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Costa anuncia variante até à Carriça na 1.ª fase

Costa anuncia variante até à Carriça na 1.ª fase

Uma história com mais de 20 anos e com páginas de avanços e recuos. A 19 de maio, mais uma página se escreveu na história da variante à Estrada Nacional (EN) 14, com o anúncio da sua construção a ser feito pelo primeiro-ministro António Costa.
À margem da inauguração do Complexo Desportivo do Instituto Superior da Maia (ISMAI), o primeiro-ministro adiantou que Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, “já assumiu a decisão de construir a variante à EN14, neste primeiro troço que servirá o concelho da Maia até à Via Diagonal e ao Nó da Carriça”. “É uma decisão que está tomada e que irá ser implementada”, declarou, mencionando que a empreitada será feita com “recursos nacionais”.
O anúncio surge depois de, a 7 de novembro, no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2017, o ministro ter referido que o Governo “não adjudica empreitadas parciais que acabam no meio da cidade da Trofa sem nenhumas condições de ligação a norte, atravessando o rio Ave”. “Nós faremos essas obras quando tivermos as condições de as fazer de um modo integrado. Não é lançar empreitadas que acabam no meio da Trofa. Isso não é razoável”, salientou.
Certo é que agora, o mesmo ministro, segundo António Costa, assume a decisão de construir a variante, neste primeiro troço de 1,9 quilómetros, unindo o nó do Jumbo, na Maia, e a via diagonal, que liga as zonas industriais daquela cidade.
O NT tentou obter esclarecimentos junto da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), mas não obteve resposta. Já o Correio da Manhã avançou que esta primeira fase está avaliada em seis milhões de euros, estando prevista o seu início para o final deste ano e início de 2018. Já o segundo troço, que fará a variante chegar aos concelhos da Trofa e Vila Nova de Famalicão, ainda não tem data para começar, nem orçamento estimado.
A Estrada Nacional 14, artéria que liga os concelhos da Maia, Trofa e Vila Nova de Famalicão, é atravessada, diariamente, por cerca de 30 mil veículos, 20 por cento dos quais pesados. Só a Continental Mabor, empresa sedeada em Lousado, coloca a circular na rua cerca de 400 camiões por dia.

Autarcas reagem ao anúncio

Para o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, este anúncio por parte do primeiro-ministro é um motivo de “grande alegria”, uma vez que o concelho maiato é “o primeiro exportador da Área Metropolitana do Porto, o segundo da zona Norte do país e o quarto a nível nacional”. “Pelo que me disse o primeiro-ministro, o concurso público está pronto a ser lançado, assim espero que ele cumpra o que disse e lance a empreitada o mais rapidamente possível”, reforçou o autarca.
Por outro lado, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, afirmou ser “positivo que o tema esteja na agenda e não seja esquecido”, sendo que “as diferentes referências que o atual Governo tem feito é um sinal de que também não esqueceu este problema”. “Como é sabido, a suas expensas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão custeou o projeto para que a obra pudesse começar. Do ponto de vista burocrático e logístico está tudo pronto para que a empreitada arranque. Que as máquinas venham para o terreno e as obras comecem”, declarou, frisando que “o retorno fiscal, direto e indireto, deste investimento público é tremendo e há-de superar, e muito, o investimento que é necessário fazer”.
O NT tentou obter uma reação por parte da Câmara Municipal da Trofa, mas até ao fecho de edição não obteve qualquer resposta.

Anúncio suscita “a maior desconfiança”

O PSD de Famalicão fez saber, em nota de imprensa, que este anúncio da construção da variante à EN 14 suscita-lhes “a maior desconfiança”, desafiando “o primeiro-ministro a adjudicar imediatamente, não apenas a empreitada da primeira fase da obra, com início na Maia, dada a inexistência de qualquer impedimento técnico, mas também a empreitada da fase final do projeto, já no município de Vila Nova de Famalicão, que há dois meses o governo prometeu começar neste ano”. “O primeiro-ministro tem uma derradeira oportunidade para provar que não está a brincar com as populações, com os autarcas e com os empresários desta região”, asseverou.

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