Associações do concelho uniram-se à ASAS para alertar para a importância da família. Coração humano foi formado na tarde de domingo, 18 de maio, no relvado do Estádio do Clube Desportivo Trofense.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Trofa fez bater “o maior coração humano de Portugal”. A iniciativa da ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso) – através do CAFAP – Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental – que tinha como objetivo evidenciar a importância da família, contou com a participação de várias coletividades do concelho. A Associação Desportiva e Recreativa de Finzes aderiu pela primeira vez e, segundo Evangelina Ribeiro, levou “40 pessoas”. “Como estamos numa fase muito parada, devido à inexistência do Futebol Popular, resolvemos alargar a nossa participação a mais atividades”, explicou. Por outro lado, a coletividade quer envolver os associados, responsáveis pela sobrevivência do Finzes. “Vivemos das cotas e se não nos mostrarmos, os sócios podem questionar-se pelo que estão a pagar. Participando nestas atividades podemos chamá-los até nós para haver uma maior convivência e cooperação.

A Gota d’Água, coletividade sediada em S. Romão do Coronado, também se estreou na atividade. Para Lindomar Santos, “é cada vez mais importante unir as associações locais, até porque S. Romão é uma freguesia mais distanciada do concelho”. “É uma atividade interessante, que possibilita um dia em família”, sublinhou.

O Rancho Folclórico de Alvarelhos repetiu a presença e, à exceção do grupo de folclore da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) da Trofa, foi o único a representar os usos e os costumes da região. “À semelhança do que temos vindo a fazer com todas as iniciativas da Câmara e outras solicitações, fazemos um esforço para participar sempre. Desde a primeira reunião que nos comprometemos a estar presentes”, contou.

Antes de o coração ser formado, houve um desfile das associações participantes, no qual reinou a boa disposição apesar do calor que se fez sentir. À entrada para o estádio, já muitas pessoas aguardavam pela chegada do grupo para também fazerem parte do momento mais alto da tarde. O coração formou-se e “começou a bater” com o hino criado para a ocasião. “É um sentimento de alegria e dever cumprido. Penso que as associações foram maravilhosas, colaborativas e sempre dispostas a estarem connosco.

Este ano, deu mesmo a entender que foi um processo muito verdadeiro, a lembrar que a família é o fulcro de todo o bem que pode haver para a criança e para a construção do seu projeto de vida. Vi mais gente do que estava à espera nas bancadas, quando aqui cheguei”, contou a presidente da ASAS, Helena Oliveira.

A tarde ainda contou com a atuação do grupo folclórico da APPACDM da Trofa, do grupo de dança Starkids, do Rancho de Alvarelhos, da Gota d’Água, do Aquaplace e da demonstração de kickboxing da Escola LifeCombat.