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Edição 624

Costa anuncia variante até à Carriça na 1.ª fase

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Uma história com mais de 20 anos e com páginas de avanços e recuos. A 19 de maio, mais uma página se escreveu na história da variante à Estrada Nacional (EN) 14, com o anúncio da sua construção a ser feito pelo primeiro-ministro António Costa.
À margem da inauguração do Complexo Desportivo do Instituto Superior da Maia (ISMAI), o primeiro-ministro adiantou que Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, “já assumiu a decisão de construir a variante à EN14, neste primeiro troço que servirá o concelho da Maia até à Via Diagonal e ao Nó da Carriça”. “É uma decisão que está tomada e que irá ser implementada”, declarou, mencionando que a empreitada será feita com “recursos nacionais”.
O anúncio surge depois de, a 7 de novembro, no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2017, o ministro ter referido que o Governo “não adjudica empreitadas parciais que acabam no meio da cidade da Trofa sem nenhumas condições de ligação a norte, atravessando o rio Ave”. “Nós faremos essas obras quando tivermos as condições de as fazer de um modo integrado. Não é lançar empreitadas que acabam no meio da Trofa. Isso não é razoável”, salientou.
Certo é que agora, o mesmo ministro, segundo António Costa, assume a decisão de construir a variante, neste primeiro troço de 1,9 quilómetros, unindo o nó do Jumbo, na Maia, e a via diagonal, que liga as zonas industriais daquela cidade.
O NT tentou obter esclarecimentos junto da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), mas não obteve resposta. Já o Correio da Manhã avançou que esta primeira fase está avaliada em seis milhões de euros, estando prevista o seu início para o final deste ano e início de 2018. Já o segundo troço, que fará a variante chegar aos concelhos da Trofa e Vila Nova de Famalicão, ainda não tem data para começar, nem orçamento estimado.
A Estrada Nacional 14, artéria que liga os concelhos da Maia, Trofa e Vila Nova de Famalicão, é atravessada, diariamente, por cerca de 30 mil veículos, 20 por cento dos quais pesados. Só a Continental Mabor, empresa sedeada em Lousado, coloca a circular na rua cerca de 400 camiões por dia.

Autarcas reagem ao anúncio

Para o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, este anúncio por parte do primeiro-ministro é um motivo de “grande alegria”, uma vez que o concelho maiato é “o primeiro exportador da Área Metropolitana do Porto, o segundo da zona Norte do país e o quarto a nível nacional”. “Pelo que me disse o primeiro-ministro, o concurso público está pronto a ser lançado, assim espero que ele cumpra o que disse e lance a empreitada o mais rapidamente possível”, reforçou o autarca.
Por outro lado, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, afirmou ser “positivo que o tema esteja na agenda e não seja esquecido”, sendo que “as diferentes referências que o atual Governo tem feito é um sinal de que também não esqueceu este problema”. “Como é sabido, a suas expensas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão custeou o projeto para que a obra pudesse começar. Do ponto de vista burocrático e logístico está tudo pronto para que a empreitada arranque. Que as máquinas venham para o terreno e as obras comecem”, declarou, frisando que “o retorno fiscal, direto e indireto, deste investimento público é tremendo e há-de superar, e muito, o investimento que é necessário fazer”.
O NT tentou obter uma reação por parte da Câmara Municipal da Trofa, mas até ao fecho de edição não obteve qualquer resposta.

Anúncio suscita “a maior desconfiança”

O PSD de Famalicão fez saber, em nota de imprensa, que este anúncio da construção da variante à EN 14 suscita-lhes “a maior desconfiança”, desafiando “o primeiro-ministro a adjudicar imediatamente, não apenas a empreitada da primeira fase da obra, com início na Maia, dada a inexistência de qualquer impedimento técnico, mas também a empreitada da fase final do projeto, já no município de Vila Nova de Famalicão, que há dois meses o governo prometeu começar neste ano”. “O primeiro-ministro tem uma derradeira oportunidade para provar que não está a brincar com as populações, com os autarcas e com os empresários desta região”, asseverou.

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Edição 624

“Procuramos sempre as melhores condições para a formação de jogadores de excelência”

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“Formar jogadores de excelência futebolística”, para representar os seniores do Clube Desportivo Trofense (CDT), é um dos desafios do escalão de juniores, segundo contou, em entrevista, o treinador Jorge Maia.

