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Ano 2011

Construção de McDonald’s na Trofa levanta discórdia (C/Video)

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Os vereadores do PSD não estão de acordo com a construção de um restaurante McDonald’s na Trofa. Autarquia reconhece interesse público económico do projeto que vai criar 70 novos postos de trabalho.

 

Vários foram os assuntos que “aqueceram” a quarta reunião de Câmara descentralizada, que se realizou no Muro, no dia 21 de outubro. Alguns murenses não perderam a oportunidade de assistir à discussão de alguns projetos para o concelho. Um deles levantou a discórdia entre o executivo liderado por Joana Lima e os vereadores sociais-democratas. Na reunião foi levada a aprovação a emissão de certidão de interesse público do ponto de vista económico para a instalação de um restaurante McDonald’s na Trofa. Apesar de se absterem, os vereadores do PSD não concordam com a edificação do restaurante.

Jaime Moreira foi o primeiro a pronunciar-se, atentando ao “sem número de condicionalismos urbanísticos”. “A Trofa necessita de uma empresa destas? Andamos com uma política de proteção do comércio local da Rua Conde S. Bento e hoje vamos ter um McDonald’s a concorrer com os nossos restaurantes”, referiu.

Já António Pontes (PSD) considera que “os condicionalismos urbanísticos ultrapassam “alguns benefícios” da instalação do restaurante.

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Teresa Fernandes, vereadora socialista, explicou que o que está em causa é o “interesse público do ponto de vista económico”, caso “a empresa obedeça a todos os requisitos que exige o licenciamento”.

Joana Lima enumerou as mais-valias económicas para a existência da empresa na Trofa, entre as quais estão “o pagamento de impostos, numa média anual de 373 mil euros” e “a criação de 70 postos de trabalho diretos” que, de acordo com o estudo económico da empresa “serão recrutados no Centro de Emprego do município onde se vão instalar”, ou seja, na Trofa.”.

Outro dos temas que motivou as críticas dos vereadores do PSD foi o projeto do Parque das Azenhas. António Pontes considera que o processo está a ser arrastado “há dois anos”, sugerindo que seja “levantado um inquérito para saber o que é que os técnicos andaram a fazer”.

Para explicar o que foi feito neste período Joana Lima pediu que Vera Araújo, responsável pelos projetos financiados por Fundos Comunitários explicasse o que foi feito.

Quando a candidatura foi aprovada, em dezembro de 2009, o que existia era apenas um estudo prévio, que a CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) aprovou como projeto de execução”. No entanto e depois de “algumas reuniões na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte foram sendo ultrapassados alguns obstáculos. Para além da “negociação com proprietários” de terrenos constantes no projeto, a autarquia esteve a fazer “os projetos de execução que não existiam” Foi necessário reunir com os proprietários (cerca de 30) mais que uma vez e tentar negociar para que assinassem os acordos o que em muitos casos acabou por não acontecer. Como alguns proprietários não chegaram a acordo com o município, o executivo levou à votação a constituição de servidão administrativa, que foi aprovada por unanimidade. Sobre este projeto, a presidente da autarquia lamenta o facto de alguns proprietários a terem “enganado”, com “reuniões atrás de reuniões e cheios de boas intenções, mas, no fim, não assinaram”. “Ninguém me tira da ideia que a aquela gente esteve a ver se o prazo se esgotava para não se avançar com nada”, asseverou.

Joana Lima esclareceu ainda que foi solicitada à CCDR-N a reprogramação da execução da obra, por mais um ano, para o fim de 2012.

 

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Reforma Administrativa

 

A reforma administrativa não podia ser um tema alheio à reunião. Enquanto António Pontes questionava se existe já “um estudo concreto” sobre o que irá acontecer na Trofa, Jaime Moreira levantou a dúvida sobre a extinção do concelho da Trofa, informação que tinha sido veiculada, segundo ele, por uma “fonte, minimamente, fidedigna junto do poder”. Joana Lima refutou, justificando que a fusão dos municípios acontecerá de forma voluntária, como está descrito no Livro Verde do Governo se os municípios o solicitarem. A presidente da Câmara afirmou ainda não possuir nenhum documento concreto e que as alterações “terão ainda que ser discutidas em sede de Assembleias de Freguesia entre novembro e janeiro”.

A intenção do Governo de diminuir o número de chefes de divisão das autarquias acolhe a concordância de Jaime Moreira. “Eu considero que a Câmara da Trofa gere-se com quatro vereadores e três chefes de divisão. Chegam e sobram. Até se podia reduzir nos chefes de secção também”, afirmou.

 

Nos assuntos que interessam, especialmente, à população do Muro, a autarquia deliberou à atribuição de um subsídio de 20 mil euros para as obras realizadas na Rua de S. Pantaleão. Recorde-se que a zona foi intervencionada, inicialmente, sob o encargo da Junta de Freguesia, que considerava que “a capela era a que menos dignidade tinha no concelho”.

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Questionada por Jaime Moreira, Joana Lima garantiu também que a Estrada Nacional 318 será intervencionada, para colocação de um piso provisório, “ainda este ano de 2011”.

 

Presidente da Junta satisfeito

 

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia marcou presença na reunião de Câmara que decorreu na sede da Junta do Muro e realçou que “esta foi a primeira vez” que “enquanto autarca do Muro” recebeu um executivo. O presidente agradeceu a deliberação do subsídio de cerca de 20 mil euros atribuído à sua freguesia e em jeito de brincadeira fez votos para recebê-los até final do mês de outubro.

Relembrando a luta pela criação do concelho da Trofa, cuja comissão promotora reuniu nas instalações da Junta do Muro, o autarca colocou-se à disposição para colaborar com a autarquia liderada por Joana Lima.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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