13 minutos no comboio das 06:25, menos 16 minutos no das 07:25 e menos 9 minutos no das 18:25.

  A CP rendeu-se aos constantes pedidos dos clientes e introduziu comboios com horários que encurtam a viagem entre Braga e Porto.

A empresa arrancou, na passada segunda-feira, com mais novos comboios diários, um no percurso Porto S. Bento/Braga, mais cinco na direcção Famalicão/Braga e mais três entre Braga/Famalicão. As ligações mais rápidas foram introduzidas nas horas de ponta e respondem "às necessidades dos passageiros que efectuam deslocações pendulares entre o Porto e Braga", referiu uma fonte da CP. Foram reduzidos em 10 minutos os comboios das 07:44 e 17:13, no sentido Braga/Porto e, no sentido inverso, menos 13 minutos no comboio das 06:25, menos 16 minutos no das 07:25 e menos 9 minutos no das 18:25.

Esta diminuição do tempo de percurso foi imposta através da eliminação de paragens intermédias, colmatada com a introdução de novos comboios para "manter o mesmo nível de oferta nas paragens suprimidas".

Para a concretização da oferta, – acrescenta – "a unidade de comboios urbanos do Porto viu o seu parque de material automotor reforçado com quatro unidades triplas eléctricas".

O troço de via única na Trofa surge como um dos principais problemas na intenção de implementar uma nova oferta na linha de Braga, assim como o troço muito congestionado entre Ermesinde e Porto-Campanhã e os cruzamentos de nível da linha do Minho com a linha de Guimarães, em Lousado e com a linha do Douro, em Ermesinde.

A referida fonte sublinhou que "qualquer solução terá de contemplar toda a região a Norte do Douro, melhorando quer as ligações pendulares de e para o Porto, com as correspondências às viagens de Longo Curso em Campanhã, quer garantindo o serviço local ao longo das linhas, tendo em vista, nomeadamente, a melhoria contínua do serviço prestado na Linha de Braga. Não obstante estas dificuldades, novas soluções continuam a ser estudadas para toda a região a norte do Douro que inclui, obrigatoriamente, quer o serviço Urbano quer serviços Regionais da Linha do Douro até à Régua e Pocinho e da Linha do Minho até Viana do Castelo, Valença e Vigo".

As alterações foram bem recebidas pelos clientes da CP, mas estes continuam a reivindicar mais dois comboios rápidos, nos dois sentidos, entre ambas as cidades, em horas de ponta.

O NT falou com alguns clientes habituais da CP, que fazem o percurso até Braga, que apesar de satisfeitos com a decisão da empresa, continuam a afirmar que é insuficiente.

Silvéria Miranda, estudante da Universidade do Minho, viaja todos os dias da Trofa até Braga e mostrou-se satisfeita com as alterações infligidas, mas não deixou de apontar uma "falha". "Quando chego à estação de Braga, tenho que apanhar um autocarro, porque a universidade é longe. Por vezes, para além do tempo da viagem nos dois transportes, perco muitos minutos a esperar pelo autocarro, pelo que penso que a CP devia regularizar certos comboios com os horários dos TUB (Transportes Urbanos de Braga)".

"Poucos comboios para Guimarães" é outra das lacunas da CP, afirmou Mariana Santos, também estudante universitária. "Muitos jovens estudam no pólo de Guimarães da Universidade do Minho e não têm muitas alternativas, o que lhes dá pouca margem de manobra".

Já João Silva, estudante de uma escola profissional em Mazagão, criticou o facto de terem cortado uma das ligações com o apeadeiro pretendido: "Entro em Lousado e tenho que sair em Nine e esperar por outro comboio que pare em Mazagão. Acho inadmissível, porque a alteração prejudicou muitos alunos que estudam lá", asseverou.