Com apenas um ano, a disciplina de Canto da Universidade Sénior do Rotary Club da Trofa éfrequentado por uma turma de 23 alunos.

Depois do aquecimento à voz, o duo junta-se no palco para interpretar uma música com ritmo espanhol, acompanhados pelos seus colegas, em coro. Este foi um dos momentos iniciais do último ensaio de Canto, uma disciplina da Universidade Sénior do Rotary Club da Trofa que é ministrada por Antónia Serra, que também é maestrina dos Meninos Cantores do Município da Trofa.

Depois de se aposentar, Ana Maria Sequeira ainda ficou “o primeiro ano em casa”, mas como “não se sentia bem” por estar “muito fechada” decidiu entrar na Universidade Sénior por ser uma “oportunidade de conviver e até por causa da memória”. “Optei vir para a universidade para ter sempre a mente a trabalhar e poder conviver e fazer amigos. É bom conviver na universidade e aliás aprendemos muito”, afirmou, declarando que “cantar todos cantamos um bocadinho”, mas ao frequentar as aulas de Canto pela Antónia Serra aprendeu a “cantar com profissionalismo e correção”, com “pausas, respeitando e disciplinando as vozes” .

Já para Fernando Costa, que “já canta há muitos anos”, estas aulas são “uma mais-valia muito grande”, tendo já “aprendido muito”, como a “colocar vozes”. Apesar de também frequentar a disciplina de Teatro, é com a de Canto que Fernando Costa fica com “ansiedade”, porque é o que “mais gosto e prazer” lhe dá fazer: cantar.

A professora, Antónia Serra, contou que esta é “uma disciplina muito interessante”, uma vez que “nunca” deu “aulas a gente mais velha”, estando “a ser um desafio muito giro”. “Gosto imenso deles. Tem aqui muita gente que conheci de professores da velha guarda que reencontrei. É claro que ainda estou a aprender com eles, porque vozes mais velhas não é a mesma coisa do que lidar com que vozes pequeninas, como crianças. É um traquejo muito grande e um trabalho um bocadinho mais demorado, mas faz-se e tem sido muito giro”, asseverou.

Para Antónia Serra lecionar Canto tem sido “um desafio”, uma vez que “não tinha experiência praticamente nenhuma” e começa “a ver que não é muito diferente de lidar com crianças mais pequeninas, porque todos eles têm problema de concentração e de memorização, não sendo um trabalho muito diferente”, mas sim “mais demorado”. “É um desafio porque encontramos vozes feitas, aparecem vozes excecionais e se esta gente se aguentar por alguns anos vamos com certeza vir a ter um coro a sério”, complementou.