Cinco dias de muita música e diversão animaram as ruas de S. Romão do Coronado, entre 20 e 25 de agosto. A comissão de festas de S. Bartolomeu confessou ao NT que foi um trabalho exigente, mas o resultado compensou e superou expectativas.

O ano de 2014 foi de grande trabalho para os membros que organizaram as festividades em honra de S. Bartolomeu. Entre jantares, passeios, apanha do porco, peditórios e barraquinhas em festas, várias foram as atividades desenvolvidas para se reunir fundos para manter a tradição e realizar as habituais festas de agosto.

A noite do dia 20 foi tranquila, mas não passou despercebida com a inauguração da iluminação e som, com os mais curiosos a não perderem a oportunidade de passear pelas ruas.

Quinta-feira marcou o início das animações, com o duo “Mistura Fina” a trazer músicas bem conhecidas de todos. O dia seguinte foi dedicado às danças, com o grupo de Hip Hop Iam Dance e as Estrelas da Agrela. Mais tarde, foram os Ranchos a subir ao palco, começando com os conterrâneos Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado e Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo, seguindo-se depois os Ranchos da Casa do Povo de Ermesinde e de Pinheiros (Monção).

A alvorada de sábado foi dada pelo Agrupamento Musical Juventude em Força e à noite os “Millenyum” trouxeram um concerto bastante animado, onde não faltou público a dançar e cantar.

Domingo foi o dia dedicado ao Sagrado. Da parte da manhã a Banda de Santiago de Riba, Oliveira de Azeméis, trouxe a música à freguesia e às 11 horas foi o momento de reflexão na Missa Dominical. A Fanfarra Boinas Verdes de Valongo chamou a atenção de todos os romanenses na parte da tarde, até que às 17 horas saíram à rua dezasseis andores e centenas de devotos na procissão.

A encerrar o certame esteve a música dos “Solitários” e uma espantosa sessão de fogo de artifício à meia-noite.

O NT conversou com Manuel António Silva e Daniela Santos, os Juízes da Festa, e em jeito de resumo ambos concordaram que “foi muito bom”, fazendo “um balanço bastante positivo” das festividades. “Tivemos pouco tempo de preparação, basicamente começamos em janeiro e depois tivemos que ser rápidos e eficazes. Tivemos que planear bem e operar diversas atividades em simultâneo, a tentar nunca perder o foco, mas correu bem, conseguimos organizar e dividir o trabalho”, afirmaram.

As dificuldades financeiras são cada vez mais evidentes nestes certames e por isso a comissão de festas admitiu ter sentido algum receio em relação ao cartaz. “Não tínhamos um nome forte como cabeça de cartaz e receamos que isso pudesse diminuir a adesão. Não podíamos dar um passo maior que a perna e então optamos por grupos com quem já trabalhamos, que sabíamos terem grande qualidade, mas com um orçamento mais acessível. E ficamos agradavelmente surpreendidos, porque todos os grupos foram muito bons, bastante animados e envolveram os presentes nos seus concertos”, denotaram.

Nos recursos humanos também encontraram algumas dificuldades, uma vez que cada vez mais se torna difícil haver membros a entrarem nestas comissões. Mesmo assim, os Juízes da comissão, que contou com treze elementos ativos além do Pároco Rui Alves, garantem que a maioria deles vão se manter para o próximo certame, de forma que a tradição não acabe.

Aproveitando a oportunidade, a dupla quis deixar agradecimentos a todos os patrocinadores, aos habitantes da Vila do Coronado “que se envolveram de forma bastante ativa e fizeram uma procissão grande e com todos os andores a saírem à rua”, e à autarquia e Junta de Freguesia, que “dentro das suas possibilidades deram ajuda financeira e burocrática”.