“Partilhar decisões” foi o objectivo de Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia trofense, que colocou em discussão publica a futura localização dos Paços do Concelho, no passado dia 25 de Março, em Santiago de Bougado. O anúncio da constituição de uma Comissão que avaliará as propostas para as futuras instalações do edifício, foi a grande surpresa da noite.

Na primeira sessão pública, que teve lugar na passada quarta-feira, o auditório da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado encheu para que todos pudessem dar a sua opinião sobre a futura área de localização, mas a surpresa foi o anúncio da constituição de uma Comissão que avaliará as propostas para as futuras instalações do edifício.

Os engenheiros Aníbal Costa, Afonso Serra Neves, Alcino Rodrigues, José Carlos Oliveira, arquitecto, Jorge Corval, como advogado e ainda Luís Reis, como economista, para além dos presidentes de Junta de S. Martinho e Santiago Bougado, foram os nomes escolhidos por Bernardino Vasconcelos para fazer parte da comissão.

Quanto à reunião, muitos foram os trofenses que opinaram e disseram qual a melhor localização para os Paços do Concelho, esperados há vários anos.

António Quelhas foi o primeiro a falar e apresentou “uma solução que pode ser um paliativo” e sugeriu a compra do espaço onde está instalado o antigo supermercado Plus e que agora pertence ao Pingo Doce.

Já Jerónimo Torres é da opinião de que o edifício sede para a Câmara Municipal deve ser construído no lugar dos “jarretes”, junto ao Edifício Nova Trofa.

Por sua vez, João Fernandes lembrou uma das sugestões já apresentadas pela autarquia, o lugar da Feruni, devido à sua “centralidade”.

Também apresentando como possibilidade uma das propostas já apresentadas pela Câmara, Luís Pinheiro mostrou-se a favor da construção junto à estação de comboios.

Eurico Ferreira, apesar de não ter apresentado nenhuma localização possível, sugeriu que todos os trofenses investissem na construção dos Paços do Concelho e mostrou-se “pronto a colaborar com a comissão” porque segundo o empresário trofense, o edifício “não pode ser feito só pela Câmara”.

Para Bernardino Vasconcelos, a sessão pública atingiu os objectivos pretendidos: “esta reunião para mim foi muito participativa e atingiu os objectivos que pretendíamos, que era de facto ouvir as pessoas, era a primeira fase que esta comissão tinha no seu trabalho que foi convidada por mim há uma semana e pouco, esta reunião foi muito positiva, ouviram-se aqui muitas opiniões, opiniões sensatas no sentido de dar uma ideia muito clara tendo em conta o enquadramento que cada um pensa para os Paços do Concelho e portanto sinto-me feliz com isso”.