As marchas populares voltaram a liderar mais um cortejo em S. Romão do Coronado. Com saída do campo do Futebol Clube S. Romão, passando pelas ruas do Cabrito e General Humberto Delgado, Largo do Seixinho, Ruas da Profitela e da Belavista, Alto S. Romão, Avenida Luís de Camões e das ruas do Horizonte, do Sol e Santa Eulália, os protagonistas deram que falar em mais uma iniciativa que se destacou pela originalidade dos participantes. As típicas vassourinhas estiveram presentes em mais um desfile, acompanhadas pela Sociedade Columbófila de S. Romão do Coronado e dos muitos trajes coloridos que se juntaram à marcha, em nome de uma causa: angariar dinheiro para as obras da igreja matriz.

Com os três cortejos concluídos, a missão está cumprida e o pároco Rui Alves fez saber que no total as verbas rondaram os 50 mil euros. “O objetivo principal era o dinheiro, porque precisamos dele para pagar as obras, mas há muita coisa que também é fundamental: a união, as mãos que estas pessoas foram capazes de unir para um objetivo comum com um certo bairrismo saudável e  um querer fazer bem e melhor”, denotou o padre, mostrando-se satisfeito com a “quantidade de gente” que aderiu aos eventos durante os três domingos.

cortejo
Estima-se que por cada cortejo tenham estado presentes cerca de 300 pessoas a assistir, o que para Rui Alves foi “fantástico”. “Foi muito bonito aquilo que se passou. Quase toda a freguesia esteve envolvida nisto. Deixa-me muito orgulhoso esta gente de S. Romão”, disse. O facto de os envolvidos terem andado “meses” a trabalhar para os cortejos, “deixando a sua vida pessoal e o trabalho”, é um sinal que dá “ânimo” e “esperança” ao pároco de S. Romão.
Rui Alves salientou que estes eventos fizeram-no “acreditar que vale a pena confiar na pessoa humana”, uma vez que as pessoas, “quando se abrem”, são capazes de fazer coisas “belíssimas”.
“Quero agradecer a todas as pessoas que participaram direta e indiretamente, às empresas e a todos aqueles que no anonimato se fizeram representar com a sua ajuda. Muito obrigado”, concluiu.