Numa conferência promovida pela FAPTROFA, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais sublinhou o papel dos pais na vida das escolas.

Qual a importância da associação de pais no conselho geral da escola? Foi sobre esta questão que falaram os oradores e o público presente da 1ª conferência organizada pela Federação de Associações de Pais da Trofa (FAPTROFA).

Albino Almeida foi considerado pelo presidente da FAP TROFA, um orador “por excelência”, não fosse ele presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais). Considerando que “é preciso centrar muito bem a primeira tarefa dos pais”, que é cuidar da educação dos filhos, Albino Almeida defendeu ainda que os encarregados de educação “devem intervir na vida das escolas”, através das associações de pais, que, por sua vez, têm como função “criar condições que sirvam todos os alunos”. “Quanto melhor forem essas condições para todas as crianças, melhor são também para os filhos de cada um de nós”, sustentou.

O papel das associações de pais está muito bem definido no universo educativo. Cabe a esta estrutura ser “a reguladora dos seus pares”, ou seja, “assumem o papel de representantes dos pais, quer dentro quer fora da escola”, por isso “devem organizar-se para ouvir os pares e os pais, transmitindo depois às entidades com quem se relacionam as posições que sirvam os interesses de todos os pais que representam”. Albino Almeida alertou ainda que, no reverso da moeda, os parceiros devem cultivar uma relação sadia com as associações de pais, a fim de existir uma corresponsabilização: “Se perderem, perdem juntos, se vencerem, vencem juntos. Se entenderem deixar os pais à margem do processo, poderão vir a ser criticadas”.

Durante a conferência, o presidente da CONFAP abordou algumas políticas educativas, como “as alterações à lei da autonomia, administração e gestão do ensino não superior” e nesse capítulo Albino Almeida apela a que os pais “sejam proativos”, envolvendo-se “na procura de soluções para os problemas que diagnosticam e propô-las às escolas ou às autarquias”. No que diz respeito à possibilidade de haver fusão de agrupamentos, Albino Almeida admitiu que pode haver o “perigo” de os encarregados de educação sentirem “o apelo de não participar” na vida da escola, caso fique mais distanciado da sede de agrupamento. “A agregação das escolas não pode ser feita contra os autarcas, para garantir que os pais continuam a ser atendidos nas escolas de proximidade, estimulando a sua participação”, frisou.

Ainda sobre esta proposta do Governo, o presidente da CON FAP afirmou que “deve ir muito para além do que a lei prevê”. “Temos que nos empenhar para que haja coerência pedagógica, serviços educativos de qualidade, apoio social aos pais e tudo isso deve ser discutido no conselho geral”, asseverou. Albino Almeida aproveitou também para apelar às associações de pais para que “valorizem os pais representantes de turma, pois são esses que transmitem a mensagem e permitem que chegue à sede do agrupamento”. Na atividade também participaram Manuela Cunha, presidente do Conselho Geral do agrupamento de escolas de Gondifelos, e Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa. A edil trofense enumerou os projetos educativos que resultaram de um “investimento avultado” por parte da autarquia e defendeu que as políticas educativas “têm prioridade” na atuação deste executivo, que se tem batido pela “igualdade de oportunidades”. “O acompanhamento das crianças é essencial para a formação de cidadãos autónomos e para isso os pais têm um papel relevante, que é insubstituível”, frisou.

José Maria Oliveira, presidente da FAPTROFA, fez um balanço positivo da conferência, que contou com cerca de uma centena de participantes. “Fizemos esta atividade para tirarmos algumas dúvidas sobre o papel das associações de pais nas escolas e sobre a representatividade dos pais nos conselhos gerais. Vamos continuar a dinamizar ações do género, porque é enriquecedor”, rematou. 

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