O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
Jorge Maia (JM): Quando trabalhamos na formação temos de analisar a época desportiva em duas vertentes: na continuidade formativa e no rendimento coletivo. Na vertente formativa é mais uma excelente época, pelo terceiro ano consecutivo tivemos dois atletas ainda juniores a trabalhar regularmente com a equipa sénior. O Rúben e o Rochinha jogaram várias vezes pelos seniores. Outros juniores também integraram vários treinos da equipa sénior. Temos tido a possibilidade de completar o processo formativo dos nossos jovens, acelerando a maturação e experiência competitiva de todos eles. Na perspetiva do rendimento coletivo, fomos terceiros no campeonato, não conseguimos atingir a fase final que muito ambicionávamos. Terminamos o campeonato como a equipa com mais golos marcados, mas também sofremos muitos golos. Neste particular não conseguimos superar as nossas lacunas. Contudo, foi um campeonato sempre em crescendo, na qualidade de jogo apresentada, numa 2.ª volta melhor que a 1.ª, pois elevamos o número de pontos, mais golos marcados e menos golos sofridos, o que espelha a nossa evolução coletiva ao longo dos 28 jogos realizados.
Atualmente os Juniores do CDT competem na Prova Extraordinária – Taça Acácio Lello.

NT: Quais os objetivos na competição?
JM: No nosso processo formativo, competimos para formar jogadores de Excelência Futebolística para representar os seniores do CDT. Obviamente que em cada jogo, em cada prova, temos objetivos. Ter objetivos na competição é lançar a nossa ambição para a superação. Mas atenção, esse tipo de objetivos não se sobrepõe aos objetivos formativos que temos. Dou um exemplo. Os juniores que periodicamente trabalham nos seniores não deixam de o fazer para virem jogar pela equipa júnior. Há prioridades. A nossa é esta. Procuramos sempre as melhores condições formativas para podermos assegurar a formação de jogadores de excelência futebolística para os seniores do CDT.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
JM: Este escalão coincide com uma etapa decisiva na vida dos nossos atletas, estão no final da escolaridade obrigatória e têm de tomar importantes decisões para o seu futuro – faculdade, cursos profissionais ou mercado de trabalho. Este momento de escolher ou de poder escolher o caminho para o seu futuro torna-se complicado. Influencia muito o desempenho.
Outra dificuldade deste escalão prende-se com a consciencialização que uns evidenciam mais e melhores condições para se afirmarem que outros. Não é fácil para alguns jovens verificarem que não têm o nível futebolístico para estarem no topo da pirâmide formativa.
Coletivamente, nos Juniores é sempre necessário completar o plantel com alguns jogadores que acrescentam qualidade ao grupo. Nesta época e na anterior, em virtude das incertezas do CDT, não foi possível fazê-lo. Mesmo durante esta época, apesar das boas intenções não foi possível colmatar o plantel, em posições muito específicas, onde tínhamos debilidades. Foi pena, pois a equipa conseguiu atingir um nível alto em determinados momentos do jogo.

NT: Com que aptidões os atletas capacitam neste escalão?
JM: Como este escalão encontra-se no topo da nossa pirâmide formativa, os juniores são o resultado do nosso processo formativo. Formamos “Homens que sabem jogar futebol” e temos no final os jogadores de Excelência futebolística para integrarem o plantel sénior do CDT e os que continuam no futebol sem a possibilidade imediata de serem profissionais no CDT. Aqueles que integram a equipa principal do CDT ainda têm uma longa caminhada para se afirmarem, continuam a seu processo formativo.
Neste processo formativo, o Departamento de Formação contribuiu para o desenvolvimento global dos jovens. Temos no futebol o fator de aperfeiçoamento pessoal e social, contribuindo para a formação do caráter, na integração de valores da cidadania, da ética desportiva e na sensibilização e desenvolvimento de estilos de vida saudável. Podemos garantir que os juniores estão preparados para o futuro, continuando ou não a jogar num nível superior. Os nossos atletas possuem o suporte necessário para seguirem o seu caminho na sociedade.

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Márcia Azevedo deixou Got Talent

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Depois de Cuca Roseta a ter considerado “a melhor” de todas as audições do programa da RTP Got Talent, Márcia Azevedo chegou às galas em direto. A trofense atuou na gala de domingo, 21 de maio, mas não conseguiu reunir os votos necessários para continuar, tendo abandonado o programa de talentos.
“Quando Men Vo” da ópera La Bohème e de Puccini foi o tema escolhido pela cantora de Santiago de Bougado, mas ao contrário do que tinha acontecido na audição, Márcia Azevedo não recebeu muitos elogios dos jurados. Herman José considerou “que tinha um ponto de partida altíssimo” na ópera, mas que “ainda lhe falta um bocadinho mais” para o público “deixar de sentir as inseguranças”. Cuca Roseta salientou, no entanto, que a cantora tem “um talento fantástico”.
Em entrevista ao O Notícias da Trofa, Márcia Azevedo referiu que achou que “dentro das condições apresentadas pela produção” a atuação tinha corrido bem e que o que mais gostou na sua participação foi “ter conhecido pessoas com diferentes talentos”.
“Em relação à minha carreira musical, espero que o facto de aparecer em televisão me ajude a ter visibilidade” afirmou Márcia Azevedo. Atualmente a viver em Zurique, Suíça, a trofense de 26 anos explicou que para já vai continuar a conciliar o seu trabalho de enfermeira com a participação no coro suplente da Opera de Zurique, mas que espera “um dia conseguir cantar em Portugal”.

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