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Ano 2011

Concerto Vicarial de Natal

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O Concerto Vicarial realizado na Igreja Nova da Trofa, no dia 18 de dezembro, contou com a presença dos nove coros da vigararia da Trofa/Vila do Conde. No final, Luciano Lagoa deixou uma mensagem de Natal para todos
os trofenses.

Foram muitas as pessoas que se dirigiram à Igreja Nova da Trofa para assistirem ao segundo concerto vicarial de Natal, organizado pela vigararia da Trofa/Vila de Conde que contou com a presença do Bispo Auxiliar do Porto, D. Pio Alves. Esta iniciativa, que já vai na segunda edição, teve como responsável o Padre Bruno Ferreira, que considerou este concerto como “uma grande manifestação de cultura, música e de encontro coral”. Segundo o mesmo, o objetivo principal desta iniciativa é “criar o gosto nas pessoas” pelo cântico, que “faz sempre parte dos momentos da nossa vida”. “Estes momentos de festa são essenciais para a gente abstrair de outras realidades mais pesadas, a música serena-nos. Depois, na temática deste ano, antes do Natal cantar ao Menino é já uma preparação para a grande solenidade de Natal que se aproxima”, afirmou.

Para a realização deste concerto, Bruno Ferreira contou com “a colaboração de maestros e de coros da vigararia, que também levaram várias ofertas para o convívio final entre coralistas, que se realizou na cripta da Igreja Nova.

E se tudo dependesse da vontade do padre Bruno Ferreira, esta é uma iniciativa para continuar. “Era bom que este concerto, já tradicional dos coros da nossa vigararia, percorresse outras paróquias”, manifestou.

Luciano Lagoa, responsável pela vigararia da Trofa/Vila de Conde, considera esta iniciativa muito importante, “na medida que junta as várias paróquias, criando alguma comunhão entre elas”, salientando a importância de convívio entre os coralistas. Na sua opinião, desenvolveu-se um trabalho “muito interessante ao nível de canto coral”. “Estas festas servem para isso, para que nós desenvolvamos o gosto pela música e possamos apreciar o que de muito se faz por aí sem nos apercebermos das muitas boas coisas que se fazem em toda a paróquia”, demonstrando assim a “vitalidade da própria vida da igreja”, adiantou.

O responsável pela vigararia atribuiu o sucesso deste concerto ao Padre Bruno e aos grupos corais das diferentes paróquias, frisando o trabalho, que o padre teve na organização, como uma mais-valia para toda a vigararia. “No futuro é para continuar. E queremos que haja uma descentralização grande, não queremos concentrar numa ou noutra paróquia. Queremos que todas as paróquias possam ter este gosto pela música. Claro que nem todas as igrejas têm as condições que a Igreja Nova da Trofa, mas temos que nos adaptar às várias circunstâncias e às várias condições para ir procurando descentralizar um bocadinho o gosto pela música. Para que também nas paróquias onde porventura haja mais dificuldade também aí se possa sentir esse gosto e se possa incentivar o gosto pelo canto coral. Para que possamos contar com mais gente a participar na liturgia” afirmou.

Este concerto contou com a presença do Coro Paroquial Juvenil de São Romão do Coronado, do Coro Paroquial de São Mamede do Coronado, do Coro Paroquial do Muro, dos Coros paroquiais de Alvarelhos, do Coro Paroquial de Retorta, do Coro inter-paroquial de Árvore e Azurara, Orfeão Santhyago, Coro paroquial de Santiago de Bougado e do Coro e orquestra paroquiais de São Martinho de Bougado. Cada coro entoou três cânticos e, ainda se juntaram no final, para darem voz ao cântico “Adeste Fideles”.

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Luciano Lagoa aproveitou para desejar “a todos os leitores do jornal O Notícias da Trofa, e para todas as pessoas que possam ler, um voto de um Santo Natal à volta do presépio de Belém, à volta do Menino Jesus”. “Que ele não seja substituído por outras pessoas ou por outras circunstâncias. Ele é o centro de tudo e estando ele no centro tudo o mais se pode juntar. Votos de um Santo Natal com saúde, paz e harmonia, e que cada família se pareça cada vez mais com aquele lar de Nazaré, que apesar de pobre era muito rico de amor. Que sejam muito ricos de amor, sobretudo. É isso que desejo a todos os trofenses e a todas as pessoas que leem o jornal O Notícias da Trofa” finalizou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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